segunda-feira, 11 de julho de 2016

OPINIÃO | Minha (incapa)cidade | Por Adriano Chagas*

Trecho do artigo “Minha (incapa)cidade”, publicado em 24/05/2013 -  link da publicação original: clique aqui.



“(...)A violência já chegou às portas, já não se pode mais andar tranquilamente pelas ruas da cidade, os marginais delas tomaram conta; o crack, que não é o de futebol, já chegou; a vadiagem já começa fazer parte da paisagem e nas noites a grande “nova” sensação são os pontos de prostituição, que se sabe é uma porta para outras atividades criminais como cafetinagem, venda de drogas e demarcações territoriais. Logo ver-se-á cafetões no meio das ruas parando os carros a oferecer suas “virgens” por preços “celestiais”. Aí sim, há de se ter tudo que uma cidade, que se pretende grande, desenvolvida e industrializada, merece. Apenas o caos. Cabem ao gestor público eleito pelo povo, juntamente ao secretário de segurança pública e também os comandantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, reunirem-se para tratar a questão da segurança pública com seriedade e todo o cuidado que ela exige. Lembrando que essas não devem, somente, ser ações de PREVENÇÃO. Deve se agir também com REPRESSÃO, afinal, é o que se espera, a sociedade vai estar sempre ao lado da lei. A “mão” da justiça deve pesar aos que vivem à margem da lei. E o que é a justiça senão beneficiar um amigo (cidadão de bem) e levar prejuízo ao inimigo (cidadão a margem da lei). Tratar com benevolência os marginais só serve para dar mais legitimidade as suas ações, pois na certeza da impunidade esses fazem do terror uma demanda e, ao contrário, não é uma necessidade aos cidadãos de bem. É lamentável ver como são tão bem cuidados “os nossos” marginais, com apoio psicológico; advogados de porta de cadeia; ONG`s em prol dos direitos humanos; benefícios por se apresentar ao delegado; e depois por bom comportamento soltam-se as “feras” para ser inseridas, novamente, na sociedade. O interessante é que ninguém fala em reinserir a vítima, que através do trauma passa a ficar trancada em casa e ainda ter que aguentar o marginal, agora inserido, passando em frente à sua casa aterrorizando-a novamente, quando não muito cometendo de novo o ato com a mesma vítima. Lá, que se prove o contrário e seria até bom, as ONG`s não vão, nem os advogados, tampouco os psicólogos.(...)”

*Adriano é historiador, professor e escreve neste Blog às segundas-feiras.

Um comentário:

Julio disse...

Amigo, com toda certeza esse Crack aí não é de jogador de futebol. Essa Crack é uma droga. E jogador de futebol mas sim de outras modalidades esportivas com bola. Ou quen se destaque em uma profissão etc. é craque.