terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

EDITORIAL – A cortina de fumaça.




O Prefeito Alair Corrêa, aqui tratado, como sempre, enquanto personagem político da cidade, sabe que seu atual governo é um fracasso. Não há a possibilidade do governante, que tem 4 mandatos e cerca de 40 anos de vida pública duvidar disso.

Dessa forma, há sempre possibilidades para mudar o quadro. Uma delas é melhorar o governo – algo muito difícil, diante da equipe que possui para fazê-lo; dos prazos a se esgotar; e da recente crise financeira devido aos novos repasses petrolíferos. Sendo assim, a única saída possível para esconder a péssima gestão que faz é encobri-la com dados sobre outros governos ou desviar o foco para outros assuntos, que ajudem a população ou a esquecer do atual governo; ou a entendê-lo como menos pior do que outros, mesmo que a partir de análises ilusórias e suspeitas.

A recente onda de ataques e análises deturpadas sobre o governo do PDT na cidade, comandado por José Bonifácio, se alinha a essa tendência. Usando conscientemente vozes de relevo social que fazem parte de seu grupo político, os governistas parecem viver em outro planeta, “esquecendo” os absurdos que seu próprio governo, tanto o atual quanto os passados, fizeram e fazem contra o povo da nossa terra.

Não satisfeitos com o resgate histórico tendencioso de informações, a nova investida agora é usar o próprio prefeito como “fonte” de ”dados” sobre seu próprio adversário, descendo o nível da análise, que já se fundamentava numa historiografia suspeita, agora, chegando às raias de um fofoquismo provinciano.

Contribui-se desta forma para o projeto de desvio de foco das mazelas deste governo, justificando-o perante parte da população, criando-se uma cortina de fumaça, desejosa em alienar a gente que poderia refletir criticamente sobre o presente, a fim de transformá-lo.

Os governistas, nessa linha, dedicam seus discursos a José Bonifácio; São Pedro da Aldeia e outros assuntos que, obviamente, tratam de tudo, menos de si mesmos, menos do atual governo da cidade de Cabo Frio. Afinal, de que interessa falar de uma gestão que, no presente, é um show superfaturado de incompetência administrativa, oprimindo e perseguindo o servidor; gastando de forma exorbitante e suspeita em obras e eventos no centro e esquecendo a periferia, tanto nas ruas quando nos hospitais?

Convido os amigos governistas a discutirem criticamente o próprio governo que defendem e integram, nas redes sociais. Fica aqui o desafio.

Como diria um amigo, é para refletir.


Bom dia!

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