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quinta-feira, 30 de julho de 2015

OPINIÃO | “O poder emana do povo...” | Por Adriano Chagas*


O mais interessante no processo democrático é que mesmo, por vezes, não atingindo o resultado pretendido, ele ao menos serve para que o jovem compreenda certos mecanismos e, insatisfeito com eles, possa vislumbrar um futuro melhor a partir desse presente desastroso. Porém os mais velhos, alguns até "raposas", esquecem-se disso, olvidam até mesmo que seu tempo nessa terra vai passar, alguns já estão até com passaporte carimbado, apenas não deram conta disso, e assim continuam a colocar suas vontades em primeiro lugar. A seu bel-prazer. Mas não se enganem, assim como os Imperadores Romanos sofriam por uma contagem regressiva de suas vidas pelos possíveis sucessores, além-mar não será diferente, e o quão triste é saber que existem aqueles que contam os segundos dos que estão para sair e que estes últimos nada fazem para mudar essa perspectiva. No entanto o processo democrático nos possibilita uma nova senda.

E sendo natural que os processos sociais mudem por si só (esse “si só”, significando a especialização e qualificação dos mais novos) as cadeiras dos órgãos públicos serão aos poucos tomadas por toda a sorte de jovens preparados e esclarecidos, dispostos a criar uma nova realidade social de inserção e acesso as mais variadas necessidades do povo, que, hoje, não são sequer levadas em conta. - e já vem ocorrendo um ensaio do que isso pode significar de avanço político em nossa sociedade pelas secções (projeto Politeia) realizadas pelos universitários nas câmaras onde essa “garotada” da um show.

É esse movimento, despercebido pela maioria dos políticos parasitas, que ainda nos dá esperança, iremos sim tomar as cadeiras que nos pertencem e expulsaremos essas ratas que só usurpam o poder. Os jovens, já cansados de tanta subversão, darão uma resposta à altura e provarão que o intelecto é a única via de transformação para uma sociedade mais justa, e que, a corrupção, só tem espaço em mentes sombrias e não iluminadas.

E tais esforços serão parcelas de um único resultado: um governo muito mais cândido, que produzirá uma sociedade muito mais igualitária, sem que com isso seja necessário renúncia direta àqueles que têm maior patrimônio, apenas existirá oportunidade sem olhar a quem, sem discriminação e realmente com dignidade, palavra esta tão desgastada e ventilada por quem já não tem mais moral.

Nossa cidade, Cabo Frio, irá colher os bons frutos dessa reunião de jovens, mesmo que para isso, infelizmente, seja preciso assistir a vários “enterros romanos”, pois se o mal que nos aflige não é possível cessar através do voto democrático ou tampouco se consegue criar constrangimento moral e ético para uma possível renúncia, então somente o tempo para sarar essa ferida.

*Adriano Chagas é professor de História.  

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