sexta-feira, 4 de março de 2016

EDITORIAL - O impasse da tirania.


O Sepe hoje enfrenta uma das suas mais difíceis assembleias. Às 18h, na Escola Edilson Duarte, os profissionais da educação terão uma difícil escolha: manter ou não a posição de não fechar o ano letivo de 2015. 

O problema do impasse é a truculência, a falta de diálogo, e a teimosia pirracenta do prefeito Alair Corrêa, que já declarou não aceitar a proposta intermediada pela Comissão de Educação da Câmara Municipal, que, simplesmente, pedia o retorno da legalidade: pagamentos até o quinto dia útil. O governante afirmou ainda que o Sepe "pode fazer greve o ano todo" porque ele só poderá acertar a situação, que envolve ainda o parcelamento do décimo-terceiro, o pagamento de férias e outros direitos, na metade do ano.

Do outro lado, estão pais, mães, responsáveis e alunos, obviamente prejudicados com a disputa, mas que já entenderam o lado certo e o errado do drama, o que demonstraram oa lotar as reuniões do Sepe e ao esvaziar a Marcha dos Portariados, no dia 15, que levou à Praça Porta Rocha 11 vezes mais cartazes do que pessoas.

A posição irrevogável e autocrática do prefeito só evidencia à população o que ela já sabe: não há nenhum interesse do prefeito no retorno às aulas. Ao contrário: a manutenção do não fechamento do ano letivo de 2015 apenas o ajuda a não pagar contratados; não cortar matos das escolas; não tocar obras de reformas estruturais e não enviar dinheiro para que as unidades comprem materiais básicos de funcionamento.

Será um momento em que, mais uma vez, certamente, a categoria decidirá com a maturidade e a coragem que têm sido evidenciadas ao longo de todo o movimento.

Bom dia!

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns a todos pela coragem e determinação