sexta-feira, 13 de maio de 2016

OPINIÃO | Morador de rua | Por Fábio Emecê*



Transito pelo bairro de São Cristovão (Cabo Frio) a algum tempo, pois parte da minha família é moradora. A praça do bairro sempre foi referência, encontro de gerações para troca de ideias e práticas esportivas, como futebol e basquete.

Bom, observando melhor a praça, temos uma praça de alimentação estabelecida, banheiros e concha acústica. Uma estrutura privilegiada em que se poderia estar movimento uma cena artístico-cultural desde sempre. Entre o que é, o que foi e poderia ser a praça, podemos pensar o município.

Dando um rolé na praça hoje, o que vemos? Banheiros fechados? Sim. Concha acústica desativada? Sim. Vemos também um grupo de sem tetos, devidamente estabelecidos. E devidamente estabelecidos, é, estão morando na praça.

Perceberam o potencial estratégico de fomentação de atividades da praça se esvaindo. Percebam que Cabo Frio não tem estrutura para abrigar pessoas de forma indiscriminada. Perceba que estamos em um município sem nenhuma preocupação com o bem-estar de pessoas.

Pessoas morando no Rua nos esquipara a metrópole? Sem responder a essa pergunta e outras que possam surgir, vamos levar em consideração o que nos levou a esse ponto. Moradores de Rua aos montes, equipamentos públicos inutilizados ou negligenciados e desemprego alarmante.

Temos um lugar para ir? Uma opção a se seguir? Ideias para que isso mude? Precisamos, pois as praças precisam de movimento e pessoas de moradia. Quando essas coisas não acontecem e ainda se misturam, alguma coisa tá muito da errada...

*Fabio Emecê é Mc, Ativista Anti - Racista, Escritor e Professor de Língua Portuguesa do Estado do Rio de Janeiro, e escreve neste Blog às terças-feiras, excepcionalmente nesta sexta-feira.


Um comentário:

Suely disse...

Além de serem moradores de rua, eles são usuários de drogas. Precisam de ajuda do poder público, urgente. Bom para eles e também muito bom para nós.