segunda-feira, 23 de junho de 2014

EDITORIAL - Escola Municipal Patrícia Azevedo: uma luta da comunidade do Grande Jardim Esperança.


Hoje vamos nos calar e reproduzir na íntegra o texto postado pelo companheiro Joaquim Machado em uma rede social, traçando o histórico de luta da comunidade do Jardim Esperança e adjacências pelas obras na Escola Municipal Patrícia Azevedo:

Em abril de 2013, a escola Patricia Azevedo acabou tendo que interromper suas atividades devido a contaminação no lençol freático que atingiu a cisterna da escola. Após isso, passou a funcionar provisoriamente em duas igrejas, fato que tinha a promessa de durar poucos meses. 

15 meses depois, os funcionários e alunos continuam alocados nos estabelecimentos religiosos. 

No segundo semestre de 2013, o prefeito esteve na igreja católica, onde está metade da escola, apresentando projetos para o bairro Jardim Esperança, mas não tocou no assunto da escola. Porém, indagado, disse que o projeto estava sendo feito . 

Em dezembro, após pais de alunos agendarem uma passeata, horas antes da passeata ocorrer a secretaria de educação enviou o projeto da escola e marcou uma palestra pra mostrar a comunidade como seria a escola. Nesta reunião foi firmado o compromisso com a comunidade de a obra começar no inicio do ano de 2014, e terminar ate o início do segundo semestre. 

Em fins de março/começo de abril , após uma das mães chamar novamente a InterTV, que já havia visitado a escola em abril, quando de sua interdição, o então secretário de desenvolvimento urbano, senhor Gustavo, se pronunciou, e desta vez a promessa foi a de que seria finalizada a licitação com início da obra em maio e término em novembro. 

Aliás , durante essa época, o engenheiro avisou à escola que o prefeito havia mandado "ele se virar", pois queria a escola inaugurada em julho. porem até hoje, nada.



Ultimamente, por volta de maio/junho, o que foi ouvido foram previsões de que cinco escolas (Samburá, Vila do Sol , Colinas do Peró - Patrícia Azevedo - e outras) seriam inauguradas/começariam a funcionar no ano letivo de 2015 (quase dois anos apos o fechamento).
 
Além disso, neste ano, a comunidade do Jardim conviveu com a promessa da construção do parque do povo (também na Colina do Peró), bem como da urbanização do bairro Parque Eldorado III, promessa de creches neste bairro (que fica após o Tangará), além da promessa da aplicação de 78 milhões de reais na urbanização e outros serviços em bairros como Monte Alegre II, Reserva do Peró , Guriri , Jardim Peró.
 
Poucos dias atrás, o que foi noticiado foi que seriam gastos 150 milhões na urbanização do grande Jardim Esperança, bairro que não aparecia como contemplado na previsão anterior (a de 78 milhões), e com novas promessas de construção de escolas e creches.

Também já foi observada a promessa de grandes empreendimentos na região da estrada Campos Novos, além da PROMESSA DA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DE 4 MILHÕES DE REAIS EM CONTRAPARTIDA DA LIBERAÇÃO DA INAUGURAÇÃO DO SHOPPING PARK LAGOS , ASSIM COMO UMA ROTATÓRIA NA REGIÃO DA PRAIA DO SIQUEIRA, , AMBAS INCLUSIVE NÃO SE REALIZARAM ATE HOJE.

SEM MAIS 

Esse é o relato da saga da escola Patricia Azevedo.

O texto do companheiro Joaquim tem como "promessa" a palavra que mais se repete: nove vezes. Entretanto, nenhum dos compromissos firmados com o povo, segundo o texto, foi cumprido. O retrato dessa saga é o mesmo da gestão atual de Cabo Frio em seus 18 meses, e que repete a tendência que já dura os mais de 40 anos de disputa pelo poder desse grupo na cidade: o descaso com a educação; o descaso com a periferia; e a predileção, em detrimento destas duas prioridades, em relação aos investimentos em outras áreas menos estruturais e essenciais para a população, como uma obra de valor e necessidades suspeitos na Orla da Praia do Forte; como shows e eventos de valores suspeitos no centro da cidade, bem como outras incoerências no gasto e na gestão do dinheiro público, da merenda escolar a verbas federais, como o Fundeb.



Parabenizamos o companheiro Joaquim pela coragem e seriedade no relato e reafirmamos nosso compromisso, com ele e com toda a comunidade do Grande Jardim Esperança, em estarmos juntos nessa luta, agindo dentro das instâncias legais e possíveis para que essa promessa se cumpra. Essa batalha é de toda a cidade. É de todos nós.

Bom dia!

Um comentário:

Anônimo disse...

Rafael, boa tarde.
Eu fico admirado com o seu empenho e tenacidade. Confesso, que só escrevo por se tratar do seu blog que merece respeito e consideração.
É interessante, que essas pessoas ainda acreditam "no vai dar certo ´que deu certo" ou "Governo da Dignidade". Em uma pequena reflexão, vejamos:
1º) "Como vai dá certo, o que NUNCA deu certo". O povo de menor conhecimento e formação intelectual e financeira, ainda cai no "conto do marketing político". Será que essas pessoas não conhecem as histórias e os enredo da administração do Ditador, perseguidor, déspota e hipócrita de Alair Correa? Será que esse povo é tão desinformado a este nível? Será que eles não conseguem enxergar que ele é um dos que ajudaram ao não avanço dos bairros periféricos de nossa cidade? Será que esse povo "desinformado" e "analfabetos funcionais", nunca entenderam a razão de não alavancarmos, na educação, saúde e transportes, nas administrações deste Ditador? Será que essas pessoas, se contentam com as migalhas, enquanto ele e seus babás se ficam com o filé das verbas públicas do nosso, usando-as da maneira que lhe convier?Em sã consciência, este povo, poderia responder, onde já foram parar os mais de 1 bilhão e trezentos milhões, arrecadados nestes 16 meses? Interessante, que há políticos, que chamam os eleitores de mentirosos e ladrões, pois se trocam por uma cerveja, um jogo de camisa, um churrasquinhos, templos religiosos, coniventes com o piso laje ou portaria para o seu pseudo líder?
2º) Quanto a dignidade, eles não sabem o significado, quiçá o povo.
Ps. Tenho que fazer no "anonimato", pois sou servidor público.É lamentável.