ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018 | Sugira sua emenda nos comentários. Vote nas enquetes. Dê sua opinião. Ajude nosso mandato a ser verdadeiramente popular e participativo!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

EDITORIAL – A prioridade é o cimento.



O prefeito Alair Corrêa não compreende o significado da palavra prioridade na língua portuguesa. Essa é a única explicação plausível que podemos encontrar para os absurdos que estão acontecendo na cidade em relação ao Ensino Médio.

Primeiro, o prefeito não entendeu que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação afirma que a prioridade do Município é o Ensino Fundamental. Prioridade não é ser proibido de fazer alguma coisa, mas sim, dar o primeiro lugar da sua atenção para uma atividade, sem esquecer das outras. Por isso, por exemplo, o governo federal, que tem a prioridade de suas responsabilidades sobre o Ensino Superior, mantém o IFF, que possui, em muitos campus, o Ensino Médio e até o Fundamental.


Nos investimentos da prefeitura, prefeito, sem dúvida, o senhor já segue a lei. O Ensino Médio no município não chega a gastar 1% do orçamento da educação da cidade: são 0,86% de gastos (R$ 1.816.000,00) num universo de mais de 212 milhões de reais. O Ensino Fundamental, prefeito, sem duvida é prioridade nos gastos de educação do município.

Entretanto, a educação como um todo no seu governo, prefeito, está longe de ser prioridade. Com as obras da orla da praia do forte, o senhor poderia manter o Colégio Municipal Rui Barbosa até 2026. E, na mesma semana em que o senhor anuncia o fim do investimento no ensino médio municipal, é anunciada também, como se nada estivesse acontecendo, a construção de uma esplanada, com várias salas para abrigar secretarias municipais e a câmara municipal no Guarani, em área de aproximadamente 100 mil metros quadrados. A grande obra pra seu governo, prefeito, não é a vida e a educação dos nossos jovens, mas os prédios e amontoados de cimento, construídos sobre empreiteiras estranhas, em licitações esquisitas e relações suspeitas.

No Ensino Médio, temos 220 profissionais contratados atuando. Com o fim desse segmento na rede, para onde irão esses trabalhadores? O gasto desse contingente beira a casa dos 299 mil reais mensais. Vale à pena “economizar” esse dinheiro, às custas da demissão desses profissionais, para construir prédios? Vale à pena trocar vidas por cimento?

É para pensar prefeito.
Bom dia!

Clique abaixo e acompanhe a repercussão:




4 comentários:

Anônimo disse...

Rafael, bom dia! De acordo com o calendário divulgado pela PMCF, o pagamento deveria ter sido feito ontem, sabe alguma coisa?

Julio disse...

Construção de uma "esplanada para abrigar secretarias municipais e a câmara municipal" ? Espera ai. Vou reiniciar o notebook e entrar novamente. Deveriam levar era umas palmadas, com todo respeito. Ah, não palmadas é crime. Francamente!


Ai, fizeram questão que eu lesse o Folha dos Lagos ontem, assim como tudo que é relacionado ao "transporte" da cidade. Virei representante dos acomodados. Não represento ninguém. Represento a mim mesmo. Sou revolucionário das minhas insatisfações. Eu pago a minha passagem. Eu sei dos meus direitos, assim, como de todos. Não merecem o meus desgastes físicos e emocionais.

Disseram que ia adorar, mas deu vontade é de chorar. Ai, gente, até parece que sou o único que ando de ônibus na cidade. Não acho a maior graça. Não tem nada para rir Talvez, porque eu sou pobre classe A e penso que moro na Europa, nos Estados Unidos. Locais que ricos utilizam transporte público. Enquanto isso, no Brasil... É coisa de pobre!
Novidade? Pra mim, nunca! Jamais! Mas a matéria é interessante. Espero que as outras mídias façam o mesmo - não estou sonhando, apenas pensando. Só acho que faltou entrevistar alguém do PROCON, porque transporte público, até onde eu sei, agora faz parte no código do direito do consumidor. Não estão cumprindo uma Lei. Leis, que Leis, não é? Mas como em Cabo Frio, para fiscalização, parece que ônibus não faz parte do transportes públicos, tudo a ver. Tudo é diferente, não é?

É assim mesmo. Pergunta onde estão os itinerários e horários que os funcionários, motoristas e cobradores da Dona Salineira e "irmãs"(muitos puxa sacos da empresa), tem a resposta na ponta da língua: "entra no site". Nem no Japão você vai ouvir isso. Cabo Frio é "muderno", "tecnulógica". Todos tem acesso a internet. Imagine do jeito que demora os ônibus, dá para consultar os horário e até baixar um vídeo de cinco horas em uma internet discada.

Agora,deveria fazer uma também referente aos serviços prestados(LIXO) e os descasos da empresa. Será?

Anônimo disse...

Eles não obedecem nem as leis .que dirá calendário de pgto ,primeiro eles dividem entre eles ,depois é o povo. Agora então que está financiando políticas para seus correligionários. Tem que ter paciência.

Julio disse...

Eu vi sim. Um erro que ficou muito engraçado em um paragrafo da matéria: "Leis dos horários descumpridas". Gente erro acontecem nos melhores jornais. Não faça uma tempestade.