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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EDITORIAL – O fiel da balança.




O processo eleitoral de 2014 findou-se parcialmente. E seus resultados em Cabo Frio evidenciam uma nova configuração que precisa ser analisada. Especialmente porque ela ajuda a definir os rumos políticos da cidade para 2016.

Janio Mendes tornou-se o único político eleito da cidade. Deputado Estadual, acabou angariando o título informal de líder regional. Em suas mãos, acaba ficando a definição do quadro político para o próximo pleito. Janio, certamente, é o fiel da balança.
Se candidato a prefeito, surge como nova opção política em meio a um quadro eleitoral polarizado, tornando-se, se não eleito, um nome que impede a eleição de um dos pólos. Se decidido a apoiar, com seu grupo, um desses pólos (Marquinho ou Alair), certamente define a vitória daquele com quem se unir. Se apóia um terceiro candidato, fora dessa polarização (como o ainda deputado Paulo César, por exemplo), refaz todo o processo político da cidade. Enfim, Janio com seu grupo, tome a decisão que tomar, é o fiel da balança.

A posição do deputado, assim, além de definidora, é confortável. Em suas mãos, matematicamente, está a decisão do rumo que o pleito de 2016 irá tomar. Essa decisão, certamente, levará em conta pesquisas e quadros eleitorais em 2016, mas também posturas e atitudes manifestas nas eleições deste ano: candidaturas propositalmente plantadas; acordos não cumpridos; fidelidades e infidelidades, certamente, servirão de crivo para esta decisão decisiva.

O momento agora é de segundo turno. O estado e a nação entram numa prorrogação eleitoral, e a fase presente leva em conta a priorização desse debate. Janio, por sua vez, assume a liderança regional de uma das candidaturas pleiteadas, reunindo, em torno de si, diferentes e divergentes lideranças políticas locais. Mas a aparente tranquilidade diplomática presente apenas prepara os próximos capítulos, que, certamente, serão de embate e disputa por espaços políticos.

Com mandato diretamente obtido, apenas um nome político da cidade poderá refletir, articular e se estruturar com tranqüilidade e calma nos próximos 2 anos. Caberá aos demais nomes verem e reverem suas atitudes, se quiserem realmente vencer as eleições de 2016 com seu apoio. Ou, assim não sendo, permitirem que Janio deixe a condição de fiel da balança para ser a própria balança. O deputado tem pensado como grupo, buscando apoiar um projeto que vise tirar do poder o atual governo, perseguidor, autoritário e maléfico para a população. Mas o sistema de ações e reações – que é físico, mas também político – pode transformar o apoiador em apoiado. Porque nesse filme, que estréia em 2016, Janio já é protagonista, podendo ou não escolher ser coadjuvante. Afinal, quem define o roteiro somos nós.

Bom dia!


Um comentário:

Anônimo disse...

Essa questão de Jânio ser considerado o "fiel da balança" me assusta. Apesar de ter dado meu voto a ele para deputado nas duas últimas eleições, temo que ele seja mais um "Lula" que perseverou até ser eleito presidente e quando conseguiu, esqueceu de toda a luta e aderiu ao sistema já existente.
Por isso me assusta pensar em Jânio prefeito de Cabo Frio. Tenho a sensação de que essa liderança se deve ao péssimo momento político que vivemos em Cabo Frio. Jânio era a única opção fora desse governo.
Sei lá, só penso e observo. Tomara que eu esteja enganada!