quinta-feira, 7 de novembro de 2013

EDITORIAL - A tragédia de Bangu: entre tradições e modernidades.


Saindo um pouco da esfera meramente local do debate político, há ainda de se refletir nos significados e causas do que ocorreu em Bangu na semana passada, quando um policial militar e uma criança acabaram mortos após violenta troca de tiros entre a PM e bandidos que buscavam libertar líderes do fórum localizado naquele bairro. 

Naquela ocasião, os chefes do crime organizado estavam tendo seus depoimentos colhidos no Fórum.

Compartilho da defesa do advogado Felipe de Santa Cruz, presidente da OAB-RJ, declarada em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira: é preciso abandonar, nestes e em outros casos, o rigor da tradição jurídica e apelar às modernidades. Não há o menor sentido em ter preconceitos e restrições à inovações salutares ao bom direito, como a videoconferência para a coleta dos depoimentos de presos, o que, ainda, traria economia e segurança ao Estado, que translada cerca de 400 detentos por mês dos presídios aos fóruns para depôr.

É preciso abandonar no Brasil o ranço do direito germânico, focado nas análises subjetivas e divinas do magistrado, que justificavam a necessidade da presença corpórea do depoente, pois apenas o sábio e iluminado juiz poderia perceber nos pequenos sinais daquele suspeito os códigos divinos - ou demoníacos - da culpa ou da inocência.

Não há mais juízes divinos, nem sensitivos. Há uma sociedade desregulada, carente de economia estatal e segurança pública, ávida em utilizar os recursos tecnológicos para o maior número de melhorias possíveis da situação caótica vivida.

Não basta defender direitos, é preciso ousar.

Bom dia!

2 comentários:

Anônimo disse...

O numero de obras irregular é uma coisa assustadora, a fiscalização não existe. dentro dos loteamentos da orla de Tamoios existem dezenas de obras irregulares. A prefeitura deixa de arrecadar impostos com essas obras irregulares, o Engenheiro e o Arquiteto não ganham dinheiro. mais alguém deve esta ganhando muito dinheiro com essas obras irregulares. Imagina vc quem é? porque não tem fiscalização? porque ninguém toma providencias?
que coisa né.

Anônimo disse...

Querido, voce sabia que não tem nem viatura para os fiscais de obra trabalharem em Cabo Frio?