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terça-feira, 2 de setembro de 2014

EDITORIAL ESPECIAL - Guarda Municipal para por falta de condições de trabalho. Governo humilha trabalhadores com ordens degradantes.




Ontem, logo pela manhã, recebi ligações de companheiros da Guarda Municipal de Cabo Frio enquanto me dirigia ao meu local de trabalho em Macaé. Fiquei longe da cidade até o fim da tarde, mas monitorando os acontecimentos. E a situação que percebi foi estarrecedora.

A notícia que me chegou logo cedo pelo telefone era difícil de se acreditar. Segundo a informação, o prefeito ordenou que os guardas trabalhassem durante o dia em pé, sem viaturas, pois havia visto pelas ruas profissionais da área sentados dentro das mesmas sem desenvolver suas ações de direito. Era, portanto, um “castigo” pelo “mau comportamento” dos mesmos.

Imediatamente, por volta das 7h40min, publiquei nota na rede social facebook referente ao tema, perplexo com a situação e convocando a atuação dos sindicatos no caso.


Os guardas agiram com integridade e inteligência: mantiveram-se parados na base, sem sair para o serviço, em protesto e repúdio à truculência do governo. 

Porém, é preciso salientar que a atitude de ontem traz em seu bojo outras insatisfações, para além da ordem autoritária e desrespeitosa do prefeito. Nosso blog já vinha denunciando esse abandono nos dias anteriores, especialmente, na sexta-feira, dia 29 (clique aqui para reler).

A Guarda Municipal não possui as mínimas condições de atuação no município. As viaturas não têm combustível; faltam talões de multas; capas de chuva e ate o guincho para reboque não existe, pois não se pagou o prestador do serviço, nem se tem dinheiro para abastecer o veículo. Não há nem telefone para o cidadão chamar a Guarda Municipal, ao contrário de outras corporações (o 190 da Polícia Militar, por exemplo).

De fato, o Jornal Folha dos Lagos confirmou que, pela manhã, os profissionais foram obrigados a patrulhar as ruas sozinhos, e não em duplas, e sem as viaturas, porque quatro deles foram “vistos pelo prefeito Alair Corrêa lendo jornal dentro de um veículo da corporação” (leia a reportagem completa clicando aqui). 

O estado lastimável da Guarda pode ser comprovado ainda pela situação da base. Do banheiro ao dormitório, o que se vê é o descaso do poder público com o prédio que abriga os servidores. As imagens do local são as que aparecerão no texto a partir de agora.

Na verdade, mais uma vez, o prefeito Alair Corrêa coloca no servidor, no trabalhador, a culpa e o preço pela ingerência, incompetência e descaso de seu próprio governo, que opta por prioridades absurdas e faz o dinheiro volumoso que o município possui se esvair por buracos, crateras e torneiras que ninguém sabe para onde vai, mas se sabe para onde não vai – não vai para o povo, para o cidadão, para o trabalhador, para a periferia, para a segurança do contribuinte, para as escolas, para os postos de saúde.

Alair já colocou a culpa do fracasso na gestão financeira de seu governo nos servidores. Já colocou a culpa da “ausência” misteriosa de tanto dinheiro da cidade no Plano de Cargos. Já colocou a culpa da suspensão do Programa Cartão Dignidade nos empresários. Agora, para não assumir que o governo abandonou a Guarda Municipal, deixando-a sem combustível para viaturas e condições mínimas de trabalho, diz que a culpa das “mudanças” é de quatro guardas que, se realmente existiram naquela situação, é porque, quem sabe, procuravam nos jornais alguma notícia sobre a chegada de talões, água, reformas, telefones, carros, reboques e combustíveis para a corporação. Não acharam, certamente.

Sozinhos e sem carros, esperava o governo que os guardas se calassem e não se articulassem para continuar denunciando esse descaso vergonhoso, esse abandono maldoso da corporação. Ledo engano. O servidor cabofriense já sabe o que quer e por onde caminhar.

O prefeito não é um senhor de engenho nem um coronel da república velha para castigar seus súditos e escravos com punições morais para erro cometidos. Por trás da postura punitiva infantilizada, aos moldes dos colégios internos da década de 30, está, na verdade, a fuga da própria culpa por dar mais valor ao pagamento de obras a empreiteiros e compras em mercados de subprefeitos do que ao trabalhador da cidade

Todo apoio aos companheiros da Guarda Municipal de Cabo Frio. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Todo meu apoio aos companheiros da Guarda Municipal de Cabo Frio.

Anônimo disse...

Claro que os colegas guardas terão sempre meu (e de todos de minha categoria, certamente): apoio, suporte e entendimento, até mesmo porque trabalho diariamente com os mesmos, fora de sua base, mas protegendo patrimônio, e o que vivemos-servidores- é um total descaso!
Já escrevi um comentário em sua matéria do dia 29/08... O que vivo em minha Secretaria todos os dias é o mesmo dos colegas da guarda...E que alguém da SEME também relatou...E que talvez passem todos os outros de outras secretarias... Exatamente os mesmos problemas... Não poderíamos todos nos mobilizar?
Se eu envio fotos de onde trabalho e as condições de trabalho, pode ter certeza de que no dia seguinte algo ocorrerá comigo. Fato. Calo-me pois não há mobilização entre meus colegas de profissão e/ou o sindicato talvez não esteja nos olhando com carinho e/ou falta comunicação, não sei, conjecturas... E já conversei contigo Rafael, via e-mail, sobre isso.
E nem posso colocar meu nome e a secretaria a qual pertenço, isso é um absurdo, o cúmulo da indignidade e da maneira que somos tratados! Mas chefes de familia "não tem direito" à liberdade de expressão nessa prefeitura. Ou então seremos punidos.
No mais, sigo contigo na contagem regressiva! No momento, "é o que me resta"!

Anônimo disse...

Esse secretario da guarda é uma comédia.Fraco pra caramba,como toda equipe desse prefeito.