domingo, 30 de março de 2014

EDITORIAL – Eu também quero falar do Garotinho.



Hoje pude rever, desta vez com mais atenção, o discurso do Deputado Federal Ronaldo Caiado (DEM) sobre o também deputado Garotinho (PR), após este ter subido à tribuna com seu ar moralista e detonado a Casa, como se muito diferente dela fosse.

Não se trata de tornar Caiado um herói. Seu partido e sua conduta parlamentar não são lá grandes coisas. Mas, naquele momento, o deputado representou uma boa parte da população fluminense, que gostaria de ter dito ao ex-governador tudo aquilo que ele disse. Inclusive eu.

Não custa lembrar, para ajudar Caiado (só desta vez), que durante o governo do campista no estado do Rio, funcionava um escritório de advocacia comandado pelo então secretário estadual de Justiça, Antonio Oliboni, que, de forma ilegal, atuava em causas contra o Estado.

O atual presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho, indicado por Garotinho, era um dos sócios do “empreendimento”, que ficava no 20º andar de um edifício no centro do Rio. O escritório teria funcionado, desde a campanha eleitoral de 1994, como quartel-general das campanhas do político campista.

No mesmo escritório, Oliboni cuidava dos interesses da empresa Brasal, de Jair Coelho, que fornecia comida aos presos do Estado, sem licitação e sob a suspeita de superfaturamento do preço unitário da refeição (R$ 4,50) - a Máfia das Quentinhas.

O ex-Chefe de Polícia do Estado no governo Garotinho, Álvaro Lins, por sua vez, teve o seu mandato de deputado estadual cassado após o Ministério Público Federal denunciar sua suposta participação em esquemas de corrupção passiva, de formação de quadrilha e de enriquecimento ilícito. Lins também foi acusado, dessa vez pela Polícia Federal, de ter ligações com as milícias e de ter buscado apoio dos grupos paramilitares para vencer a eleição em 2006. Nesse mesmo processo, Garotinho e outras 14 pessoas foram denunciadas pela Polícia Federal e Ministério Público pelos crimes de formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro.

Eu jamais ajudaria o Caiado, a não ser com essas informações para um próximo uso da tribuna em Brasília. Eu jamais me filiaria ao partido do Caiado. Eu jamais votaria nele. Mas gostaria muito que o eleitor fluminense votasse como o Caiado votaria para governador se aqui abrigasse seu título. Embora isso não torne o deputado goiano um herói. Muito menos o parlamentar campista.

E antes de terminar, o vídeo pode ser assistido AQUI.

Bom dia!




Um comentário:

Anônimo disse...

Eu acho que caiado tem razão ,esses homens tinham que esta presos .