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segunda-feira, 6 de junho de 2016

OPINIÃO | Demandas | Por Adriano Chagas*


Nas relações políticas entre os vereadores e prefeito – e aqui se faz necessário lembrar que se trata do micro, pois senão nos aparecem aqueles que por prática tentam desviar o foco –, o que menos é levado em conta são as necessidades da sociedade. As disparidades na aplicação das leis são algo sobrenatural, dá-se a impressão de que o executivo desconhece por completo tal aparato. Nesse ínterim o povo fica na esperança de que o sistema, gerido por políticos duvidosos, funcione, suprindo assim as suas necessidades básicas. Quanta ingenuidade. É provável que a única coisa que não entre em pauta seja as tais necessidades do povo. Os políticos irão discutir sobre tudo, menos o que de fato o povo precisa; falarão sobre o aumento dos próprios salários, dos acordos partidários, da divisão das verbas, da distribuição de cargos, da orientação do voto favorável a outro político – voto este que pode render algum dividendo –; etc. Seria tão bom se os políticos que foram colocados no poder pelo povo na expectativa de realmente representá-los, de fato os representasse. Mas é possível que estes mesmos políticos digam em alto e bom tom que fazem justamente o contrário das palavras a cima, que em verdade todas as suas ações são em favor do povo. Os expert(inhos) políticos dão esse discurso com extrema habilidade, culpa do Cícero. E a opinião pública, orientadas pela mídia, engole a isca com anzol e linha. De tal maneira que os políticos saem-se como verdadeiros arautos.
Todavia estes mesmos políticos que dizem atuar nas demandas do povo consultaram esse povo para realmente saber se é isso que querem?
Os políticos sempre vão dizer que suas bandeiras são a saúde, a educação, a segurança, o bem-estar social, alguns até carregarão crianças no colo, gorjeando aos quatro cantos que elas serão sua prioridade... Isso de fato funciona, pois com a nossa sociedade em completo caos, qualquer idéia de ordem provoca uma boa reação, pois traz uma Luz a quem não tem. Porém essa ação política não é verdadeira. Por que não é verdadeira? Muito simples!
Qual foi o momento que você percebeu que uma decisão política supriu alguma angústia social, ou até mesmo sua? Difícil lembrar, certo.
Claro, tudo isso é uma técnica utilizada pelos políticos que fingem trazer as respostas para as questões que atormentam a sociedade sem nem mesmo consultá-la. Assim se apresentam como legítimos solucionadores destas aflições. E o povo mais uma vez acredita. Isso se chama confiança.
Passam o tempo todo, os políticos, a dizer que falam em nome da sociedade, mas suas ações constantemente mostram o contrário, e de forma pujante só falam por si mesmos, e o que produzem é para eles. São profissionais da política. Instrumentalizam tudo o que colocam as mãos e fazem do povo um joguete!
Em Cabo Frio é assim, os vereadores que deveriam fiscalizar e punir, são os que adoecem e faltam nas sessões mais importantes para o povo; ao contrário, se for votação favorável, a Casa fica cheia e pode-se até combinar o voto, inclusive dos que irão votar o não, somente para disfarçar.
Por conta deste cenário sombrio o povo tem começado a refletir sobre o péssimo comportamento de seus políticos, evidentemente de maneira tímida, entretanto deu um passo significativo na utilização da consciência, pois a cabeça não foi feita somente para separar as orelhas. A sociedade tem a chance de mudar seu rumo a cada quatro anos. Agora é chegada à hora mais uma vez de cambiar. Essa responsabilidade é de todos!
Haverá o dia em que o homem, pelo desaparecer da vaidade, não fará sofrer outro homem, e quando esse dia chegar haverá humanidade.
 O segredo é a inteligência.

*Adriano é professor, historiador e escreve neste Blog às segunfas-feiras.

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