sábado, 19 de março de 2016

EDITORIAL - Sobre agressões e erros.


No que se refere ao ocorrido no encerramento do evento realizado no Clube Costa Azul, na noite de ontem, é preciso deixar claros alguns pontos em relação ao meu posicionamento, de forma simples, direta e objetiva, como sempre fiz:

1) Toda manifestação de trabalhadores é livre e democrática. De muitas delas participo com minha família e, independente da demanda, são sempre justas, e receberão sempre meu apoio, e sempre que possível, minha presença, enquanto instrumento de luta pelos direitos e pela cidadania;

2) De igual maneira, toda realização de evento aberto ao público para  debate de ideias, como o de ontem, no qual não pude estar presente, é  digno de meu apoio, em que pese qualquer discordância acerca do posicionamento político ou do temperamento do personagem Ciro Gomes, já que é de consenso ser o mesmo, de toda sorte, cidadão tecnicamente preparado para dissertar temas de interesse e necessidade atuais, inclusive, por sua formação acadêmica;

3) Repudio veementemente toda e qualquer agressão, incitação, provocação, ameaça, xingamento, ofensa, simulação ou ação semelhante que parta de qualquer indivíduo contra outro, como ocorreu na noite de ontem. E repudio essas atitudes independente de onde elas partam: seja do presidente do partido; de um companheiro sindicalista; e até de meus próprios pais, filhos e esposa se for preciso, pois nenhuma relação pessoal ou política pode me cegar sobre meu posicionamento contrário a esse tipo de postura. 

4) Nesse sentido, não enxergo nenhum constrangimento em dizer que repudio categoricamente e veementemente qualquer desnecessária e irresponsável atitude que possa ter sido realizada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, nessa direção, cabendo às autoridades policiais investigarem a fundo o fato, concluindo ou não pela sua veracidade, a partir da juntada de provas, oitivas de testemunhas e direito ao contraditório como ordena a boa democracia e a justiça.

5) Reafirmo, finalmente, meus compromissos: com a dignidade e o respeito à mulher de forma sagrada; com o combate a todo e qualquer tipo de machismo;  com a busca da verdade dos fatos, doa a quem doer, independente de qualquer relação; com toda luta dos trabalhadores pelos seus direitos, especialmente a dos profissionais da educação, em qualquer esfera de poder - municipal, estadual ou federal.

6) Finalizo lembrando que espero de todos os personagens desse episódio, seja de que lado estiverem, a mesma coerência e justiça que busquei, a meu modo, empreender neste texto. Cada cidadão é responsável por seus atos, e somente o indivíduo deve ser culpado por suas ações, sendo justo que pague por elas, sem que a culpa seja disseminada, compartilhada ou estendida a ninguém, membros ou não do partido, independente da posição que ocupe ou da relação que tenha comigo ou com você, onde cito especialmente o deputado Janio Mendes, que atuou de forma diplomática e republicana ao encontrar os manifestantes na entrada e na saída do evento, nem estando presente no momento do episódio em questão .

Bom dia!

Um comentário:

Marcelo Gonçalves disse...

Rafael Peçanha o Lupi foi dar um beijo na cabeça da menina q estava visível e inexplicavelmente descontrolada , a partir daí surgiu a confusão , se ocorreu algum erro do Lupi foi o de ter feito um gesto FRATERNO e conciliador...muito triste tudo isso aí.