sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Após ter contas reprovadas por dois anos seguidos, Governo faz manobra, e, mesmo assim, perde as duas suplências do Conselho do Fundeb.

O que já era esperado aconteceu. Após ter as contas reprovadas por dois anos consecutivos (em 2014 por desvios da verba federal, e em 2015 por não ter enviado dados ao conselho), o Governo Alair Corrêa se articulou, "convidando" contratados e cargos comissionados a comparecerem ontem à Assembleia Geral do Sepe-Lagos, na qual foram eleitos titulares e suplentes da representação de professores e funcionários da rede pública municipal, para a atuação no Conselho durante o biênio 2016-2017.

Mais de cem funcionários receberam a convocação do governo através de ligações e mensagens de celular durante o dia e foram "avisados" que deveriam comparecer, lotando as galerias do auditório da Escola Municipal Edílson Duarte, com o único objetivo de votarem nas cadeiras do Conselho, obviamente, em candidaturas coadunadas com os interesses do governo Alair Corrêa, já que as Assembleias Gerais do sindicato são democráticas e permitem a todos os presentes participarem, desde que sejam educadores.

Como é de costume, o Sepe abriu primeiramente às falas e intervenções dos presentes. Foram quase 4h de discursos inflamados, dos diretores e membros ativos do Sepe, nas quais foram desfraldadas as maldades do governo; o cerceamento de direitos por parte da gestão municipal; e o repúdio ao aparelhamento da Assembleia pelo grupo político no poder.

Por volta das 22h, a eleição foi realizada, e, mesmo com maioria, a representação governista não soube se articular. Como a votação foi por cabeça, e não por chapa, se os governistas tivessem apresentado duas candidaturas, teriam levado a cadeira titular e também a suplente de cada representação, por terem mais do que o dobro dos sindicalistas presentes - bastava dividir os votos. Como só apresentaram um candidato para cada cadeira, mesmo tendo quase o triplo dos presentes, o governo ainda perdeu as duas suplências, que passarão a ser ocupadas pela professor Mônica Almeida e pelo funcionário Joaquim Machado.

Parabenizamos os dois militantes de luta pela escolha e pela coragem de apresentarem seus nomes em situação tão adversa. Confiamos em vocês e estaremos juntos nesta luta.


COMENTÁRIO: logo no início, pude apresentar uma fala na assembleia, que retratou bem o que eu desejo aqui dizer. Um dia - espero que não demore muito - contratados e comissionados não precisarão serem pressionados nem obrigados a comparecerem a nenhum evento, nem a votar contra a vontade, para satisfazer os interesses de um governo, especialmente do governo Alair Corrêa, o pior da história de Cabo Frio. Estaremos sempre lutando por isso ao lado de todos os trabalhadores de bem, sem distinção. E não deve demorar muito, afinal, pelo menos um passo já será dado em breve: a não-reeleição do atual prefeito, nem a eleição de qualquer um de seus representantes, já que este grupo político, hoje, não conseguiria ficar em segundo lugar nem em eleição para condomínio como chapa única.

3 comentários:

Anônimo disse...

Coitadas.se não fizer o que o seu mestre mandar estão na rua da amargura.Até por que em maioria não yem inteligência nenhuma sobre as assembléias.Ou muitas já sabem que só resta um fim triste, piedade para essas pessoas que não tem e nem podem ter vontade e amor próprio para viverem livres .Quem sabe um dia essas pessoas possam ser livres desse corolenismo.

Anônimo disse...

Ontem eu vi ao vivo a brincadeira do seu mestre mandou.

Anônimo disse...

Verdade que tinha gente do governo do coroné querendo chamar alunos do gremio para brigar ,ele catequisa o povo dele direitinho. Isso é inimáginavel,e se apresentam como professores?