sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

OUVIDORIA - Carta desabafo de cidadão mostra descaso com a saúde.



Pois é, Rafael, não bastasse o pagamento dos exames médicos que o Ibascaf não autorizou por estar em débito com os laboratórios, agora não consegui marcar consulta para mostrá-los, conforme abaixo:

Venho denunciar mais um desrespeito e abuso na Saúde de Cabo Frio.

Na 4ª. Feira, 27/01, levantei-me às 5 horas da manhã e me dirigi ao posto de saúde do Itajuru  para marcar uma consulta com a endocrinologista Dra. Kristiane, para mostrar os exames solicitados com urgência, os mesmos pelos quais tive que pagar R$ 285,30 do meu bolso porque o Ibascaf não tem mais condições financeiras de pagar os laboratórios, mas essa é uma  estória cujos detalhes eu já contei aqui, conforme publicado em 30/01.

Agora, a estória de descaso é outra, porém baseada no mesmo enredo de irresponsabilidade e desídia com quem está do outro lado do balcão e infelizmente tem que se submeter a essas coisas para cuidar de sua saúde.

Ao chegar no posto médico  fui informado de que o sistema estava fora do ar e que não havia como agendar a consulta com essa médica, Dra. Kristiane. Ponderei sobre a possibilidade de se partir então para um processo manual a fim de que o usuário não fosse prejudicado por um problema que não lhe competia porém a única solução encontra foi: VOLTAR NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA.

Não é a primeira vez que me deparo com essa situação, o que prova que essa maneira desleixada de trabalhar dos responsáveis por esse serviço é uma constante, o que só  prejudica. Um pouco mais de respeito e consideração pelo menos aliviaria as penas de quem como eu depende do serviço público de saúde.

No meu caso, além de ter de pagar pelos exames, vou ter que voltar ao posto para tentar marcar a consulta que, em caso de êxito, seria para o dia 09 de fevereiro, terça-feira de carnaval e dessa forma, vai ficar para a próxima terça, 16/02.

Quanta covardia e sofrimento, Dr. Carlos Ernesto, secretário de saúde! Será que o Senhor não pode fazer alguma coisa para acabar com esse sofrimento, já que esse sistema está sempre fora do ar? A propósito, aproveito da oportunidade para sugerir o retorno ao sistema manual anterior, que a meu ver é melhor que o atual, inaugurado com pompa e circunstância, mas que não funciona a contento, deixando muito a desejar em termos de funcionalidade.

Entendo que simplesmente por ser um serviço público, necessariamente não precisa ser ruim e é urgente retirar da cabeça dos gestores públicos esses paradigmas para que se estabeleça e se mostre para a população que é possível sim se implantar um serviço público de qualidade, sobretudo na área da saúde municipal, já tão desgastada também por outras mazelas como falta de médicos e de medicamentos, falta de funcionários e por isso mesmo o que puder ser minimizado para diminuir o sacrifício do cidadão será muito bem recebido. E o setor de marcação de consultas seria um bom exercício, em excelente dever de casa nesse sentido.

 Afinal de contas, não é um serviço gratuito, um favor;  é, antes de mais nada, um direito do cidadão que paga seus impostos e uma obrigação do Ente Público que deve retribuir em serviços de excelência e qualidade. Simples assim. Portanto, mãos à obra, Sr.Secretário!


[o cidadão preferiu não ser identificado.] 

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