terça-feira, 21 de junho de 2016

OPINIÃO | Oãmolas - O contrário da justiça: sobre a divisão entre contratados e concursados | Rafael Peçanha

O saco de maldades do governo municipal não para. Dividir o pagamento entre grevistas e não grevistas é a novidade do dia. Porém, junto a ela, vem a repetida divisão entre contratados e concursados, que já ocorreu em outros meses, em diferentes áreas. Desta vez, contratados recebem primeiro; em outra ocasião, isso já aconteceu, mas o contrário também, com o concursado recebendo antes. Há aposentados que ainda não receberam maio e três parcelas do décimo-terceiro, diferente de servidores da ativa. Servidores da Educação no Ensino Fundamental andam recebendo primeiro do que os do Ensino Médio.



Dentro desse contexto confuso, há uma lógica simples: dividir sempre. Separar. Diferenciar para dominar e não permitir a unidade dos trabalhadores contra um governo incompetente e abusivo.

Como efetivo, já critiquei o fato de receber antes dos contratados, assim como denunciei o fato de que estes estavam recebendo menos pelo mesmo cargo no quadro efetivo. De igual maneira, é preciso criticar o inverso, porque a questão não é quem recebe primeiro. A questão é que ninguém tem que receber em separado. Todos têm o mesmo direito no mesmo prazo, que, aliás, já foi desrespeitado desde o quinto dia útil deste mês.

O prefeito gosta de inverter o próprio nome para batizar empreendimentos pessoais. Ao agir dessa maneira, Alair se comporta inversamente a Salomão, personagem bíblico e histórico que ameaçou dividir uma criança ao meio para descobrir quem realmente a amava. Ao dividir os trabalhadores, em oposto, o prefeito mostra que não ama o servidor; nem ama a cidade; nem ele mesmo. Ele não passa de um Oãmolas.

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