domingo, 28 de fevereiro de 2016

EDITORIAL – A pré-candidatura de Alair Corrêa.




Em primeiro lugar, é preciso dizer que tudo o que Alair quer com o anúncio de sua pré-candidatura à reeleição é exatamente o que estamos fazendo agora – ver pessoas escrevendo, falando, comentando e discutindo sobre ele.

Sendo assim, quero começar concordando com o jornalista Moacir Cabral, que, em seu blog pessoal, defendeu que o maior foco do prefeito, com este anúncio, é segurar os cargos de seus parentes no Legislativo, fortalecendo nominatas de partidos a ele ligados.

Nesse sentido, acredito também que o prefeito não leve seu intento até o final. Não apenas pelos índices pífios nas pesquisas, mas porque entendo que ele não tenha coragem suficiente para encarar uma disputa eleitoral na qual visualize a evidência da derrota. Alair nunca foi um político de encarar mares revoltos, mas sim daqueles que só mergulha com a certeza de uma piscina rasa, calma e segura.

A cidade tem hoje coisas mais importantes a serem discutidas e resolvidas, aliás, sérios problemas que o próprio prefeito criou, como os aposentados recebendo a segunda parcela do décimo-terceiro enquanto os demais servidores já receberam a terceira; médicos sem salários se demitindo; saúde parada; professores em greve; ruas com buracos; postos sem remédio. Assim, jogar uma cortina de fumaça nisso tudo também é interessante para Alair, que tem criado um fato novo por semana para manter a atenção em si mesmo e desviar o foco do que seria mais urgente.

Concluindo, apesar de acreditar que Alair não tem peito, nem disposição, nem é corajoso ao ponto de realmente ser candidato lá na frente, preciso dizer publicamente que gosto muito da ideia de sua candidatura, defendo-a e a estimulo se for necessário. 

Não existiria prazer maior do que ver esse nome extirpado de vez da história da nossa cidade, como uma triste e mofada página virada na nossa existência citadina, através de uma derrota acachapante, com uma votação risível. Seria a consolidação gloriosa daquilo que se ouve nas ruas: o povo de Cabo Frio rejeita Alair, seu modelo, seus aliados e suas criaturas. Vem, Alair. Vem encarar essa disputa. Vem ver a derrota humilhante que o povo de Cabo Frio irá te dar em 2 de outubro. Vai encarar ou vai fugir? 

Bom dia!

5 comentários:

Flávio Ferreira Rayder disse...

Ru prefeiria ver esse troço saindo de fininho prla por ta de trás da prefeitura a ter que suportar um punhado de puxa sacos fazendo campanha nas ruas para o fanfarrão de peruca acaju púrpura.

Anônimo disse...

Deus lhe ouça Rafael essa familia e a outra só fizeram mal a cabo frio,os benefícios q fizeram são infinitamente menores do q os malefícios q causaram.

Helena disse...

Pessoas que mentem, omitem, dissimulam ou buscam proveito próprio, não são bons líderes. Se desejamos um país e uma cidade mais próspera, em que o cidadão seja respeitado, comecemos a formar bons políticos. Está na hora de encararmos essa batalha e virar de vez essa página triste da história de Cabo Frio como essa, sendo o pior Prefeito que já existiu nessa cidade.

suzam Irene disse...

Eu não suporto esse prefeito não suporto a administração dele mas serei bem sincera ainda ja muitos coitados que vai ir as ruas falar bem dessa coisa chamada alair

Anônimo disse...

Dª Helena
Em 1984, com o advindo dos royalties, à jogada cultural, comportamental e eleitoral era simples: fazer da nossa Prefeitura, cabide de emprego e perpetuar-se no poder, junto com os seus familiares. Hoje temos 15000 funcionários e com 5000 resolveríamos os nossos dilemas.Sabemos que à diferença, é de portariados e cargo em comissão, cuja à qualificação chega ser bisonha.Tivemos 1 veterianário como Secretário de Obras, uma chefe de cozinha, como Super Secretaria - apesar de ter ficado pouco. Quem lida nesta cidade, sabe, que o quadro de pessoal para trabalhar na Prefeitura, qualquer R$ 800,00 já basta, para muitos, que ficam nos botecos e à feira de domingo no Sebastião Lan, contando suas "balelas e vantagens". Quando se fala em Concurso Público, muitos dão o seu "chilique", pois apesar do papel, não consegue ser no m´´aximo 1 "analfabeto funcional". Não leem Editais e as perguntas que fazem, já diz para o que vieram.Foi e é assim, que se desnha o futuro deste Município. Qual é à Política Social estabelecida? Qual é a Política Educacional para ser executada em curto, médio e longo prazo? Se não temos Planejamento, qualquer lugar que chegar, para muitos já é o suficiente, desde que não lhe tirem "a teta pública sua e de seus familiares". Para virar esta "triste página", é necessário outro modelo. e a nossa população estaria disposta a reverter o atual quadro??