quarta-feira, 11 de novembro de 2015

EDITORIAL - O que é "vandalismo"?


Após os protestos de servidores municipais, que chegaram a ocupar o prédio da prefeitura, mais uma vez, ontem, a mídia a serviço do governo que não paga trabalhador recortou apenas o que lhe interessou: a dilapidação do patrimônio público, que acabou sendo um efeito residual e minoritário do processo.

Inicialmente, preciso dizer: sou completamente contra qualquer ofensa ao patrimônio do município, qualquer agressão ou violência física. Por isso, repudio fortemente o empurrão, que. segundo versão dos servidores, foi desferido por um membro do governo em um funcionário da extinta Comsercaf, e que teria motivado o ato.

Apesar de me colocar contra toda agressão a pessoas ou elementos materiais, é preciso ponderar que uma reação extremada pode ocorrer como resposta impensada a uma ação abusiva. Afinal de conta, entre vandalismos e vandalismos, vandalismo maior é deixar de pagar o trabalhador. É cortar dele vantagens legais às quais têm direito. Vandalismo é tirar o pão e o leite da mesa de crianças. É tirar o arroz e feijão do prato de pais e mães de família, enquanto existem córregos de dinheiro jorrando ilegalmente por aí; buchos e mares de ouro sendo despejados no bolso de quem, praticamente, não trabalha.

Então eu acho - e só acho - que o prefeito não possui autoridade política nem moral para falar em vandalismo hoje. Afinal, não há violência maior do que destruir a sobrevivência das famílias esta cidade.

Boa tarde.

Um comentário:

Anônimo disse...

Além dos buchos e mares de ouro, vc esqueceu da farra do azeite! !!