sexta-feira, 27 de junho de 2014

EDITORIAL - Em algumas prefeituras do Brasil: um negócio de família.


Cargos de confiança podem ser dados, legalmente, a parentes. O posicionamento jurídico dos tribunais, entretanto, não exclui outras realidades, até porque a vida é maior do que a lei, ainda que aquela precise desta para ser segura, na maioria dos casos.

Temos visto em algumas prefeituras do Brasil não apenas um processo numericamente forte de nomeação de parentes de uma mesma família - a família do prefeito - para os cargos da administração da cidade, mas também dos que administram pastas apenas para "inglês ver", enquanto o gestor de uma ou de determinadas secretarias, por exemplo, acaba sendo outro membro do mesmo clã.

Mas não é apenas isso. Os cargos políticos também são geneticamente ocupados. Nas presidências das Câmaras, por exemplo, pode estar um parente também. Até aí tudo bem, afinal, o vereador teria sido, nessa hipótese, eleito "democraticamente" por seus pares, embora estes, certamente, tenham recebido uma sugestão paterna para fazê-lo. Mas daí a articular uma manobra política (ainda que legal) para perpetuar sua presidência, em outra hipótese, seria a garantia de que não haveria outro interesse deste tipo de governo que não fosse manter o poder cada vez mais em torno de uma só célula familiar.



A insatisfação, nesses casos, seria interna e externa. Um grupo minúsculo, de não mais de 6 pessoas, "governaria" a cidade, restringindo em suas mãos, na prática, todas as pastas, todos os recursos a serem destinados à cidade e todas as estruturas políticas. Neste grupo, nem precisaria dizer, todos teriam o mesmo sobrenome, direta ou indiretamente, ou ao menos o adotariam por afinidade.

Nossa postura fixa, definida e imutável, é a mesma sempre: aqui não se fala da vida pessoal de ninguém. Nosso debate é político, institucional e social. Há casos, entretanto, ao contrário disso, nos quais a própria família é que transforma a si mesma no Estado, tornando-se uma só com um governo, e, portanto, se submetendo ao processo de crítica política - é a Oligarquia, tão presente na história do coronelismo brasileiro. 

Vivemos sim, em algumas prefeituras do Brasil, o renascimento triste e doloroso dos tempos nos quais um só ou pouquíssimos sobrenomes mandavam - ou ao menos tentavam mandar - em tudo e em todos, guardando para si o poder que deveria ser, administrativamente, dividido entre os quadros de um grupo político; e socialmente, oferecido em forma de política pública ao povo.

No primeiro caso, cabe lembrar que o motivo pode ser que tais governos tenham poucos quadros políticos para ocupar as centrais da administração municipal. Mas isso não justifica o processo de familiarização do poder: deve haver alguns bons técnicos e administradores nessas situações. Estes, porém, ficam renegados à periferia da periferia do poder, apartados das benesses justas de um governo, em prol de um ou poucos sobrenomes. E isso, certamente, traz a insatisfação das ruas para dentro desses próprios grupos governistas, fatalmente esfacelados pela centralização familiar de uma gestão.

Já no caso da ausência de políticas públicas, que impede que o poder seja partilhado com o povo, cabe perguntar a estes mesmos governos oligárquicos/familiares os motivos pelos quais municípios ricos estejam tão carente de investimentos, especialmente, na periferia, indo da gaze dos hospitais à ruas sem asfalto. Para onde está indo o dinheiro?

Eu tenho uma suspeita. Mas isso é coisa para se discutir em família.

Bom dia!

7 comentários:

Julio disse...

Ainda bem, que tudo isso está longe da nossa realidade. Com a mudança de governo, Cabo Frio ficou tudo muito digno e muita felicidade. Os serviços funcionam que é uma beleza. Nem precisamos reclamar de nada!
Tô muito satisfeito!

Anônimo disse...

Muito engraçado ,ver o que o dinheiro é capaz de fazer com as pessoas ,são intituladas de inteligencias se não fosse ,já pensou .Um deputado ficar no copa dor ,é porque é hospital para rico e bom .Mas quando foi uma filha do prefeito do PP QUE ELE APOIA E ACHA QUE NINGUÉM SABE ,aí PODE .TÁ TUDO CERTO .Este sujeitinho só nis faz rir ,é um fanfarrão ,o bom é que finge bem que gosta e se preocupa com os cachorrinhos .Será, tenho minhas dúvidas .e vocês?

Anônimo disse...

Pior ,é quando se sabe ,que perto de onde o irmão do prefeito e o sobrinho veteador moram .se faz altas festas ,é claro .bancado com dinheiro público. Uma estrutura de alto nível .Enquanto isso ,os hispitais sem remédios ,sem educação com faltas de professores,alunos sem carteiras .faltando roupa de cama nos hospitais e mais enlouquecedor é que na UPA falta blocos de receita .Se tem alguns ,tem guardados ,só para amigos do prefeito.

Anônimo disse...

Não entendo ,o Nepotismo é proibido ou não?

Anônimo disse...

Como fica os setores que usam do Nepotismo, pode ou não?

Anônimo disse...

Professor, a sensação que a cidade de Cabo Frio esta sem controle, um trem desgovernado, um navio sem rumo um ônibus dirigido por uma criança, melhor sem governo, virou uma bagunça generalizada, o Professor Totonho deu uma bela explicação sobre a desculpa de alguns eleitores do atual prefeitinho, pelo total fracasso, na realidade que todos nós sabíamos pois o mesmo já demonstrou em governos passados sua incompetência é um péssimo administrador, pensa só no seu ego, não respeita ninguém, passa por cima de todos valores morais, já demonstrou que é fracassado, usa da politica e a grana alta da prefeitura para comprar todos e tudo, esta pequena explicação demonstra total falta de moral e ética em Cabo Frio, pior que a prefeitura é câmara municipal, essa é uma mera brincadeira de mau gosto, já vi de tudo na vida, mais esses atuais edis de Cabo Frio é sem comentário.

Anônimo disse...

Quero ver se nas eleiçoes para vereador se o povo vai reeleger esses que aí estão.Só pensam no bolso deles.Q camara ruim é essa.