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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Morre Marcelo Lartigue, fundador do Jornal O Perú Molhado.

Faleceu na manhã de ontem o jornalista Marcelo Lartigue, fundador do jornal "O Perú Molhado". Marcelo não resistiu a uma cirurgia de transplante de fígado, à qual reagiu com duas paradas cardíacas que o vitimaram no Rio de Janeiro. Ele tinha 60 anos e estava internado no Hospital Silvestre Adventista. A doadora foi sua própria filha, Eva lartigue, de 18 anos, que se recupera bem.

O Jornal "O Perú Molhado" é referência internacional de um jornalismo pitoresco, crítico e irreverente. Fundado em 1981, o jornal era conhecido como o Pasquim da Região dos Lagos e foi importante ferramenta na emancipação de Búzios nos anos 90. Com suas capas criativas, foi premiado e tornou-se famoso mundialmente.

Em 2007, recebeu o inusitado prêmio de "O maior jornal do mundo" por ter publicado uma edição medindo 2,7m de largura por 3,4m de altura, o que fez com que Marcelo fosse convidado a ser entrevistado por Jô Soares em rede nacional.

O corpo, que chega a Búzios por volta das 8h desta quarta-feira, será velado no Gran Cine Bardot, ao som de fanfarras - que Marcelo adorava - e enterrado no Cemitério de Sant'Ana, na mesma cidade, às 16h.

O falecimento de Marcelo foi notícia nos principais sites jornalísticos do país, conforme se pode conferir nos links abaixo. Na matéria do G1, é possível assistir ao vídeo da entrevista de Marcelo a Jô Soares.




COMENTÁRIO: Tive a honra de trabalhar com Marcelo por um período curto, mas extremamente proveitoso e divertido, no ano passado (2013), quando fizemos uma parceria entre este Blog, o programa semanal que eu apresentava na então Cabo Frio TV (Canal 10) e o Jornal O Perú Molhado, onde escrevia uma coluna semanal, chegando a entrevistá-lo no programa - o que foi uma verdadeira farra, numa daquelas conversas nas quais mais rimos na frente das câmeras do que discutimos alguma coisa decente e séria.

Marcelo era uma figura ímpar, seja pela sua história, que marca o jornalismo brasileiro e internacional, seja pelo seu jeito irreverente, direto e desprovido de pudores, o que, claro, rendeu a ele críticas, processos judiciais e problemas dos mais variados tipos, diante dos quais ele, simplesmente, ria e criava piadas. 

Neste momento doloroso, transmito à família de Marcelo meus mais sinceros sentimentos. Que Deus conforte essa dor.

Nosso blog, hoje, está de luto, e republicará alguns momentos nossos com Marcelo e matérias nossas publicadas em seu jornal.

Certamente, Marcelo, esteja onde estiver, estará em paz, rindo e se divertindo com a festa dolorosa, mas serena, que será o dia de hoje em Búzios. Do alto de seu sabe lá onde, o argentino deve estar fazendo piadas homéricas com os sites de jornais que, ao divulgar sua morte, não entraram em acordo sobre sua idade - o que, certamente, o fez proferir xingamentos piedosos e celestes aos mesmos. Marcelo, escondido no seu novo mundo, provavelmente passará o dia dançando fanfarras e tripudiando dos críticos e adversários que agora lamentam seu passamento. E que ninguém destas bandas ou das de lá se espante se esse argentino botafoguense se esquivar entre as nuvens para, articulado, fundar o primeiro jornal do além, polemizando com o movimento dos astros; desmistificando heróis falecidos e analisando sarcasticamente a chatice rotineira daquele seu novo viver. Porque, em qualquer mundo, universo ou plano, dá para imaginar Marcelo Lartigue sem tudo - menos sem vida. Vai na paz amigo. Vai ser difícil, mas vamos tentar continuar sem você por aqui.

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