segunda-feira, 27 de junho de 2016

OPINIÃO | O elo fraco | Por Adriano Chagas*

           
É sabido que Cabo Frio foi maltratada durante anos, usurpada por aqueles que, pela esperança de incautos, foram colocados no poder, mas que nunca representaram os cidadãos.

A farra foi tão boa, que a hipótese, concreta, da saída dos gestores atuais provoca uma patologia, que é conhecida (estória) como “febre do tapete vermelho”, ou seja, aqueles que trabalham para a família real e se desligam de suas funções, terminam por adoecerem, porque afinal estarão fora do mundo imaginário e de fantasia, com seus requintes e glamour, existentes somente na realeza...

E se o grupo político que governa Cabo Frio já percebeu isso, pense na sensação de nosso prefeito – como uno – derrotado moralmente e incapaz de se levantar, vítima de sua própria incapacidade, fraco e acuado, sem amigos e sem súditos, um rei sem reinado, sem trono, com nada, porém que febrilmente sente o golpe e o gosto amargo por imaginar a impossibilidade de ter o pote de mel mais vez. E como dói ficar fora da esquematização, sem uma esfera gráfica para rabiscar ilegívelmente sua alcunha. É triste ver um grupo fragmentado onde todos – cada um por si – correrão nas várias direções da Rosa dos Ventos em busca de apoio e abrigo. Serão sem dúvida alguma abraçados por outros que, piores que eles, vão usá-los e jogá-los fora.

Desespero e caos são o que se vê na prefeitura de Cabo Frio – como na fuga do cais do Tejo, que aos tropeços carregando o que dava para levar e ainda deixando para trás baús, malas e tantas outras quinquilharias, a realeza seguia as pressas lotando as naus... ...aos berros de Maria “a louca”, dizendo ao cocheiro para ir devagar, pois os franceses pensariam que a corte estava fugindo... (pois estavam!) –

E da mesma forma corrida, Cabo Frio assiste ao desmonte de uma engrenagem que rodou a bel-prazer, por duas décadas, mas que ao esquecer-se do óleo enferrujou-se.


É, Prefeito, um elo fraco estoura a corrente de uma grande dinastia.

* Adriano é professor, historiador e escreve no Blog às segundas-feiras.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sempre foi assim, provavelmente nada mudará, porque os cidadãos nunca quiseram ser representados a questão é de ordem. Os ladrões que hoje usurpam o erário nunca representaram povo algum, só representam a eles e o grupo deles, o eleitor é desqualificado, porco, interesseiro, mal informado, mal educado, vende seu voto, os empresários igualmente só pensam em seus negócios e fecham acordos, conluios para "se dar bem", não percebem o todo de uma cidade, município, estado e país, vivemos um cada um que se vire, povo merda, país de merda! Município de ladrões com um eleitorado sem vergonha...mas muitos acham, agora, que não deu certo, está dando certo a pelo menos vinte anos...e os otários continuam, não apenas votando neles como sem um pingo de qualidade não sabem exigir nada...sucupira...claro cabo Frio desgovernado, roubado e cheio se carnaval! Sempre foi assim, tentem quebrar esse elo, tentem enxergar, apenas dá certo pra eles...parem de reeleger ladrões e comecem a perceber os buraco e o lixo de sua rua a falta de tudo, educação, saúde, segurança... com uma dotação de quase 1 bilhão de reais!!!! Arregacem as mangas NÃO REELEJAM NINGUÉM !!!!!

Anônimo disse...

Totalmente de acordo com o excelente comentário acima, esta cultura foi criada no primeiro governo do pior prefeito do mundo, inchou a prefeitura com eleitores e aliados políticos, incentivou a imigração desenfreada do norte do estado do Rio e Baixada Fluminense, invasões de áreas particulares com dividas na prefeitura, exemplos Jacaré, Buraco do Boi, Manoel Corrêa e Cem Braças em Búzios, no Arraial e por vai, sempre foi um fracassado como administrador, tentou enganar em alguns governos, mais só foi enganação. Na opinião foi e sempre será o pior prefeito de Cabo Frio nos últimos 200 anos.

Julio disse...

Anônimo do dia 27/06/2016 das 15:13 se todos fossem educados iguais a você com toda a certeza teríamos uma cidade bem pior.