sexta-feira, 12 de junho de 2015

EDITORIAL – Os jovens cães e a velha raposa.




O prefeito Alair Corrêa, mantendo sua tradição, partiu para a ofensa e abaixou o nível do debate ao não conseguir responder nossa postagem de ontem, que denuncia a incoerência de sua postura em relação às filas em hospitais da cidade de Cabo Frio. Sabedor do problema, pelo menos, desde 2013, criticou a situação deixada pelo governo passado e disse que a questão, naquela época, já estava resolvida pelo seu governo. Nesta semana, dois anos e meio depois, fez o mesmo, como se não tivesse se portado da mesma forma em 2013, o que comprovou ser seu governo ineficiente para resolver não apenas este, mas outros problemas do município.

Aliás, cabe uma análise clínica acerca dessa síndrome de iniciar o governo a cada 30 dias. O “agora vai” deste governo tem sido constante, e não é só em relação às filas que se diz “estar tudo resolvido” de tempos em tempos, se esquecendo do que já foi prometido e não cumprido. Um governo que começa toda hora é porque nunca existiu.

Sem argumentos diante destes fatos, o governante lançou mão da agressão, mais uma vez. Num dos trechos de sua postagem em página pessoal na rede social, chega a nos comparar com um cão – isso mesmo – definindo nossas abordagens e críticas – todas embasadas em prints e imagens de suas próprias falas – como “latidos” ou “rosnados”.

Não iremos responder à altura, até porque essa altura, hoje, é algo muito baixo.

Porém, seguindo a sabedoria oriental e também bíblica, vamos contar uma parábola.

Era uma vez um rebanho, um grupo de jovens cães e uma velha raposa – muito velha mesmo. A raposa vivia tentando abocanhar as ovelhas com discursos bonitos, porém falsos; mentiras e enganações. Os jovens cães, entretanto, estavam atentos, e, a cada investida da raposa, respondiam com latidos inefáveis para espantar o aproveitador e trazer as ovelhas de volta à melhor consciência de suas integridades físicas. Como a raposa estava velha, após um tempo, ela não mais ouvia nem os latidos dos cães; nem os gritos das ovelhas. Sua velhice também acabou tornando-a cega, dificultando seus ataques e fazendo-a cada vez mais fraca.

Num belo dia, a raposa seguiu seu olfato e foi na direção da cerca onde ficavam os jovens cães e as ovelhas, para tentar, mais uma vez, derrotá-los. Com os sentidos debilitados, a velha raposa acabou não conseguindo passar pela fenda da cerca de arame que sempre lhe permitiu os ataques, ficando agarrada e imobilizada, para sempre. O rebanho teve pena da velha raposa, mas não a salvou, afinal, essa é a moral da história: a velha raposa se foi, derrotada pelos latidos dos jovens cães; por suas próprias armadilhas; e por sua própria velhice. Conselhos? Ela não os teria ouvido mesmo...


Bom dia!

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