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segunda-feira, 30 de maio de 2016

OPINIÃO | Virtudes | Por Adriano Chagas*


Quando você compreende que possui uma clarividência, é natural que haja um impulso de autoridade sobre aquele que não domina tal mecanismo, assim exercendo poder sobre este. É certo, por causalidade, que o subjugado aceite, em certa medida, esse controle e que pouco lhe causará estranheza, afinal cada qual se comporta como pode.

É interessante notar que esse poder traz consigo uma responsabilidade na cadeia de gestão dos que mandam, portanto é mister agirem da melhor maneira na aplicação das ações sobre os que obedecem. Aguarda-se que os que mandam sejam comprometidos com os ideais de bem-estar social daqueles que permitiram, por falta de uma liderança nata, que outrem os guiasse. Espera-se ainda, dos que comandam, um comportamento justo, honesto e leal. Esses adjetivos são virtudes que devem acompanhá-los.

Já na outra ponta, os que obedecem, precisam acreditar que aqueles que os comandam são o que há de melhor e que suas atitudes estão em conformidade com os apelos dos primeiros, porque é essencial e fundamental que exista uma colaboração nesse sentido, não bastando aos que obedecem somente a bondade, a alegria e o credo, mesmo sabendo que são virtudes elementares.

Até aqui, ao que parece, a virtude precisou coexistir nos dois lados, sendo a única forma real de governabilidade possível entre distintos.

Se os que comandam não possuírem as virtudes necessárias para exercer o poder, conseguirão resistir como tais? Pior, na tentativa de realizar tudo ao bel-prazer, transformar-se-ão em ditadores? E os que obedecem, se ajudassem, colaborariam para o pleno desenvolvimento de sua cidade, desabrochando ao máximo suas potencialidades? Ou tornar-se-iam ovelhas orientadas pelo pasto amedrontadas por tiranos?

A virtude deve ser exigida nos que obedecem, ou somente nos que mandam?

Quem precisa dela de fato, os políticos ou o povo?

Se a resposta for o povo, então não estranhem os sofrimentos infligidos a vocês, mas se ao contrário for o político, é bem provável que o povo precise mudar seu comportamento. Outubro é o melhor mês do ano para esse cambiar, pois é primavera brasileira, e não Árabe.


Convido-os a pensar!

* Adriano é historiador, professor e escreve no Blog às segundas-feiras.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que bela visão!