domingo, 8 de março de 2015

EDITORIAL – O medo da caixa preta.




Tem causado grande preocupação no centro do poder governista a série de postagens do nosso blog, que buscam a abertura de uma pequena parte da caixa preta da prefeitura da cidade.

O que impressiona o processo de estudo das publicações e documentos referentes ao caso é a certeza da impunidade e a despreocupação com a publicidade de contratos, convênios e procedimentos claramente ilícitos, indícios claros de um modelo de gestão que não acredita no poder de fiscalização e mobilização de seu povo quando enganado e que esnoba do papel da justiça.

Como em toda a nossa história, tivemos clara a meta de jamais atingir pessoalmente ninguém, sem entradas de qualquer tipo nos campos da vida pessoal ou íntima, que não cabem na reflexão política e administrativa que aqui tentamos traçar.

Ao começar a abrir essa pequena parcela dos mistérios locais, nossa intenção não é diferente.

Como agentes públicos, são os indivíduos, as pessoas que respondem pelos erros e acertos da gestão da qual participam, por conduzirem, com seus nomes o uso bom ou mau do dinheiro público. Fugir dessa realidade significa jogar a discussão política para o nível da abstração pura, na qual ninguém é culpado de nada, e a culpa passa a ser “do sistema”.

 Não. Assim como os cidadãos não são culpados da crise da cidade, os nomes que comandam o poder municipal são os responsáveis e o próprio sinônimo da fase sombria que nosso município atravessa há alguns anos.

E diga-se de passagem: a crise do governo é o próprio governo, e não os royalties.

Seguiremos, portanto, com o respeito e a diplomacia que temos como referencial, revelando os segredos injustos da atual gestão, sem deixar de lado a maneira firme e enfática de apontar as causas e motivos que têm empurrado nossa Cabo Frio para o fundo do poço, mas que, certamente, servirão de lição e lembrança para que nossa gente reconduza a terra amada ao lugar que sempre foi e deveria ser o dela – o lugar do crescimento.


Bom dia!

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