quinta-feira, 18 de julho de 2019

UM ANO DE ADRIANO: Raio-x de um estelionato político-eleitoral.



Há exatamente um ano, Cabo Frio vivia o primeiro dia completo do governo Adriano. O prefeito tomara posse no dia 17 de julho de 2018, por volta das 19h, na Câmara, e iniciava sua gestão plena no dia posterior.

Eu estava lá, dando posse, junto aos demais vereadores e vereadoras, ao candidato que havia acabado de me derrotar no pleito do dia 24 de junho.

Naquele momento, usei a palavra na tribuna para falar a uma assistência lotada de então apoiadores do novo governante, que, apesar do nosso enfrentamento, me ouviu com profundo respeito. Dirigi minha fala ao recém-empossado prefeito para dizer-lhe que comigo não haveria cafezinhos nem conversinhas: meu preço seria o amor de Adriano por Cabo Frio. Caso ele demonstrasse esse sentimento, teria meu apoio; senão, eu me tornaria seu mais forte adversário e o enfrentaria nas raias da justiça se necessário.

Tive minha fala interrompida por um pedido de Adriano - e até hoje sou um dos poucos vereadores a receber um aparte de prefeito em discurso na Casa. Ele prometeu que assim faria, como o desafiei. Em seguida, assinou outros três compromissos: auditoria das contas públicas; criação de comissão para retorno dos 35% de investimento orçamentário em educação; e a informatização do sistema de marcação de consultas.

O resultado de tudo isso, hoje, um ano depois, todo mundo sabe: Adriano mentiu em tudo para todo mundo e não cumpriu nenhuma de suas quatro promessas daquela noite - prédios públicos ocupados, salários atrasados, consultas "imarcáveis", desvios na Educação e um governo dominado pelo ex-prefeito que Adriano prometeu auditar e "esqueceu".

De outro lado, eu cumpri a minha promessa daquela noite.  Em um ano, criei, participei ou apoiei trincheiras na Câmara, nas ruas, nas redes sociais, na imprensa e no Judiciário, contra o maior estelionato político-eleitoral da história da nossa cidade. Se ser um bom político é apoiar causas, comprar brigas e se posicionar claramente a favor da população quando o poder financeiro-governamental de outro lado se impõe, então eu tenho a consciência tranquila do dever cumprido neste um ano, mesmo com todos os meus defeitos e falhas humanas.

Hoje, neste triste aniversário, convoco o povo de Cabo Frio a seguir na luta e na resistência a esse abusivo sistema político, que insiste em aprofundar os velhos nomes e paradigmas eleitorais de poder. O futuro precisa diferenciar os falsos dos cumpridores; os vitimizados dos responsáveis; os hipócritas chorosos dos líderes; os que honraram seus cargos com trabalho dos que passaram nulos por mandatos públicos; os preparados/atualizados/gestores/empreendedores dos aproveitadores/ausentes/ultrapassados. Que neste triste dia, o cabo-friense entenda a necessidade de presentear-se com uma resposta coerente, inovadora e ousada nas ruas e nas urnas.

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