domingo, 22 de junho de 2014

EXCLUSIVO - Novas movimentações para as eleições fluminenses: César Maia (DEM) pode ser candidato ao Senado e trazer três partidos para o apoio de Pezão (PMDB).

No início da manhã de hoje, o pré-candidato ao governo do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) ofereceram ao ex-prefeito do Rio e atual vereador carioca, César Maia (DEM), a vaga na candidatura ao Senado na chapa da situação.

Sérgio Cabral estaria disposto a abrir mão da candidatura ao Senado para coordenar a campanha de Pezão, não sendo candidato a nada nesta eleição ou vindo candidato a deputado federal. A primeira hipótese é a mais cotada.

Em troca da vaga, César Maia traria o décimo sexto partido para a base governista, o até então adversário DEM, o que consolidaria a aproximação entre o PMDB e Aécio Neves no Rio. De quebra, PPS e PSDB, que realizaram convenção conjunta hoje, poderiam vir de quebra para a chapa de Pezão.



Os dois partidos se reuniram hoje na Câmara Municipal do Rio. O evento acabou há pouco, às 15h. Ficou decidido que as duas legendas farão coligação proporcional, mas que ficará nas mãos das duas executivas decidir a coligação majoritária, até o dia 30.

O deputado Comte Bittencourt declarou ao Globo hoje que seu partido, o PPS "está numa encruzilhada", mas que, no final, vai seguir o PSDB. Já o deputado estadual Luiz Paulo, presidente tucano estadual, afirmou que seu partido está alinhado com César Maia. Os dois disseram ao jornal que é grande a possibilidade de apoio a Pezão, apesar de terem sido oposição ao governo estadual nos últimos anos. Isso se deve à recente aproximação da chapa a Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da república.

César Maia ainda não se pronunciou sobre o aceite ou não da proposta do PMDB. Seu partido, o DEM, realiza convenção no próximo dia 25, quarta-feira.

Se a costura se consolidar, fica ainda mais evidente a polarização da sucessão estadual entre Lindbergh (PT) e Pezão (PMDB), isolando Crivella (PRB) e Garotinho (PR), que embora liderem as pesquisas, não conseguiram se articular com outros partidos para se viabilizarem.

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