quarta-feira, 16 de março de 2016

EDITORIAL - O mau imitador.


Em diferentes esferas de governo em nosso país, a prática maldosa e repugnante tem sido a mesma - colocar no colo do trabalhador a conta da "crise", enquanto deveria ele mesmo, ao contrário, ser a prioridade de escape dela, por dois motivos: um ético, pois qual um princípio futebolístico, os governos deveriam dizer: na crise, favoreça o servidor - mas faz-se o oposto. Outro, um motivo econômico: nada mais coerente do que, na "crise", seguir injetando dinheiro justo e honesto em quem trabalha, a fim de que a economia permaneça girando. São quase 510 mil servidores estaduais e aproximadamente 20 mil servidores municipais que, com dinheiro na mão, consomem e mantém o mercado rodando.

Nesse sentido, os erros mais dolorosos do Executivo do estado do Rio de Janeiro têm sido copiados pelo Executivo municipal, no que se refere ao servidor, e, mais especificamente, o profissional da educação. Escolas estaduais abandonadas, sem porteiro, luz, água, mas com sobra de mato; parcelamento do décimo-terceiro salário; atraso no pagamento do salário; retirada ou negação de direitos e vantagens legais e fundamentais fazem escola - no mau sentido - sendo práticas sorrateiramente imitadas pelo prefeito de Cabo Frio. Num país que se diz uma "pátria educadora", a corda arrebenta do lado mais fraco, que deveria, portanto, ser o mais forte - paga-se ou incentiva-se fiscalmente a empresa, o prestador de serviço, o empresário, enquanto se achata o educador, que poderia transformar toda essa realidade, seja na capital ou em qualquer cidade fluminense como Cabo Frio.

Ao copiar os maus exemplos do governo do estado no trato aos professores, o governo Alair Corrêa se declara numa situação emergencial que não se justifica porque não se prova ser, realmente, emergencial. Há caos porque falta remédio ou se falta remédio de propósito para pagar os amigos e gerar o caos? Os efeitos da falsa crise municipal não se justificam seja na Saúde ou na Educação, quando analisamos cidades ao nosso redor: Macaé, uma das cidades que mais perdeu em royalties nos últimos anos em todo o estado, está pagando seus servidores, no máximo, até o primeiro dia do mês, mesmo tendo uma folha geral duas vezes maior do que a de Cabo Frio. No caso da Educação, os gastos chegam a quatro vezes o que se investe por aqui. 

Se seguirmos na comparação, notaremos que as perdas em royalties de Macaé, entre novembro de 2014 e fevereiro de 2015, por exemplo, foram maiores do que as de Cabo Frio: 47,72% contra 45,27%, segundo dados divulgados pela prefeitura de Campos, cuja prefeita é aliada de Alair (clique aqui e confira). Some-se a isso o fato de que há em Macaé 11 mil empresas ligadas ao ramo offshore que, com a redução do valor do petróleo, geram uma segunda crise na cidade - a crise privada. Somemos tudo isso e percebamos que cidade em situações piores não oprimiram o servidor em geral, especialmente o profissional da educação - mas Cabo Frio o fez, devido à sua administração que não gosta de quem ensina.

Nesse sentido, encerro declarando nosso total apoio a toda e qualquer luta do trabalhador, especialmente o da educação, contra gestões que descarregam nele a culpa da crise gerada pelos próprios erros de seus administradores. Defendo as paralisações e greves contra esse tipo de prática, no município, no estado ou em nível federal. Estaremos sempre do lado do trabalhador. 

Bom dia!





3 comentários:

Anônimo disse...

Placar da Covardia contra o servidor público municipal de Cabo Frio:
Estamos há 17 dias sem receber os salários de fevereiro.
Estamos há 17 dias passando necessidades.
Estamos há 17 dias sem poder comprar comida para nossas famílias.
Enquanto isso, as famílias correas e mendes continuam por ai esbanjando riqueza.
Alguém viu o tal do Olney por ai? Entregou de bandeja nosso 13 salário. Acoxambra esse atraso covarde de salário. Quem tem um sindicato como esse não precisa de prefeito que já morreu para ferrar conosco. Olnei pede pra cagar e sai.

Anônimo disse...

Esta na hora começarmos preocupar com o golpe que o pior prefeito do Brasil, esta tentando dar na população de Cabo Frio, intervenção na Saúde ao meu ver é um caso de policia ou até intervenção na administração municipal, é a mesma coisa, entregar uma pistolo ponto 40 carregada a uma criança de 01 ano e manda-la atirar para todos os lados, coincidência ou não porque agora, na antevéspera da eleição municipal, foram mais de três anos de pura incompetência, falta de cuidado com o dinheiro público, gente sem noção nenhuma o que é uma administração, só porque teve uns votinhos. Uma coisa tenho a convicta certeza que os colaboradores do prefeito, na grande maioria são empresários falidos, quebrados, com nomes sujos na praça, não vamos esquecer do chefão da Comsercaf lá de Tamoios, igual aquele Senhor existem uns 100 no atual quadro administrativo da prefeitura, gente até com ameaça de morte, pior de tudo que quase todo mundo conhecem tais sujeitos.

Anônimo disse...

Vou votar em voces só pra ver esse discurso mudar quando tiver lá