quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Em audiência no Tribunal de Justiça, governo é colocado contra a parede e tem 72 horas para apresentar proposta à Educação.

A tão esperada proposta de conciliação entre governo e categoria, agendada para ontem com o Tribunal de Justiça, serviu opara evidenciar, aos mais altos órgãos do Judiciário estadual, o caos pelo qual passa nossa cidade no setor de Educação.

A prefeitura propôs pagar o salário de fevereiro no dia 23 de março; parcelar o décimo-terceiro em quatro vezes;  e "em troca" pediu à categoria que fechasse o ano letivo de 2015 para depois então firmar um calendário de pagamento. Por motivos óbvios (o que foi proposto já é o absurdo no qual a cidade se encontra, nada de novo), o sindicato não aceitou. O Juiz, percebendo a incrível falta de vontade do governo, deu 72 horas para uma nova proposta.

Cerca de 50 profissionais acompanharam a audiência, o que significou cerca de 500% a mais de pessoas do que na manifestação dos portariados na Praça Porto Rocha, ocorrida (?) no dia 15.

O encontro começou às 15h e durou duas horas. Em nota, a Assessoria de Imprensa do Sepe afirma muito bem que "o processo está parado até que a prefeitura apresente uma proposta que contemple a categoria, uma vez que salário é questão de sobrevivência, como lembrou várias vezes o juiz e a promotoria".

Hoje a categoria realiza assembleia na Escola Municipal São Cristóvão, às 18h, na qual todas as informações sobre ontem serão transmitidas e onde a categoria votará a continuidade ou não da greve, que começou no dia 8 de dezembro.

Detalhe:  o Procurador do município de Cabo Frio se comprometeu, perante o juiz, a enviar a proposta no prazo estabelecido para o Tribunal de Justiça, assim como para o jurídico do Sepe. Será?

COMENTÁRIO: O fato de ter ocorrido uma audiência de conciliação já é uma vitória para o Sepe, pois tentamos abrir mesa de negociação com o prefeito desde o início da greve e sentar para conversar sobre nossa extensa pauta de problemas há um ano. Mais vitoriosa ainda foi a decisão do Judiciário, ao evidenciar, para toda a sociedade, que o governo não tem propostas positivas para acabar com a greve. Agora, a prefeitura será forçada judicialmente a elaborar nova solução para o caso, e o Tribunal de Justiça mostrou compreender o lado do profissional da educação. Como o prazo se encerra no fim da tarde de sexta, é bem provável que a assembleia de hoje decida pela continuidade da greve, ao menos, até lá.

2 comentários:

Anônimo disse...

Alair é um câncer para Cabo Frio, mais como todo esse mal tem um fim, graças a Deus este pesadelo esta preste acabar,estes últimos três anos foram os piores para população de Cabo Frio, espero que esse susto seja o último, Cabo Frio não mereceu ter uma administração desastrosa, mal preparada, estou contando os dias, que venha o ano de 2017. Alair já conseguiu ser o pior prefeito de Cabo Frio, um belo cartão marrom para ele e toda sua turma de incompetentes.

Anônimo disse...

Nao podemos esquecer que o Governo tem que pagar as ferias dos profs.