sábado, 17 de janeiro de 2015

EDITORIAL - A falácia da longa duração e o pandemônio veranista.


Mais um verão e nossa cidade apresenta como quadro social e turístico uma repetição piorada dos anos anteriores: lixo pelas ruas, falta de sinalização, superlotação, ausência de estrutura para receber o turista e para sustentar a vida normal do morador da cidade,. Desorganização, desordem, abusos, desrespeito.

A falácia que busca convencer a população de que tais problemas "sempre existiram" e que são de 'longa duração" precisam ser rechaçadas, pois tem o objetivo claro de eximir de culpa o atual governante, obviamente, por interesse político. 

É evidente que o atual caos cabofriense não foi criado por Alair Corrêa neste governo. Mas, se ele existe há muitos anos, foi exatamente por causa de suas seguidas gestões à frente da cidade (já é a quarta), que se consolidou e virou "a cara" do veraneio cabofriense. 

Falar da história da cidade e negar essa conta é um erro grave: temos 27 anos de restabelecimento oficial da democracia no país (Constituição de 1988) e vamos completar 17 anos de Alair Corrêa na gestão da cidade no final de 2016. Negar a responsabilidade política deste governante nas mazelas da cidade, assim, é também uma incoerência matemática - quiçá uma incoerência racional.

Em suma: o atual governo pode não ser o único responsável do nosso pandemônio veranista recorrente, mas, certamente, é seu principal incentivador, ampliando seus contornos e efeitos negativos a cada ano que se passa. 

E não é um absurdo dizer que este mesmo grupo político é ou se aproxima muito de ser o criador desse monstro. Afinal, Mary Shelley não é responsável direta pelo que Frankestein se tornou - mas que ela o inventou, isso é um fato.

Bom dia!

5 comentários:

Anônimo disse...

Esta coberto de razão, Professor, FORA ALAIR.

Julio disse...

Túnel do tempo,para não ver a cidade que está uma BAGUNÇA! Um LIXO! Ver em preto e branco deve ser melhor do que ver em cores. Ao vivo! A Cidade sem postura, sem ordem para muitos visitantes também sem postura e desordenados.
Se nada funciona, no verão então, só Jesus na causa e que esfrie esse sol quente,porque quem gosta de quentura é fundo de panela.

Quem deteriorou o veranismo da cidade foi o atual prefeito Alair. Com o seu (dele) "projeto mirabolante" de transformar a cidade em uma 'filial" mal sucedida da Bahia,com trios elétricos e shows de axé. Ele jura que iria fazer. Virou um caos.
Antes não era Alair, não era assim. Na partida dos turistas dava até aquela nostalgia. Hoje em dia: tá cedo tchau, fica mais até logo. Em sua maioria formada por: gente chata, feia, sem grana e que se acham: empresários do leste europeu.

E aposto que muitos que estão chorando e reclamando hoje por causa do "turismo bolsa família" , apoiaram e apoiam o prefeito. Lembra? "cidade triste". "Alair é bom que faz bagunça( é "sinônimo" de shows e festas para grande parte da população). Bagunça total,não é?

Oh, agora para reverter essa tragedia veranista, a qual virou a cidade vai levar mais tempo, do que levaram para estragar. Hoje em dia é só "ajuntar" uns trocados e "simbora", para Cabo Frio.Virou destino turismo, para quem quiser. Não deu nem para se restabelecer da "avalanche" do réveillon, porque estão de volta.






Julio disse...

COMO IDENTIFICAR UM TURISTA DE CABO FRIO EM SUPERMERCADOS. VEJA ABAIXO OS "SINTOMAS":

1 - Circulam o supermercado inteiro pesquisando os preços;

2 - Enche o carrinho de compras, vai passando os produtos um por um e olhando na tela do caixa, quando 'excede o limite" deixa o restante no carrinho;

3 - Carrinho com pão de forma, miojo, metros de linguinça e muitas latas de cervejas;

4 - Família inteira carregando cestinhas com os nutrientes" acima citados;

5 - Caixas de leites e águas de nomes desconhecidos, porque são mais baratas.




Filadelfo disse...

Prezado Rafael, bom dia.
Se nós não temos políticas públicas, voltadas para este seguimento, a situação, seguirá uma tendência única, quer gostemos ou não: VAI PIORAR. A Sociedade Civil, em sua grande maioria, se OMITE de maneira clara, no anseio da sua "LIBERDADE", como munícipes. Os que tem o privilégio de ter uma condição financeira melhorada, procura isolar-se do "caos" diário da cidade. Os que aqui nos visitam - em sua grande maioria, pensam, que os logradouros públicos e naturais, são extensão de sua casa, agindo de uma maneira, subdesenvolvida, para não dizer que lhes faltam educação, para viver na Sociedade.
Foi isto, que semearam, nestes 30 anos.Vamos colher afinal o quê? O resultado do que se plantou.
Filadelfo

Julio disse...

Senhor Filadelfo, se uma pessoa sem educação encontra uma casa em plena desordem, o senhor quer o quê? Temcque virar mesmo extensão, para visitantes que não conhece e não teve uma boa educação. Agora, quando se tem uma casa organizada e bem cuidada, inibi até a falta de educação de qualquer mal educado.
Em uma cidade que o administrador tem mais consideração pela população flutuante do que pela fixa, eu não falo mais nada.