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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

EDITORIAL - Dia de pensar.


Hoje, dia 11 de agosto, comemoramos duas datas especiais: o Dia do Estudante e o Dia do Advogado. As datas devem ser motivo de celebração, mas também de reflexão acerca da importância que esses grupos têm - ou deveriam ter - no caminhar da nossa sociedade.

A reflexão mais importante deste dia, no primeiro caso, entendo, tem relação com a participação do estudante na condução do processo educativo. É claro que, individualmente ou coletivamente, não estamos propondo uma gestão estudantil, mas uma integração dos alunos com professores e funcionários nos rumos da educação local. É por não entender o estudante na prática, dizendo prestigiar seu contexto apenas na teoria pedagógica, que nossos sistemas encontram-se, via de regra, completamente desanexados, apartados do cotidiano da juventude, ao ponto da escola tornar-se um não-lugar, um ambiente irreal, diferente do que o aluno almeja, espera e vive. 

Somente uma política pública de educação que ouça o estudante pode dar certo. O resto é atraso.

Para isso, cabe aos alunos se organizarem, especialmente, por meio da formação de grêmios estudantis. Mas a democracia, por outro lado, não pode ficar restrita somente às instituições. A busca por direitos deve se constituir uma prática comum e corriqueira, dependendo, claro, de evidente apoio da coletividade discente, para que não se tornem as demandas desejos particulares.

No segundo caso, é preciso pensar como o direito e a justiça, no sentido institucional, geram resultados efetivos para o processo político de busca da democracia - e não há como isso acontecer sem a figura do advogado. Muitos lutam por justiça, mas só o  advogado pode transformar as lutas em causas.

Em minha trajetória, tenho vivido isso. Uma série de questões que aqui criticamos, propomos e apontamos, só puderam, só podem e só poderão se efetivar como resultados práticos no processo político e social da cidade através da figura do advogado. 

Tradicionalmente, há uma disputa entre duas correntes de associativismo militante: a tese da pressão político-popular e a tese da judicialização das demandas. Na primeira, de tendência sindicalista marxista, defende-se que apenas a mobilização das pessoas nas ruas lutando por direitos pode gerar resultados. Na segunda, oriunda do associativismo estadunidense contemporâneo, o resultado só vem com a luta jurídica, independente do povo nas ruas.

Creio não haver oposição, mas complementaridade entre ambas. Devemos lutar pela mobilização popular em torno das causas, pela organização da militância e pelas batalhas discursivas, seja nas redes sociais ou nas ruas. Mas quando a situação se agrava e o resultado meramente político não vem, é preciso aliá-lo à disputa judicial, buscando nas leis e nos tribunais uma resposta segura e rápida das demandas sociais mais urgentes.

A justiça brasileira tem evoluído muito, seja no mérito, seja na celeridade processual. E boa parte dessa melhora, singularmente, no campo do rigor da fiscalização política, se dá graças aos advogados.

Portanto, hoje é dia de agradecer, a você aluno, e a você, advogado, por contribuírem tanto para melhoria da nossa cidade. Mas ainda podemos fazer muito mais. E hoje, é dia de pensarmos juntos nisso.

Bom dia!


Um comentário:

Anônimo disse...

Todo dia Professores vem até a mim reclamar dos cursos de formação que são cancelados na Escola Amélia Ferreira em Tamoios. Esse Governo não respeita nem os Professores de Tamoios. Professores encaram a escuridão, gastam dinheiro com deslocamento para chegar na Escola Amélia Ferreira e o curso é cancelado sem aviso prévio. Os professores são ameaçados de cortes nos salários por não cumprirem cursos que o Município cancela todas as semanas.
Loteamentos da Orla de Tamoios