domingo, 6 de setembro de 2015

BATE-PRONTO - Sobre o Turismo em Cabo Frio.

Ontem, através das redes sociais, fui questionado sobre o turismo na cidade, que, em feriados como o que vivemos, apresenta dificuldades na atração de visitantes e recursos de qualidade; no giro e no incremento da economia local; e na organização da cidade. O que se pode fazer? Foi a pergunta que me fizeram.

Alta temporada no Governo Alair Corrêa, 5 de março de 2014, Praça da Vila Nova.

Acredito que a decisão de mudar o perfil turístico de uma cidade, transformando essa atividade em receita de verdade, carece, primeiramente, de um plano decenal, com metas, prazos e uma consultoria técnica. 

Defendo que a melhoria dessa questão passa muito pelo investimento no turismo de baixa temporada, com eventos temáticos que atraiam públicos específicos com poder aquisitivo médio e alto - "tribos" com capital para investimento. 

Assim, dedicar recursos para o Centro de Convenções e o turismo histórico seria igualmente fundamental, aproveitando estagiários e recém-formados nas nossas universidades como guias turísticos cotidianos. 

A cidade precisa respirar turismo. O turista precisa chegar à rodoviária e já ser abordado, com todo um mapeamento de pousadas, eventos, rotas e atrações. Além disso, é preciso atrair verbas do Prodetur para a melhoria de nossos hotéis, bem como caberia ao governo criar um grupo de trabalho que fizesse a ponte entre as agências de turismo e a cidade, como fazia Búzios no governo Mirinho. Não basta ir a feiras de turismo divulgar Cabo Frio de forma solta - o poder público precisa articular diretamente com as empresas, atraindo públicos específicos em épocas especificas. 

Alta temporada no Governo Alair Corrêa, Tamoios, 3 de março de 2014.


Temos o Festival de Sabores? Temos de ter o Festival de Talentos Locais, com shows de artistas cabofrienses em cada praça de bairro, que ofereceriam ainda degustações da culinária tipica da área, enquanto os artistas de cada local apresentariam suas produções em artesanato e outros temas. A sardinha da Vila Nova; a ova de Tainha da Praia do Siqueira; a panelada de galinha na zona rural, o quibe de peixe da Gamboa. Dá para fazer, valoriza o povo, movimenta a economia, é possível, tem que ter coragem.

Precisamos ainda regular e muito o acesso de ônibus de turismo e o aluguel de casas na cidade. Para isso, precisamos de um Legislativo corajoso e dedicado, o que hoje, infelizmente, não temos. Tem muito mais. Mas acho que começa por aí.

2 comentários:

Anônimo disse...

Prof. Rafael
Nós NÃO TEMOS CULTURA POLÍTICA PARA TURISMO. Nós temos 1 POTENCIAL MUITO MAL EXPLORADO. Enquanto Gramado/RS, tem 156 Hotéis com uma população de 34 mil pessoas, nós recebemos aqui de acordo com RJ TV de sábado (12;00H) + de 100 ônibus de turismos, que não trazem se quer, qualquer valor de ICMS, IPTU e ISS aos cofres municipais, dado à grande maioria do "perfil econômico" destes turistas que aqui chegam e que só não trazem o palito de fósforo.Não temos políticas públicas nesta área, pois aqueles que tem mandatos eletivos, NUNCA debruçaram em pesquisa de coletas de dados sobre o que é TURISMO,HOTELARIA e mobilidade. Não devemos desistir, mas lamentar, pois não estamos vendo qualquer saída. Alta temporada se aproxima. O que esperamos ???

Anônimo disse...

O que esperamos para a próxima temporada? A turma do miojo....kkkkkk