quarta-feira, 29 de junho de 2016

Após ato e assembleia em mais um dia sem pagamento, servidores decidem: a greve continua.

Pela manhã, o movimento unificado de servidores da Saúde e Educação realizou ato por ocasião da sessão da Câmara Municipal, que foi acompanhada pelos presentes, junto a palavras de ordem e pressão ao Legislativo, como tem sido nos últimos meses. Houve ato também pelas ruas do centro e em frente a Câmara Municipal.

Foto: Sepe-Lagos


Somente em relação ao salário de maio, o governo fez várias promessas não cumpridas. A primeira, de que na terça-feira passada alguns pagamentos sairiam, mas ninguém recebeu. Na quarta, apenas uma parte  pequena dos servidores recebeu e outra não, assim como ocorreu ontem, tanto na Saúde quanto na Educação, de forma indiscriminada - talvez por "sorteio" - e sem critério. Logo, tendo sido dia 6 de junho o quinto útil deste mês, já há atraso de pelo menos 23 dias em relação ao prazo máximo para o salário do mês de maio. Ou seja: o prefeito vai ganhar um mês do nosso dinheiro.

Às 18h, Saúde e Educação realizaram assembleia unificada na Escola Edilson Duarte, que decidiu pela continuidade da greve diante da realidade constatada: pelo menos metade dos presentes não havia ainda recebido seu pagamento. E olha que o local estava lotado.

Foto: Sepe-Lagos


Segue o calendário de lutas aprovado pelos servidores:



- 29/06 (quarta-feira) - ato em frente à secretaria de educação, às 9h;
- 30/06 (quinta-feira) – acompanhamento da sessão e ato na Praia do Siqueira, com concentração às 16h;
- 01/07 (sexta-feira) – quadrilha em frente à prefeitura, às 15h;
- 04/07 (segunda-feira) – ato no hospital do Jardim Esperança, às 10h;
- 05/07 (terça-feira) – acompanhamento da sessão, com ato;
- 06/07 (quarta-feira) – concentração na Praça de São Cristóvão às 9h, com saída do ônibus em direção ao 2º Distrito. Ato em frente ao Poliesportivo;

- 07/07 (quinta-feira) – acompanhamento da sessão e assembleia no Edilson Duarte, às 18h. 


COMENTÁRIO: o prefeito tenta, de forma torpe e incoerente, jogar a culpa nos sindicatos e nos próprios servidores. Mas na cidade todo mundo já sabe: se a greve continua, Alair, a culpa é tua.

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