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quarta-feira, 15 de março de 2017

"ACABOU O DESRESPEITO" | Vereador critica concessionária de energia elétrica serviço de iluminação na cidade.

Pagamento dos contratados, patrimônio, turismo, ensino médio, direitos da mulher e bairro da Gamboa foram outros assuntos da sessão.

Na sessão de ontem (14), o vereador Rafael Peçanha subiu o tom e discursou com firmeza contra a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento e distribuição de energia elétrica do município.

- Se é uma triste tradição que a empresa não responda ofícios e requerimentos do Legislativo, chegou a hora de mudar esse paradigma. A partir de agora vai ser diferente, acabou o desrespeito. Essa Casa tem que se fazer respeitar, porque respeito se conquista. Se precisar, vamos ao Judiciário - afirmou o parlamentar.

A questão da Contribuição de Iluminação Pública, repassada pela empresa à prefeitura, também foi tema da fala do Edil.

- Não dá mais para o cidadão abrir a janela da sua casa, olhar o alto valor cobrado pela CIP na conta de luz e levantar a cabeça, na direção do poste, e ver a lâmpada apagada. Na segunda semana de janeiro, nosso gabinete protocolou ofício à Enel solicitando os valores repassados à prefeitura em relação a essa contribuição, e até agora nada de resposta. Se não há ilegalidade, então o que está sendo escondido? - questionou Rafael.

Equipe da Secretaria de Turismo visita a Câmara e responde perguntas do vereador.

A equipe da Secretaria Municipal de Turismo visitou a Câmara Municipal, apresentando explicações sobre o Projeto de Lei que cria o Conselho Municipal de Turismo, enviado pelo Executivo, e que deverá ser discutido pelo Legislativo na sessão de amanhã (16).

Na oportunidade, o vereador Rafael apresentou questionamentos à Secretária Fabíola Bleicker no que se refere às regras da prefeitura sobre circulação e desembarque de ônibus de excursão no bairro Vila Nova, que têm atrapalhado a vida dos moradores. Um pedido pela elaboração participativa do Plano Municipal de Turismo, junto à sociedade civil, também foi apresentado na fala do parlamentar. Na ocasião, a secretária afirmou que a política municipal referente aos ônibus de turismo tem sido elaborada por meio de testes dentro de situações concretas, como foi o carnaval, e que o assunto estará sendo tratado pela equipe, assim como a construção do Plano.

"Se trabalhou tem que receber" - pagamento do servidor e Ensino Médio municipal também são pauta.

Ainda na tribuna, Rafael criticou qualquer fala do Poder Executivo sobre a postura de não pagar servidores contratados com salários atrasados, em muitos casos, até cinco meses.

- Nossa luta é por todos os servidores. Há efetivos com problemas de pagamento e contratados sem receber há meses. Não podemos admitir nenhuma postura do governo que se negue a pagar quem trabalhou. Se exerceu sua função, tem que receber. Será nossa luta até o fim - definiu o vereador.

O Ensino Médio municipal também foi lembrado pelo parlamentar.

- O prefeito se comprometeu, então quero acreditar que vai cumprir e solicitar formalmente ao Ministério Público a manutenção do Ensino Médio nas cinco unidades municipais. Ninguém será passado para trás - salientou.

Propostas do vereador são apresentadas em plenário.

Na sessão de ontem, Rafael Peçanha colocou em pauta os projetos de lei 037/2017 e 038/2017, que, respectivamente, tratam da veiculação de noções básicas sobre a Lei Maria da Penha nas escolas municipais; e obriga a divulgação do Disque 180 (serviço de denúncia nacional da violência contra a mulher) nos materiais oficiais da prefeitura.

Além disso, o parlamentar citou ainda indicações em favor da reforma da Praça Major Terra, na Gamboa; e da construção de praça de esporte e lazer no bairro Vila do Ar.

Demolição da antiga sede do Sindicato dos Estivadores não é esquecida.

O vereador Rafael Peçanha encerrou sua fala repudiando a demolição do histórico prédio da antiga sede do Sindicato dos Estivadores, mas salientando que parte da culpa é do próprio poder público.

- Durante anos nós esquecemos de tombar prédios históricos e declará-los patrimônios materiais do município. Essa discussão precisa voltar à pauta, não apenas para preservá-los, mas para transformá-los em espaços culturais que celebrem nossa memória, melhorem nosso presente e nos ajudem a construir um futuro melhor - encerrou.


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