sábado, 30 de abril de 2016

EDITORIAL - Aquele um por cento...


É forte nas ruas, nas pesquisas, nas redes sociais, o clamor pela mudança, pela renovação, pela novidade, pelo novo na política. O eleitor nunca esteve tão cansado dos mesmos rostos, assim como não acredita nas caras que se dizem novas, mas circulam com cheiro de naftalina dos velhos modelos familiares de gestão da cidade.

Isso significa que todos os políticos são ruins?

Não.

A política brasileira caminha às avessas da canção que se popularizou nos últimos meses, e que fala em "noventa e nove por cento anjo, mas aquele um por cento é vagabundo". Pois é - no cenário político, é exatamente o oposto.

A única chance dessa conta da renovação bater é unir o voto consciente, maduro, progressista e que pense Cabo Frio para o futuro dos nossos filhos - e os eleitores que assim pensam são bem mais do que um por cento, mas menos do que noventa e nove - em torno de dois nomes, para as cadeiras de Prefeito e Vereador, que encarnem e representem, com suas lutas e histórias de vida, essa demanda pelo novo. Nomes estes, claro, que jamais tenham ocupado os dois cargos que ora pleiteiam. 

Isso porque, aqui na política de Cabo Frio, eu nem tenho certeza se chegamos a um por cento de anjos - até porque buscamos os humanos, falhos, mas lutadores, e não criaturas perfeitas. O certo, porém, é que o noventa e nove por cento vagabundo é uma evidência se fizermos um paralelo entre a música e a realidade. 

Só a renovação e a eleição de quem nunca esteve lá pode diminuir os nossos noventa e nove e fazer o nosso um por cento (?) de bons políticos crescer na direção de uma transformação efetiva de nossa cidade.

Afinal, como disse o Suassuna, eu não sou pessimista nem otimista. Pessimistas são amargos e otimistas são tolos. Eu sou um realista esperançoso. E você?

Bom dia!

Um comentário:

Julio disse...

Olha o refrão da música que faz sucesso na atualidade no Brasil, citado pelo Rafael ! Por isso, o país está um vaso de botequim de quinta. Música brasileira acabou!
O povo da cidade deveria mesmo fazer uma " Faxina " na política da cidade. mas cuidado com os " caras novas " que vivem e se atolam no mesmo terreno do mundinho pantanoso dos políticos de Cabo Frio.
É mais fácil o inferno congelar do que Cabo Frio mudar. Escravidão? Não vejo nenhum escravo? A " escravidão" ja acabou. Se você se sente Accor ato Entao, Quebre as correntes?