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sexta-feira, 26 de junho de 2015

OUVIDORIA - Um relato detalhado e impressionante da atual situação da Saúde em Cabo Frio.


Olá professor Rafael,

A Saúde de Cabo Frio está de mal a pior todos nós sabemos, mas também pudera, com a descaracterização (isso mesmo) dos ESF`s não poderia ser diferente. 

Vou me fazer entender: embora quem vive de passado é museu, é preciso dizer que no governo passado, os médicos dos ESF´s trabalhavam 8 (oito) horas por dia, com 2 horas de almoço, e também tinham 1 day off na semana. 

Logo, eles trabalhavam 04 dias, onde era distribuído os atendimentos, por exemplo: 01 dia era para atendimento ginecológico, com colhimento de material p/preventivo, outro dia era para pediatria, outro dia era para clínica geral e um outro dia ou uma tarde para visita domiciliar para os idosos e/ou pessoas impossibilitadas de irem ao posto. E o médico do Posto, só encaminhava ao especialista em última instância, uma vez que o profissional médico de família, tem que ter uma visão ampla, ou seja, ele é treinado exatamente para isto, pelo menos é o que o Programa exige.

No entanto, no governo atual, os médicos de família, não ficam nos Postos, mais do que 3 horas,sendo 01 dia de Day Off e um outro dia para reunião, não obedecendo o que diz o Programa. Basta ler a Portaria 2.027, de 25 de agosto de 2011.

É bem interessante esta Portaria do Ministério da Saúde, pois gera uma pergunta que não quer calar: será que o repasse continua 100%? 



Acredito também, que neste governo, tiraram alguma vantagem (horas extras) desses médicos, por isso a carga horária tenha reduzido, ou reduziram para sobrar verba/recurso, para pagarem os Administradores, pois no passado não havia esta figura nos Postos, que por sinal, só veio a trazer desentendimentos entre a Enfermeira (que era a responsável geral do ESF) e o (a) Administrador, gerando disputa de poder, até porque o Administrador é uma cargo Comissionado/Político.  Não tenho certeza, mas o Programa não fala na figura do Administrador. 

Assim, se todos os bairros que são contemplados com o Programa, funcionassem como devem, diminuiria em muito o PAM e o ambulatório de Jardim Esperança. Tem ESF que recebeu o aparelho para fazer eletro, mas o mesmo continua nas caixas, pois não sabem usá-los, e, com isso o paciente tem que ir para o Pam fazer sua marcação, que é nas 2ª feiras pela manhã.

Outro ponto que é uma verdadeira tirania, é o setor do DEAC, onde mandaram embora 5 funcionários portariados, e pela manhã somente tem 2 funcionários para atender a multidão (não estou exagerando) que fica espalhada por um corredor sem ventilação, sem cadeiras suficientes para sentar e que, na sua grande maioria, são pessoas idosas, até mesmo grávidas ou deficientes, e não há atendimento prioritário. O prefeito sabe disso, pois em sua página uma pessoa denunciou esta situação nos comentários.

Seria muito bom uma matéria na Inter TV e/ou um aprofundamento por sua parte e até mesmo do deputado Janio Mendes, sobre os ESF's de Cabo Frio. Não esqueça do repasse financeiro.

Atenciosamente, uma servidora.

COMENTÁRIO: É, de fato, um relato e uma análise muito interessante. Tenha certeza de que estarei me aprofundando neste tema e repassando a demanda para o deputado, a fim de que, todos nós, juntos, possamos não apenas conhecer melhor a situação dos ESF's - que parece péssima no atual governo - mas também agirmos contra esse prejuízo imenso à população de Cabo Frio que, ao buscar saúde, acaba apenas encontrando a doença - não apenas a enfermidade, mas também a dor das filas, das esperas, da ausência de medicamentos, da falta de atendimento digno e de respeito. Obrigado.

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