quinta-feira, 3 de março de 2016

EDITORIAL - Guerra ou pirraça?


Temos acompanhado desde 8 de dezembro a greve da Educação em Cabo Frio. Um movimento com forte apelo e apoio popular, ue passou por diversas etapas, incluindo ocupação do prédio da prefeitura, acampamento em frente à mesma sede, assembleias memoráveis e outras ações.

O sindicato cede o máximo que pode, ao ponto de aceitar retornar às atividades, executando o fechamento do ano letivo de 2015, apenas se o prefeito aceitar alterar sua proposta de pagamento do dia 23 para o quinto dia útil - que já é o prazo legal. Mesmo assim, como se estivesse certo e fosse bom gestor, o governante emite notas nervosas e ameaçadoras. É o erado tirando onda de correto.

A categoria, entretanto, está firme em sua posição. Queremos - e muito - atender às necessidades dos pais, que precisam urgentemente de seus filhos nas escolas, ao ponto de estarem tendo que recorrer às mais difíceis saídas para cuidar de suas crianças, além de seguirem preocupados com seu futuro escolar. Queremos, ao mesmo tempo, ter nossas reivindicações ouvidas e nossos direitos atendidos, e, agora, o que pedimos é o mínimo do mínimo. Não estamos falando de reajuste, de abonos, de nada a mais do que a lei, o prazo legal, o quinto dia útil.

A Câmara Municipal, através da Comissão de Educação, se dispôs a entrar na negociação, mas até agora, parece que o prefeito tem mantido com ela o que faz com todo o Legislativo desde o primeiro dia em que governou: ignorou-a. Fez o que quis. Nem deu bola para a Câmara. Resta saber se os vereadores continuarão fazendo, em resposta, também o que têm feito desde 1 de janeiro de 2013: nada. Silêncio, Aceite. Conformismo com a indiferença do Chefe do Poder Executivo.

Bom dia!

Um comentário:

Anônimo disse...

Esses vereadores... tudo um bando de puxa saco, só querem receber o salário, e puxar o saco do Prefeito.