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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

EDITORIAL – Quando derrota e vitória se encontram.




Cabo Frio presenciou ontem um evento que pode e deve servir de exemplo – nos debates políticos, salas de aula, conversas de esquina – para a confirmação da esperança na mobilização popular como ferramenta eficaz de pressão e conseqüente mudança do status opressor de determinados governos – se não de maneira plena, ao menos em parte, no que tange a pautas específicas.

É o caso da ameaça feita pela Secretaria Municipal de Educação, certamente, com anuência e ordem do prefeito, em relação ao fim do ensino médio na rede municipal de Cabo Frio.

Que o prefeito, seu corpo técnico e sua secretaria de educação organizaram, arquitetaram e desejaram esse fim, é algo claro e evidente, ao menos, desde o fórum do último dia 20. E que o governante recuou, assumindo a derrota para a pressão da comunidade escolar nas ruas e nas redes sociais, é, igualmente, um fato. A derrota do governo, nesse caso, foi, novamente, a vitória do povo.

E por mais que toda uma maquiagem se faça em torno do que aconteceu, fica claro para todo mundo que as milhares de pessoais (mais de 1.300) que virtualmente aderiram ao Movimento #FICARUI; as centenas de pessoas (mais de 400) que confirmaram presença na assembleia de amanhã; e as outras tantas que, pelas escolas e esquinas não falavam de outra coisa criticamente; foram os reais motivos da mudança de postura do governo municipal em relação ao tema.

O desespero do prefeito é que tudo que tenta fazer para desmobilizar os focos de debate consciente e crítica livre, dá errado. Foi assim quando tentou me tirar, por duas vezes, do Colégio Municipal Rui Barbosa, perdendo nas duas oportunidades, na justiça, o que garantiu meu direito, me permitindo, lá, muito mais aprender do que ensinar, com alunos, professores e funcionários conscientes de seus papéis transformadores na sociedade. Infelizmente, essas tentativas de eliminação da consciência democrática acontecem em muitas outras escolas e setores da cidade, e nem todos têm a mesma sorte e o mesmo destino que eu tive. Torço para que, um dia, ninguém precise, nem da sorte da vitória, nem do azar da derrota, mas apenas de uma relação republicana e legitimamente estabelecida com um governo.

Nossa gente unida, dedicada e organizada, mostrou que não se faz mais poder como antigamente. Que não se corta educação das contas de uma prefeitura sem retaliação. Que não se troca educação por cimento sem que haja reação. Que não haverá um só descaso, abandono e crime contra nossa juventude que não seja repudiado e apontado, nas redes sociais, virtuais ou táteis.

Não dá mais para se fazer o que bem se entende contra o povo de Cabo Frio. Estaremos todos juntos sempre e de olho.

Parabéns aos professores, alunos, ex-alunos, à Folha dos Lagos, aos blogs, aos funcionários, pais de alunos e amigos que se uniram, gritaram, pressionaram e conseguiram mais essa vitória de um povo cansado de descaso contra um governo dedicado à sua própria incompetência e maldade.

Mas não podemos descansar. A luta não acabou. Porque a derrota dos maus não pode ser o repouso dos bons. Como um tsunami, um recuo pode significar uma grande agressão inesperada em seguida. É preciso ficar sempre atento.


Bom dia!

2 comentários:

s.mofilho disse...

Rafael, fica a lição para os alunos do Estado, que a mobilização funciona, ou seja, se eles alunos, pais, professores se organizarem e movimentarem também conseguirão melhorias necessárias aos prédios escolares do Estado. Sidonir Muniz

Anônimo disse...

Infelizmente grande parte da população Cabofriense, esta pagando um alto preço por tanta incompetência na administração municipal, o atual prefeito nunca foi bom administrador, ele é bom de marketing, bom de fala, bom enganador, quando lembro que Cabo Frio há trinta anos atrás era uma cidade referência no Brasil, hoje é motivo de chacota e manchetes nos telejornais como uma das cidades mais violentas do país, o que esperar do futuro da cidade, nada. Nos meus mais de sessenta anos de idade nunca vi tanta barbárie, onde vamos chegar.