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terça-feira, 18 de agosto de 2015

EDITORIAL - O fim do pior e a volta do ruim.




Hoje, dia 18 de agosto, encerrou-se o período informalmente chamado de "intervenção" do prefeito Alair Corrêa na Secretaria Municipal de Saúde. Informalmente, porque, fora a Comissão de Correição da pasta, não houve qualquer publicação oficial desse período, muito menos, nomeação do governante como Secretário do setor, que seguiu sendo comandada pelo médico Carlos Dornellas.

O que se viu ao longo desses sofridos e demorados dias foi a piora do que já era ruim. A cidade e o Brasil viram a derrocada total da saúde de Cabo Frio, com direito a noticiário nacional de absurdos como o uso de papelão para talas de pacientes; mortes por falta de desfibrilador; por falta de ambulância; e por falta de estrutura hemodiálise. O que se viu foi a “inauguração” de uma Unidade Básica de Saúde, que já existia, mas agora contando com uma conta de luz atrasada e sem condições para o trabalho dos funcionários.

O que se viu foi a verba federal do PAC2, para reforma e otimização das unidades de ESF’s, ser perdida no vento – ninguém sabe, ninguém viu mudanças coerentes com a grana recebida de Brasília. O que se viu foram os funcionários da Saúde, como médicos, enfermeiros, dentistas; bem como servidores, de modo geral, em auxílio-doença, ficarem a ver navios, com seus pagamentos atrasados, só recebendo depois que entramos com petição no Ministério Público do Trabalho - fora os demitidos sem critério algum. O que se viu foram ACE’s e ACS’s sem terem suas carteiras assinadas, com prazo a vencer em 11 dias.

A “gestão” do prefeito à frente da Saúde, assim, só trouxe doença a quem não tinha e desrespeito a quem já estava doente. Além de não consertar o que estava errado, ainda estragou o que já não era bom. Na atual situação caótica em que a cidade se encontra, a população acaba comemorando o fim do pior e a volta do ruim. Mais uma vez a conclusão é simples: tem gente que, mesmo cantando muito mal, entoa hinos melhor do que governa. Cabo Frio precisa de gestor, porque de cantor desafinado, nós já estamos cheios.


Bom dia!

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