quarta-feira, 12 de junho de 2019

A FARSA DA QUEDA DE ARRECADAÇÃO EM CABO FRIO.


Governo mente, e não paga porque é incompetente. Com 66 milhões a mais de arrecadação externa e 40 milhões a mais de arrecadação interna do que o mesmo período um ano antes, não há desculpa para não pagar o trabalhador e não resolver problemas da cidade.
--------------------
Superávit do período bate a casa dos 140 milhões enquanto petróleo deu aos cofres públicos 79,6 milhões, contra apenas 60 no ano anterior.
---------------------
Neste mês de junho, a cidade de Cabo Frio chega ao status observado nos governos passados: atraso no pagamento do funcionalismo; negativa de direitos aos trabalhadores; fracionamento dos deveres com a categoria e greve. Entretanto, vê-se a fala do Secretário de Fazenda e do governo como um todo, alegando “queda de arrecadação” como justificativa para o caos. Na verdade, trata-se de mais uma desculpa esfarrapada de mais uma gestão que não deixa claro para a população onde está seu dinheiro. E podemos comprovar isso com dados oficiais.

Se o governo diz que houve queda nos repasses federais, ele mente. De Julho de 2018 a 10 de junho de 2019, a cidade de Cabo Frio recebeu R$ 226.371.786,73, acima dos R$ 161.070.895,36 do mesmo período um ano antes. De Julho de 2017 a junho de 2018, foram R$ 67.070.804,69 em royalties e participação especial, o valor sobe para R$ 79.612.253,47 de julho de 2018 a junho de 2019.

Se o governo diz que houve queda de arrecadação no comparativo de um mês para outro no governo Adriano, também mente – ou mascara os dados. De julho para agosto de 2018, de outubro para novembro de 2018, de novembro para dezembro de 2018, de janeiro para fevereiro de 2019 e de abril para maio deste mesmo ano (responsável pelo pagamento atual do servidor, que está atrasado), há aumento na arrecadação. No primeiro caso, de quase 69 para 79 milhões; no segundo caso, de 50 para 72 milhões e no mês seguinte para 119 milhões. 

De janeiro para fevereiro deste ano, o pico vai de 50,5 para mais de 96 milhões. E no período de caixa para pagar o servidor neste mês, a arrecadação da prefeitura saltou de R$ 61.361.954,02 para R$ 64.949.204,32. 

Na primeira dezena deste mês de junho, o superávit, isto é, a diferença entre arrecadações, despesas e deduções aponta uma sobra de quase 4 milhões de reais. Os dados são oficiais do Portal de Repasses Federais do Banco do Brasil.

No governo Adriano, de julho de 2018 a maio deste ano, foram arrecadados R$ 811.012.177,29 e gastos, entre despesas e deduções, R$ 672.659.264,64 – um superávit de R$ 138.352.912,65. Nesse mesmo período, um ano antes, essa arrecadação era bem inferior: R$ 771.473.807,02 e nem havia superávit, e sim déficit: - R$ 4.864.762,35.
Ou seja, a média dos 11 meses de gestão é de mais de 60 milhões de reais em despesa mensal, com uma folha de pagamento de pessoal na casa dos 40 milhões, ou seja, mais de 60% do gasto geral. Há, porém, uma arrecadação mensal em torno de 74,3 milhões de reais, isto é: pelos números da prefeitura, há sobra de mais de 14 milhões de reais por mês. Os dados são todos oficiais do Portal da Transparência.

Se o governo afirma que as arrecadações mensais do período da atual gestão são menores do que as do mesmo período, um ano antes, também mente. Os meses de julho, agosto, setembro e dezembro de 2018; e janeiro e fevereiro de 2019 apresentam arrecadações superiores a esses mesmos meses um ano antes. Destaque para a comparação entre o mês de dezembro de 2018 (arrecadação de R$ 119.347.190,50) e o mesmo mês em 2017 (R$ 64.425.258,02) – a receita quase dobrou em um ano.

Por isso, volto a dizer, das duas uma: ou a prefeitura mente quanto diz que há queda na arrecadação (então não há desculpa para não pagar trabalhadores e não investir na cidade), ou mente os dados oficiais. Por isso, é preciso lutar contra a mentira, especialmente quando atinge o bolso do trabalhador, o desenvolvimento do comércio local e o avanço econômico e social da cidade.

Nenhum comentário: