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sábado, 8 de agosto de 2015

EDITORIAL – Uma nova política?




Na edição de quinta-feira do Jornal Folha dos Lagos, o jornalista Rodrigo Branco publicou um ótimo texto – sucinto, objetivo, direto e claro, manifestando uma posição bastante interessante: a proposta de uma “nova política” deve ser, simplesmente, ensinar ao povo e fazer o que deve ser feito.

Este é o caso do Poder Legislativo em Cabo Frio. Boa parte dos vereadores não sabe suas funções e procedimentos, o que percebemos em pequenos episódios, como um nesta semana, na qual um Edil local apresentou projeto de lei que gerava nova despesa para o município – o que não é permitido por lei.

Por outro lado, a população também não sabe as funções oficiais do vereador, exatamente porque não há interesse que se saiba. Nas escolas, universidades, na imprensa e em outros meios, esse é um assunto que não interessa ser tratado. No processo educativo, nossos jovens concluem cursos, do Fundamental à Graduação, sem saber o que é um Requerimento, um Projeto de Lei, uma Ação Civil Pública, o Sistema de Freios e Contrapesos e os Princípios Constitucionais que resguardam seus direitos. Diante de situações de injustiça, assim, nossa juventude não sabe como, nem a quem recorrer. E para os poderes constituídos, parece estar bom mesmo assim.

Nesse sentido, as propostas de uma “Nova Política”, tão em voga nas última eleições, acabaram se apresentando como decepções, enganações ou discursos vazios, por um motivo muito simples: não se põe remendo novo em roupa velha. Uma “Nova Política” só dará certo, enquanto proposta concreta, se defender, simplesmente, o cumprimento da lei; o jeito certo de fazer as coisas. Inovar, a essa altura do campeonato político brasileiro, não é inventar a roda, mas sim fazer o que deveria ser feito, mas não é. 

No caso do Legislativo, o normal, o certo, o simples, é fiscalizar as contas públicas; trabalhar com transparência e cobrar isso do Executivo; denunciar as mazelas da sociedade e as injustiças contra o cidadão ao Poder Judiciário; fazer a ponte entre o povo e o poder público; e, finalmente, fazer propostas de melhorias para a cidade em todos os âmbitos permitidos legalmente. Pronto: temos aí uma nova política, porque o nosso presente anda tão abaixo do normal, que fazer a obrigação, hoje, passa a ser inovar.


Bom dia!

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