terça-feira, 3 de abril de 2018

DIREITO DE RESPOSTA


Surpreendeu-me, na manhã de hoje, algumas informações e análises veiculadas, acerca da decisão do PDT em direção de pré-candidatura própria numa possível eleição suplementar em Cabo Frio, encabeçada por meu nome.

Como sabemos bem o processo democrático é livre, tanto para decisões políticas quanto para análises críticas dessas mesmas decisões. Assim como é meu direito e direito do partido lançar nomes, também é direito de qualquer cidadão discordar de tais posicionamentos. Entretanto, isso não inclui ataques gratuitos e infundados, mesmo porque o discurso de ódio, que tem tomado conta da política de nosso país, pauta-se, infelizmente, exatamente nessa tese: atacar todo e qualquer um que pense diferente. Defendo, portanto, a democracia, e jamais dispararei inverdades contra qualquer pessoa pelo simples fato de não concordar comigo.

Não é verdadeira a acusação de que eu ou minha pré-candidatura tenham qualquer vínculo com o atual governo. Não é verdadeira a informação de que esteja me calando diante das injustiças praticadas em nossa cidade. A verdade é o contrário disso. Fui e sou responsável pelas denúncias dos maiores escândalos desta gestão e da passada, incluindo os casos da Comsercaf e do RH, nos quais não apenas fui o denunciante, mas também o parlamentar que acompanha ambos os casos, notificando as instituições responsáveis e relembrando as tramas constantemente na tribuna da Câmara – basta acompanhar as sessões para confirmar.

As redes sociais, a imprensa, enquetes, pesquisas, análises de rankings confirmam a aprovação do nosso mandato pelo povo, devido a um trabalho consistente e responsável de fiscalização do Poder Executivo. Sou o vereador mais presente às sessões e que mais apresentou propostas no Legislativo. Enquanto muitos se calaram e se omitiram diante deste governo e do governo passado, eu sempre atuei, com coragem e persistência, com mandato e sem mandato, correndo riscos, mas sempre tornando pública cada ação e atitude em favor de Cabo Frio.

Não parece democrático entender que qualquer possibilidade de candidatura, que não componha com quem o analista deseja, seja depreciada. Então a única candidatura autêntica é a que quem escreve defende e as demais são “vendidas”, sem que haja qualquer evidência ou prova? Preciso manifestar minha discordância dessa análise autoritária, que torna apenas uma defesa a “verdadeira” e a “correta” – a “verdade absoluta”, que tanto discutimos e combatemos ao longo da História.

Democraticamente, estou apresentando ao povo de Cabo Frio meu nome como um possível candidato – ou seja, um pré-candidato – numa possível eleição suplementar. Democraticamente, a decisão da reunião de ontem firmou que o PDT me apoia nesse posicionamento. Estamos falando de uma possibilidade de candidatura em uma possibilidade de eleição, e já vemos tanto discurso de ódio, inverdades e acusações. Imagina se a eleição realmente acontecer? Esse clima de intrigas e ataques não é exatamente o que temos visto nas últimas décadas em Cabo Frio? Os poderes dos últimos anos não fazem exatamente isso: atacar quem pensa diferente? Então é essa a mudanças que queremos para Cabo Frio? Continuar atacando quem pensa diferente?

Respeito quem apresenta seu nome para debater a cidade. Respeito quem discorda de minhas decisões políticas e das decisões dos partidos que caminham com minha trajetória. Mas não posso concordar com a veiculação de mentiras contra mim e contra meu trabalho parlamentar, que tem sido reconhecido positivamente por todo o município, só por que aquele que me critica pensa diferente de mim. Defendo e defenderei sempre a democracia e não a intolerância. Não é possível mudar Cabo Frio mantendo as mesmas práticas bélicas do jogo político que já cansou a população.

Seguirei mantendo o trabalho do mandato com prioridade e dedicação, pois é o que de fato importa, como missão dada pelo povo de minha cidade. Possíveis processos eleitorais e possíveis pré-candidaturas ainda encontram-se no patamar de hipóteses, embora sejam fundamentais as decisões partidárias e pessoais acerca das mesmas. Entretanto, não é de meu feitio fazer política, nem guerra, por causa de eleições, mas sim em favor da população, como tenho atuado na Câmara. O processo eleitoral é uma consequência de um trabalho dedicado. Nas últimas décadas, muitos utilizaram, de forma deturpada, o fígado ou o coração, para se revezarem e se perpetuarem num cenário de enfrentamento e ódio. Prefiro usar a razão.

Rafael Peçanha

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