quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

EDITORIAL - As vagas do Ensino Médio e a síndrome do João Sem Braço.


O João Sem Braço é um personagem típico das metáforas populares, utilizado quando se quer apontar alguém que finge "não ser com ele" o problema que é completamente seu, saindo pela tangente sempre que possível.

O governo Alair Corrêa, através de sua Secretaria de Educação, agem dessa forma no que se refere às vagas de Ensino Médio para o ano que vem. Após declarar que suspenderia o oferecimento das mesmas, o que incorreria em prática ilegal, e após a pressão popular que se sucedeu a essa postura - nós mesmo postamos sobre isso, clique aqui e relembre - a própria Secretaria enviou e-mails aos diretores (esqueçam o republicanismo das notas oficiais publicadas, isso já não existe por aqui faz tempo) informando que o governo voltara atrás em sua atitude.

Muita festa com a vitória da movimentação das comunidades escolares contra um governo que ataca a educação a todo custo. Mas não seria esta mais uma cortina de fumaça?

Seria. O Poder Executivo não apresentou, na proposta orçamentária para 2016, previsão de gastos com o setor Ensino Médio. Eis aí o autêntico João Sem Braço - afirma que está tudo como antes, mas não oferece condições de existência para o quartel de Abrantes.

Cabe, novamente, ao movimento organizado por professores, funcionários e estudantes, ao lado da sociedade civil, exigir da Câmara Municipal que não apenas apresente emenda ao orçamento, incluindo tais gastos; mas também que o colegiado aprove tal medida, sob o risco de, mais uma vez, cair sobre as costas da Casa a culpa e a pena de mais uma ilegalidade que só poderá existir na cabeça insana de um governo que já morreu e esqueceu de se deitar.

Bom dia.

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