segunda-feira, 16 de março de 2015

EDITORIAL – A última grande chance.


Aproxima-se o pleito de 2016, e, com ele, as articulações, especulações e algumas elucubrações.

No plano Executivo, mas principalmente no Legislativo, espera-se que a população demonstre nas urnas a insatisfação que manifesta nas ruas e nas redes sociais, elegendo não penas novos nomes, mas cidadãos comprometidos com a fiscalização das contas públicas, a legalidade e a transparência.

A existência do sistema proporcional de voto para a Câmara Municipal facilita a chegada de lideranças menos endinheiradas e mais preparadas para o cargo àquela Casa. Com todos os defeitos, nossa legislação eleitoral ainda abre portas para que pouco mais ou pouco menos de um milhar de eleitores, numa cidade com quase um quarto de milhão de habitantes, possa ter seu representante.

Usar esse poder matemático e político será fundamental e decisivo no ano que vem, afinal, nossa cidade tem entrado em um afunilamento eleitoral, financiado pelo poder econômico; pelo crime organizado; e pelo uso predatório da máquina pública, o que pode fazer com que já na eleição posterior (2020) não haja mais espaço para candidaturas ideológicas e de fato comprometidas com os anseios da população.

2016 pode e deverá ser a nossa última grande chance de salvar Cabo Frio. Só depende de você.

Bom dia!


Um comentário:

Julio disse...

A insatisfação de grande parte da população é "quebrada" com uma bala. É só dá uma bola para enganar. Se contentam com pouco, se afundam no raso, se sentem livre, leve e solto em um cubículo e acham que barraco no alto do morro é cobertura. Tudo pouco é muito para grande parte da população. E pedem bis.
É só "jogar" uma moeda de R$0,50 para cima que correm desesperadamente atrás. Não importando se vai cair no sujo e quente pra caramba. Acha tudo lindo.

Nunca votei em nenhum cidadão da cidade para vereador - ninguém foi merecedor do meu voto -, não sabem o que é ser vereador. Mas em 2016,pretendo mudar de opinião.