domingo, 26 de outubro de 2014

EDITORIAL – O dia do fim e do começo.




Hoje viveremos um intenso, porém tranqüilo dia de votação na nossa cidade. Um segundo turno morno nas ruas, embora agitado nas redes sociais, palco de recentes disputas e debates homéricos, especialmente, no que tange à eleição presidencial.

O acirramento de diferenças ideológicas e opções políticas tem feito amizades serem desfeitas, ou ao menos, desconfiadas; confianças serem abaladas; e o pior: respeitos serem esquecidos.

Ao fim do dia, e ao longo dos próximos 4 anos, tudo isso será apagado, mas as marcas feitas por quem extrapolou os limites do embate político ficarão na pele de alguém. E mais uma vez – mas talvez mais do que em qualquer outra vez – o processo político e eleitoral passa; os personagens se repetem, se não em nomes, em estruturas; e as pessoas ficam, porém, neste caso, feridas pelas armas que servirão como talheres felizes para a maioria dos atores mandatários desse cinema pastelão.

Como disse a uma amiga, acredito em Deus que chegará o dia em que homens e mulheres entenderão o real valor da política: não acima das histórias de vida, dos sentimentos de amizade ou dos valores éticos criados em toda uma vida; não abaixo do compromisso social com o pobre, da coragem de mudar as estruturas sinistras da vida contemporânea, nem abaixo ou fora da vida cotidiana; mas no meio, equilibrando todas essas coisas, e sempre, sempre submissa ao mais importante: o respeito pelo outro, pense ele como pensar - afinal, agir diferente disso sim é agir contra qualquer ensinamento religioso, moral ou ético.

Bom dia e bom voto. Mas não se esqueça de você, da sua história e do seu respeito. Porque a política não é a vida. A política serve à vida.


Bom dia.

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