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terça-feira, 7 de outubro de 2014

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES 2014 EM CABO FRIO E O NOVO XADREZ ELEITORAL.


Os resultados das eleições deste ano, no que se refere aos candidatos de Cabo Frio, consolidam o que toda a cidade já sabia. Por um lado, viu-se a rejeição total aos candidatos ligados ao governo municipal, especialmente, daqueles que se aliam a grupos inimigos da educação e dos servidores. Por outro, notou-se o deslocamento da preferência maciça do eleitorado para os candidatos de oposição ao mesmo governo.

As votações muito abaixo do esperado dos candidatos Walmir Porto, Bernardo Ariston, Paulo Henrique Corrêa e Dr. Paulo César (que perdeu o mandato), todos do PR, consolidou a rejeição da população ao partido que atentou contra o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração do servidor municipal. Aliado a isso, some-se a saída vexatória do candidato Garotinho do segundo turno para o governo do estado – ele, que há poucas semanas, ainda aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Walmir, destaque-se, que assinou o processo de questionamento constitucional do Plano, era anunciado por seus blogueiros e cabos eleitorais como campeão de votos e possível eleito, mas teve desempenho pífio, obtendo votação de vereador em campanha de deputado: pouco mais de 3 mil na cidade, menos do que Vanderlei Bento, por exemplo, em 2012.

Mas não é apenas isso. Dr. Taylor (PRB), líder do governo, que aparecia em segundo lugar em algumas pesquisas e até em primeiro numa controversa e polêmica abordagem, acabou amargando uma fraca votação, consolidando posição apenas como o quinto da cidade na disputa pelo cargo de deputado estadual, se considerarmos a totalização dos votos.

Os resultados em Cabo Frio também nos levam a duas conclusões esperançosas. A primeira, de que o poder econômico, sozinho, não ganha eleição, não faz política, não forma grupo. A segunda, é a de que os acordos com o tráfico de drogas também não garantem votações expressivas, nem vitórias eleitorais – afinal, há muita gente de bem na cidade que, ao contrário, opta por não votar nesse tipo criminoso de candidato, migrando seu voto para nomes que se neguem a estabelecer esse tipo de relação.

Numa eleição que bateu nível de abstenção de 20%, e de brancos e nulos, somados, outros 20%, no que se refere ao estado do Rio de Janeiro, todos os candidatos, sem exceção, tiveram votação abaixo do esperado. Se houve algum efeito eleitoral das jornadas de junho de 2013, foi este. Ainda assim, Janio (PDT) e Marquinho Mendes (PMDB), candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente, tiveram votações expressivas dentro e fora da cidade, muito à frente dos adversários governistas que vieram logo abaixo de seus nomes. Janio e Marquinho, eleitos deputados (porque a saída de Marquinho da primeira suplência para a Câmara Federal é uma mera questão de tempo) consolidam o espaço de resposta do povo e da oposição aos desmandos do governo municipal, pavimentando o caminho para uma vitória expressiva e consagradora nas próximas eleições da cidade, em 2016.

Marquinho Mendes (PMDB) atendeu às expectativas, sendo o mais votado para seu cargo na cidade e obtendo expressiva votação fora de Cabo Frio, consolidando-se como um nome regional. Em uma difícil legenda, Marquinho alcançou não apenas a primeira suplência do partido, mas a “primeira suplência geral”, ou seja: o ex-prefeito foi o mais votado entre todos os candidatos a deputado federal do estado do Rio que não conseguiram se eleger. Mas a chegada de Marquinho a Brasília é mera questão de tempo, e se ontem não foi díade festa para os amigos do presidente do PMDB em Cabo Frio, fica evidente que a festa só será remarcada para frente. Afinal, dos federais eleitos pelo seu partido, boa parte possui condição (e até convite) para se tornarem secretários municipais ou estaduais a partir do início de 2015, como é o caso de Leonardo Picciani, que já era Secretário Estadual de Habitação pouco antes do inicio da campanha.

Janio (PDT) estadualizou seu nome, tendo votos e grupos de trabalho em cerca de 40% dos municípios fluminenses. Com uma campanha leve e no meio do povo, mostrou criatividade, com as ferramentas “Comício em Casa” e “Porta a Porta”. Negando-se a colaborar com o crime organizado, ganhou a simpatia das famílias e pessoas de bem da cidade. No dia da eleição, domingo, inspirou seus eleitores a estarem presentes nas ruas, confiantes na vitória, dominando as esquinas, praças e bares de todo o município. Com essa vitória, após uma suplência em 2010, Janio consolida sua liderança municipal, regional e estadual, tornando-se um dos principais nomes do PDT fluminense, ao responder às críticas e escárnios dos adversários governistas em Cabo Frio com a maior das armas: o voto do povo, que o escolheu, negando escolher quem apóia o governo inóspito, perseguidor e autoritário desta cidade.

Seguindo essa linha, se estas horas servem para descansarmos do processo eleitoral deste ano, não é possível deixar de pensar no próximo desafio político que se seguirá – muito mais quente e polêmico: as eleições de 2016. Janio e Marquinho saem deste pleito consolidados como os nomes da cidade para rejeitar o que já foi rejeitado, como prévia, neste ano: o modelo político de governo do grupo Alair Corrêa, modelo este obsoleto, nefasto e esgotado na história do nosso município.

A crise no poder político municipal, que já era grande, só se amplia com o resultado de ontem. Não eleger ninguém, com a máquina na mão e pelo menos 7 candidatos; e, paralelo a isso, ver a oposição, sem a máquina e com apenas 2 candidatos, vencer, provavelmente está gerando cólicas e úlceras no complexo, mas desorganizado organismo que é o governo de Cabo Frio. A soma dos votos dos candidatos a federal do governo não chega aos votos de Marquinho sozinho (PMDB). Já a soma dos votos obtidos pelo vice-prefeito da cidade; pelo líder do governo na Câmara; e pelo Secretário de Esportes do governo Alair Corrêa é inferior aos votos obtidos, sozinho, pelo deputado Janio Mendes (PDT). Na tentativa de atrapalhar a eleição de seus adversários, e, ao mesmo tempo, não eleger ninguém de seu grupo que lhe pudesse fazer frente, o prefeito Alair Corrêa permitiu e incentivou a pulverização de candidaturas. Mais uma vez, não deu certo – os principais nomes da oposição foram eleitos ou muito bem votados, e seus representantes foram um fracasso eleitoral.


As peças estão jogadas ao tabuleiro. A diferença é que, neste xadrez, com os resultados de ontem, a oposição está com seu jogo, pronto, organizado e forte. Já o governo, que já estava com seu time rachado, desorganizado e enfraquecido, toma outro golpe fatal – desta vez, o jogador governista mexeu errado e acabou esbarrando no tabuleiro. Vai ser difícil levantar as peças caídas, pelo menos, antes de outubro de 2016. 

10 comentários:

Roberto Souza disse...

Esse fato foi muito bom para os moradores da nossa cidade,agora o governo vai ter que reverter tudo o que tem feito,o abandono as periferias e o descaso na saúde,sem fala em investimentos no social,as políticas publicas que foram abandonadas.foi perfeito essa eleição,mostrou que a população não esta gostando dessa forma de governo,o Jânio fez por merecer ser eleito,trabalhou e seu trabalho foi reconhecido pelos moradores da região,o Marquinhos vai vim forte e se o governo não mudar essa postura vai levar uma lavada em 2016....

Julio disse...

Ainda bem, que esse ano não perguntei ao meu amigo ex-secretário se Jânio seria eleito. Tudo isso, porque nas eleições de 2012, ele disse com toda certeza, que o Jânio seria o prefeito. disse:- Não Julio! O Jânio vai ser o o prefeito. Até ficou indignado quando eu disse: será? O que aconteceu? Nas próximas eleições eu vou comparar um sofá, para que ele sente, antes de perguntar e acerte.

Um abração, para o meu amigo ex-secretário! Tá sumido, hein!

Amilton Gomes disse...

Meu amigo Rafael você escreveu muito bem,mas não citou em momento algum o nome da maior revelação política dos ultimo tempos AQUILES BARRETO não temos como negar que esse rapaz tem futuro promissor na politica de Cabo frio.

Julio disse...

Ah, o deputado Jânio Mendes eleito e o que o Sr. Sérgio de sobrenome alemão, comentarista ativo de um blog vai dizer em casa.

Anônimo disse...

Ele dizia (o prefeito ) quando ele quer ele elege até um poste .É agora? Acabou feio para o governo ,nem um candidato sequer .Ele tentou ficar afastado .pois já SABIA que nenhum dava UM .OH GLÓRIA!

Julio disse...

Anônimo do dia 07 de outubro das 12:11, mas essa "crendice" procede.Se você analisar bem, uns e outros que estão ai, "respirando com ajuda de aparelhos", foi porque se agarram no prefeito como ferrugem no ferro. Mas velhos tempos, não é Anônimo? Se um dia foi " copo de cristal", hoje não passa de "copo de geleia"

Anônimo disse...

Quero parabeniza-lo pelo artigo e o Deputado Jânio Mendes, que enfrentou uma turma da pesada, felizmente passou por cima de todos, os candidatos apoiados pelo prefeito levaram uma grana alta dos candidatos de fora, tudo isso para enfraquecer Jânio e Marquinhos, mais o tiro saiu pela culatra, idealismo de certos políticos é o bolso, Cabo Frio com essa politica dos anos 30 não vai a lugar nenhum. Marquinhos um grande abraço, valeu. Lembrando que certos vereadores vão ter uma grande surpresa na próxima eleição, caso não façam uma boa poupança para comprar votos, ganham eleição dessa forma, comprando votos.

Fredinho Vianna disse...

Rafael te admiro muito mais vc fazer uma analise política das eleições no nosso município e não sitar o nome de Aquiles Barreto, candidato com o maior crescimento politico na cidade é sacanagem. Seja imparcial meu amigo e faça a verdadeira analise, acredite no seu grupo politico , que pela primeira vez fez um excelente trabalho, usando as estrategias certas e alimentando ao longo do mandato lideranças de vários municípios. Parabéns pelo resultado das eleições, mais da uma caprichada na matéria.

Anônimo disse...

Qualquer um que tendo a mamae como secretaria de educaçao e distribuindo contratos, tornaria muito facil ser vereador. E se juntando com o prefeito atual continua tendo uns votos. Mais nada de anormal!!!!!!!!!!! Nao me representa como nem um deles.

Anônimo disse...

Estava pensando em votar em Pezão, mais quando vi o prefeito de Cabo Frio na reunião, votarei nulo, não dá meu amigo, infelizmente politica tem dessas coisas, o prefeito esta pensando é em 2016, de bom moço o cara não tem nada, é uma raposa, todo cuidado é pouco, o grupo dele estão capitando grana para as eleição de 2016.