segunda-feira, 1 de agosto de 2016

OPINIÃO | A culpa é de quem? | Por Adriano Chagas*


Indubitavelmente a culpa é do Político. Alguns jovens começam a vida muito cedo, tornam-se pais e mães quando deveriam estar preocupados com a própria formação intelectual. Contrariamente estes não têm tempo para se dedicar a instrução, precisam trabalhar e levar o sustento para sua prole, e trocam um processo sistemático de educação, que deveria ser natural, por outro completamente assistemático, e o resultado quase sempre é infrutífero. É de notar que, ainda tão jovens, a “escada” de filhos já ultrapassa os quatro degraus. Essa nova configuração familiar afasta definitivamente o jovem da participação política de sua própria vida, porque cuidar de uma família é tão esforçado quanto é estudar, refletir, pensar e criticar política. Então é preciso fazer uma escolha do caminho a seguir?

Agora, falta força de vontade do político representante ou é uma questão de falta de consciência desses jovens? É possível colocar a culpa no setor público, sendo que o resultado da ação está na parcela? O político não é o culpado, é preciso entender isso, mas a culpa é do jovem? Vale lembrar que é através das escolhas de um povo despreparado que medianos chegam ao poder. E se os governantes são o reflexo do povo, fica claro que o povo tem pouca capacidade reflexiva e é nessa lacuna que entram os mal-intencionados. 

Observe então que, a vida sem muito sucesso está atrelada diretamente a falta de educação dos jovens, pois é na base que se prepara o futuro. Não preparando a base os jovens ficarão perdidos em uma nuvem de fumaça e reproduzirão comportamentos de um passado desestruturado, onde a falta de planejamento familiar resulta em uma multiplicidade filial que não permite sua dedicação ao estudo. Assunto muito delicado, porém que necessita reflexão, sobretudo pelos atores principais, os jovens. Permitir hoje que as estruturas maquiavélicas continuem sendo obstáculos ao acesso a informação, é deixar escapar pelos dedos a chance de mudar. Quando você, jovem, for escolher seu representante, faça-o levando em conta o seu reflexo.


Como já foi dito na primeira linha, a culpa é do político, que, colocando-se como pretendente ao cargo público, tem o dever de zelar pelo bem estar social, cuidar daqueles que acreditaram e que nele depositaram seu voto, porque a política é esperança; tem ainda como sina ser íntegro, honesto e colaborar para o bom andamento da polis.    

* Adriano é professor, historiador e escreve no Blog às segundas-feiras.

3 comentários:

Anônimo disse...

Na veia!

Unknown disse...

Parabéns, verdadeiro e coerente.

Wellington Chagas disse...

Parabéns, verdadeiro e coerente.