sexta-feira, 8 de março de 2013

NOTA OFICIAL: BLOG DO RAFAEL PEÇANHA ENCERRA SUAS ATIVIDADES



Nosso blog vem informar a todos que, a partir da data de hoje, encerra suas atividades por tempo indeterminado.

Os últimos dias têm sido de grande pressão e reflexão. Desde segunda-feira, dia 4 de março, temos recebido ameaças e “recados”, pessoalmente, por telefone e através das redes sociais. O ato administrativo número 1 da Secretaria de Educação, que anula nosso remanejamento, é apenas uma parte pequena de todo um conjunto de ações contra minha pessoa.

Por preferir não pagar para ver e por ter uma família, com um filho recém-nascido para cuidar, abro mão deste canal de comunicação com a população, com muito pesar, mas tendo a certeza de ter tomado a decisão correta, após conversar com vários amigos e companheiros.

As ações contra minha pessoa não irão parar. O governo tem se mostrado tão perdido em sua raiva contra mim quanto é perdido em sua administração. No domingo (um dia antes da confecção do Ato Administrativo no 1), o prefeito, por ser perfil oficial, adentrou meu facebook por volta do meio-dia, pelo celular, para me acusar de ter sido funcionário fantasma da secretaria de obras do governo anterior. Ontem, um blogueiro governista me acusou de ter sido fantasma também, mas na secretaria de governo da gestão passada. Me acusou, ainda, de nunca ter entrado numa sala de aula pela rede municipal, tendo que, de maneira constrangedora, se retratar depois. O show de competência da perseguição é o mesmo show de eficiência da administração. Creio que em dois meses eles conseguirão se organizar e decidir do que me acusarão, finalmente. Cabe salientar que todos esses “fatos virtuais” encontram-se devidamente printados e arquivados, podendo servir de prova a quem quer que seja.

Um dos principais organizadores da caça à minha pessoa é o vereador inimigo número 1 dos servidores de Cabo Frio, que tudo armou contra o PCCR. Hoje, a atuação mais firme desse vereador, que gosta de trabalhar com parentes de amigos, é passar o dia no RH da prefeitura vasculhando documentos contra mim, ao invés de pensar projetos relevantes para a população. Na tribuna, ele preferiu gastar seu tempo regimental para me atacar, mesmo sem citar meu nome, ao invés de discursar em favor do povo. Ele é o retrato fiel de uma Casa Legislativa e de um Poder Executivo omissos, submissos e afastados dos anseios da população, mas dedicados ao seus jogos de intrigas, perseguições e eliminação de opositores.

Eu sou Rafael. Não sou melhor do que ninguém. Não sou exemplo de nada para ninguém. Cometi e cometo erros. Lavava vasos em escritório de advocacia quando passei para o concurso da Câmara Municipal em 1º lugar em 2004. Trabalhei naquela Casa por 5 anos, paguei minha faculdade com muita luta, até ser aprovado, em 2009, para os concursos das redes municipais de Cabo Frio e de Macaé, ambos também em 1º lugar. Eu ia 3 vezes por semana ao Rio fazer minha Especialização, chegando 2h da manhã e acordando 7h para trabalhar, gastando quase 50% do que ganhava em passagens. Eu assumi escolas e turmas quando fui convocado do meu concurso, e desde então, dou aulas, primeiro na E.M. Vereador Leaquin Schuindt, no Jardim Esperança, depois na E.M. Edith Castro dos Santos, em Tamoios, e agora no Colégio Rui Barbosa.

Eu não assino ponto em casa nem coloco parentes para receber no meu lugar. A comunidade escolar me conhece, os alunos, professores e funcionários das escolas sabem da minha luta. Eu viajo duas vezes por semana para Macaé, totalizando 8h de viagem semanal, incluindo 28km semanais de dura estrada de chão, para cumprir fielmente meu cargo efetivo naquele município. Eu saí do interior do estado, sem conhecer ninguém, para tentar a sorte num mestrado e num doutorado de uma universidade federal da capital, e, por competência, venci. Eu passo, por vezes, 14h do meu dia dando aulas. Eu durmo quase nada para dar conta da minha luta e sustentar minha família. Eu nunca recebi um só tostão para defender político nenhum.

Quando um dos blogueiros governistas me acusou de ser remunerado para tal, há cerca de um ano, lhe respondi propondo a quebra do meu sigilo bancário para comprovar a acusação. Recebi, como resposta dele, o silêncio dos derrotados. Eu tenho e sempre tive uma posição clara, parcial e partidária. Eu nunca enganei ninguém. Eu nunca me fingi independente ou militante de uma causa bonitinha para, na verdade, compactuar com um grupo político poderoso sem me tornar rotulado e desgastado na mídia. Eu sempre agi de acordo com minha consciência e vontade, como faço agora, encarando o preço por não usar máscaras. Então não é qualquer um que pode me apontar o dedo e falar de “trabalho”.

Como servidor, eu tenho direitos. Não haverá um só direito que queiram me tirar e que não receba uma contestação dura e firme. Esse ato de cancelamento de remanejamento, ilegal e arbitrário, é o primeiro deles.

Vou deixar a rede social para me dedicar à minha família, à minha carreira acadêmica, e aos tribunais, lutando para defender, em juízo, quando necessário, os direitos que entendo possuir, diante de quem quer que seja. Saio de cena dando alívio aos adversários e oferecendo a eles a vitória, caso assim interpretem, em suas preocupações diárias com essa “importantíssima” disputa. Querem a cidade só para vocês, sem opositores? Usem-na. Deixo o blog para me dedicar aos meus e a mim. Não porque a cidade não mereça meu tempo e minha luta, mas porque minha cidade começa na minha casa.

Muitos me chamarão de covarde. Outros comemorarão ao lerem esta postagem. Não me importo. Lamento apenas por deixar a população com menos uma ferramenta de resistência. Não digo que cansei de lutar sozinho, porque tive e tenho companheiros fiéis e dedicados ao meu lado. Deixo apenas a frente de batalha para voltar para casa e brincar com meus filhos, porque as lutas sempre existirão, mas uma cara de criança não dura eternamente. Não serei o último romântico de uma cidade mais justa, nem o primeiro comandante de uma oposição desanimada. Eu só quero ir para casa.

Serei o mesmo Rafael, com minhas críticas, opiniões e expressões, nas ruas da cidade, sempre disposto a ouvir quem se revolta contra os desmandos e sempre pronto a apoiar quem luta por uma Cabo Frio, de verdade, mais digna.

Um aluno perguntou-me ontem se o correto é escolher fazer o mais urgente ou o mais importante. Sem saber responder, escutei do mesmo que a segunda opção é a certeira. Pois bem, Paulinho: Eu escolhi o mais importante.

Agradeço a você, aliado ou adversário, que, por muito tempo, acordou às pressas para acessar nosso blog, e dele, obter um pouco de raiva ou de esperança por uma cidade melhor, contribuindo com os milhares de acessos diários por IP que esta página adquiriu durante anos de lutas. A você, que nos segue, nos acompanha, e se informa por aqui, nossos sinceros e emocionados agradecimentos. 

Continuaremos juntos, sempre.

Até breve.

quarta-feira, 6 de março de 2013

NOTA OFICIAL DO BLOG: GOVERNO ALAIR ANULA MEU REMANEJAMENTO DE FORMA ILEGAL POR PERSEGUIÇÃO POLÍTICA



Na data de ontem, 5 de março de 2013, fui surpreendido ao ser convocado pela direção do Colégio Municipal Rui Barbosa para tomar conhecimento do Ato Administrativo no 1, da Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio, assinado pela Exma. Sra. Secretária de Educação Elenice Martins, nomeada pela Portaria 10, de 2 de janeiro de 2013.

Ocorre que o Ato, o primeiro do ano de 2013, mesmo já estando em março anula o remanejamento que realizei no dia 29 de janeiro deste ano, deixando a Escola Municipal Edith Castro dos Santos, em Tamoios, na qual sou lotado, para integrar o já citado Colégio Municipal Rui Barbosa.  

Sou o ÚNICO professor com remanejamento anulado pela Secretaria de Educação em todo o município, sendo o ÚNICO memorando que não foi enviado da mesma Secretaria para o Colégio Rui Barbosa.


O caso é um clássico de PERSEGUIÇÃO POLÍTICA e é ligado a outros fatos, conforme relataremos abaixo.

1.     A Secretaria de Educação de Cabo Frio abriu o processo de remanejamento de escolas através de um ofício enviado às escolas em janeiro, durante as férias dos professores, o que fez com que muitos docentes não tomassem conhecimento do fato. A grande maioria apenas soube do remanejamento pelas redes sociais, já que alguns professores foram às unidades escolares e espalharam o fato. Não houve edital nem foram publicadas as regras do remanejamento.

2.    O processo de remanejamento foi todo verbal. Após esperar horas numa fila, o professor adentrava uma sala com duas senhoras, funcionárias da Secretaria, que, num caderno pautado escolar, anotavam o nome do docente; sua escola de lotação; e a escola para a qual desejava ser remanejado. Ao final da conversa, NENHUM DOCUMENTO ESCRITO era dado ao professor. As senhoras confirmavam verbalmente o remanejamento SEM AO MENOS CONFERIR SE HAVIA VAGA NA ESCOLA DESEJADA. Ou seja: Se 1.300 professores desejassem todos ir para a mesma escola, eles iriam, sem que fosse avaliada necessidade ou existência de vaga.

3.       Por sorte, observei que os companheiros que participaram da fila antes de mim saíam estranhando o fato de NENHUM PROFESSOR SAIR COM MEMORANDO À ESCOLA NOVA, NEM NENHUM DOCUMENTO OFICIAL. Assim, EU GRAVEI TODA A CONVERSA QUE TIVE COM AS FUNCIONÁRIAS DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NO DIA DO REMANEJAMENTO, podendo, assim confirmar o que digo. Ao final do “papo”, eu pergunto se está tudo certo, e recebo resposta afirmativa. Questiono se não sairemos com nenhum ofício ou memorando e recebo a resposta de que “o memorando vai direto para a direção”. Só o meu, de toda a rede municipal, não foi. A conversa gravada está, inclusive editada com legendas.

4.       A argumentação de que a anulação se dá por necessidade de professor na Escola Municipal  Edith Castro dos Santos é, no mínimo, suspeita e incoerente. Num processo de remanejamento, o professor sai da sua escola de lotação para lecionar em outra, deixando a sua vaga em aberto para outro professor remanejado ou contratado. Com minha volta ao Edith, se abriria uma vaga de história no Rui Barbosa, que passaria, também, a “ter necessidade” de professor. Então isso seria “tirar a roupa de um santo para vestir o outro”. Que lógica é essa? Por que impedir, com tanta dedicação e vontade, minha permanência no Rui Barbosa? Medo?

5.       O processo de remanejamento da prefeitura, verbal, sem publicidade, sem documentos entregues aos professores, FOI TOTALMENTE ILEGAL E ARBITRÁRIO. Nunca poderei exercer meu direito de ir para outra escola por que sou contra o governo? Serei o único professor que nunca poderá mudar de escola na rede?

6.       O Ato Administrativo no 1 é outro documento ILEGAL, sem o papel timbrado da Secretaria de Educação ou da Prefeitura. Ao dizer que anula o meu remanejamento, o documento confirma que ele aconteceu. Ao argumentar a necessidade de professor, o documento se ridiculariza, já que me pede para deixar uma escola, o que gerará necessidade de professor também no Rui. Que preencham a “necessidade” do Edith com um contratado, como sempre é feito quando um concursado exerce seu direito de remanejamento. Por que meu caso tem de ser o ÚNICO diferente de toda a rede?

7.       Além De ilegal, o procedimento foi arbitrário. A Secretaria confirmou verbalmente meu remanejamento e não me deu (nem para nenhum professor) o memorando, COMO SEMPRE FOI TRADIÇÃO NOS PROCESSOS DE REMANEJAMENTO DO MUNICÍPIO. Saindo com as mãos abanando, o professor fica nas mãos do governo, que “decide” se ele merece ou não ter seu memorando enviado à direção, dependendo se ele apoia ou não o prefeito em exercício.

8.       O PROCESSO FOI ILEGAL E ARBITRÁRIO porque não havia edital, como nos concursos de remoção. Não havia critérios para o remanejamento. O remanejamento é um direito do servidor, garantido pelo Estatuto do Servidor e pelo Plano de Cargos e Salários do Município. É o direito de um concursado ir para uma escola onde haja vagas. Havia e há vaga para professor de história no Colégio Rui Barbosa. Então, se não havia critérios de escolha, A VAGA É MINHA. Por que tem de ser colocado um contratado no Rui, nessa vaga, ao invés de um concursado QUE TEM O DIREITO À VAGA? Ou será que o critério é a concordância com o governo? Ou será que esse governo corre riscos com um professor concursado ocupando essa vaga? Qual é o problema das minhas aulas para o Ensino Médio da rede?

9.       Por outro lado, o remanejamento deste ano foi mais do que esperado, já que o processo de remoção, a outra oportunidade de mudar de escola, não foi realizado ano passado. Então não tivemos nosso direito de mudança de escola respeitado no ano passado e nem nesse. É isso?


Gostaria, outrossim, de salientar que não possuo nenhum problema, nem pessoal, nem político, nem pedagógico, com a Escola Municipal Edith Castro dos Santos. Muito pelo contrário: Localizam-se lá pessoas das mais dignas e companheiras com as quais já trabalhei, como o diretor João Batista Orozimbo e a Diretora-Adjunta Danielle, e muitos outros funcionários maravilhosos.

Ocorre que É MEU DIREITO me aproximar mais da minha família e de meu filho recém-nascido, ministrando aulas numa escola mais perto de casa caso haja vagas, o que havia – e há – no Colégio Municipal Rui Barbosa.

Esse direito NÃO PODE ser dado ou negado a um professor por ele gostar ou não do atual governo, sob a justificativa torpe de que falta professor da disciplina na escola de origem. Isso é como dizer que um carro não pode ser vendido porque a concessionária ficará com menos um.

Interessante observar que o atual governo me tornou personagem mui importante. No dia 4 de março, foi redigido o Ato Administrativo em questão, e, na mesma data, o perfil “Alair Corrêa Cabo Frio” no facebook, adentrou minha página pessoal para me acusar de ter sido fantasma no governo passado, o que lhe renderá um processo pessoal por injúria, calúnia, difamação e danos morais. O comentário foi excluído e arquivado, junto a outras evidências.

Parece-me que toda a segunda-feira de 4 de março foi dedicada pelo governo a este pequeno professor que vos fala, o que não mostra a minha importância, mas a pequenez do governo municipal, que prefere dedicar os primeiros dias de mandato a perseguir professores, tentar dar calotes seguidos, recheados com mentiras, no PCCR; e a contratar shows bonitinhos para a praia do que dar DIGNIDADE ao nosso povo, que sofre em filas de contratação de professores, que recebem a menos seus vencimentos, que não encontram médicos na UPA.

O atual governo parece possuir um distúrbio de prioridades, portanto, problema que poderia ser tratado na UPA hoje se lá tivéssemos médicos. Mas eu não sou o personagem principal dessa história. Eu sou apenas uma migalha, um figurante dessa novela, cujo personagem principal é o povo de Cabo Frio, oprimido, humilhado, obrigado a se calar, perseguido quando se coloca contra os desmandos do governo no poder.

Todos que acompanham este blog e o que escrevo em outros meios de comunicação sabem exatamente porque tudo isso está acontecendo.

Sei que outras retaliações estão preparadas pelo governo em relação à minha pessoa, porque, volto a dizer, esse tipo de ação perseguidora, junto aos shows de preço duvidoso, são a prioridade no gasto de tempo dessa gente, e não a saúde e a educação da população. Sei do que irão me acusar e já tenho tudo pronto para responder. Podem vir quentes, que eu estou fervendo.

Essa arbitrariedade abre a possibilidade de que o mesmo aconteça com qualquer professor da rede.

CHEGA DE PERSEGUIÇÃO!

É HOJE! PARTICIPE!




Hoje tem R.P. na sua TV


O tema do programa de hoje será extremamente convencional e previsível. Mas os convidados(as) não. Aguarde, prestigie, participe.

Professor cabofriense vai apresentar pesquisa sobre ponto de cultura na Bolívia

O professor cabofriense Fernando Chagas foi convidado para apresentar sua pesquisa no Mestrado de Política Social (UFF) no Primeiro Congresso Latinoamericano Cultura Viva, a realizar-se em La Paz, Bolívia, no mês de maio.

Fernando é um dos exemplos de intelectuais de nossa cidade que luta sozinho por oportunidades no mercado de trabalho e na carreira acadêmica. É preciso investir no professor, ou, ao menos, facilitar sua vida para que ele possa, de verdade, se dedicar a uma formação continuada de qualidade.

A pesquisa de Fernando diz respeito ao Ponto de Cultura da TRIBAL, associação de Cabo Frio contemplada pelo Governo Federal no Projeto Tribal Sobre Rodas da Animação, do qual o moço faz parte.

Parabéns!

COMENTÁRIO: Fernando, muito cuidado, as bebidas na Bolívia são extremamente baratas. Contenha-se. É experiência própria.

terça-feira, 5 de março de 2013

ARTIGO - O combinado saiu caro



Publicado no Jornal Completo em 2 de março de 2013.
A disputa pré-eleitoral de candidaturas ao governo do estado parecia combinada. Pezão (PMDB) e Lindbergh (PT) viriam candidatos e o melhor disputaria o segundo turno contra Garotinho (PR), com o apoio do outro. A articulação foi realizada à semelhança da disputa pela prefeitura de São Paulo, quando Gabriel Chalita (PMDB) e Fernando Haddad (PT) vieram ao pleito, recebendo este o apoio daquele no segundo turno, sendo que Chalita, ao final, se tornou secretário do petista após sua vitória.

Mas o combinado, nesse caso, deve sair caro. O presidente do PMDB do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, ameaçou retirar o apoio do partido à reeleição de Dilma no estado, caso a mesma apoie o senador petista para o governo fluminense. A declaração veio após a atitude da presidenta em permitir – ou não tolir – o petista como garoto-propaganda de seu partido no horário eleitoral da semana que se passou, na qual o ex-cara pintada aparece prometendo que o PT “ainda irá fazer muito pelo Rio”.

Foi o suficiente para estremecer, talvez definitivamente, qualquer possibilidade de acordo direto ou indireto entre os grupos. A composição parece quase impossível. E não é difícil analisar quem tem a perder com isso.

O que é mais fácil: O PT do Rio não apoiar Lindbergh ou o PMDB nacional brecar a tentativa de boicote fluminense de Picciani? Respondo – a primeira. Lindbergh não tem a maioria petista no estado, e Picciani, ao contrário, conta não só com o apoio de Milton Temer, presidente nacional, mas também com a crescente insatisfação da legenda diante do espaço dado pelo atual governo. Isso, somado ao desejo de bastidor de Dilma em tornar Eduardo Campos (PSB) seu vice, dando a Temer a eleição garantida no estado de São Paulo, pode ruir de vez a corda que liga as duas legendas. A não ser, claro, que Temer aceite, ou que consiga manter-se como vice, ou ainda, que seu partido siga ocupando essa vaga. Aí, o jogo muda para Picciani.

A possibilidade de Lindbergh deixar o PT e migrar para o PSB, fazendo coro a Eduardo Campos, articulando o Rede, de Marina e outras forças, não está longe. Deixar o PT no colo do PMDB para surgir como terceira força, passível de se tornar segunda ou primeira, é um caminho. O PMDB também visualiza uma eleição quase imperdível com o apoio das máquinas estadual e federal. De brinde, essa disputa semi-interna ainda coloca Garotinho no ostracismo, até quando ela durar. Não sei. Mas pode ser que a briga possa ser tão ruim quanto boa. Para quase todo mundo,

É AMANHÃ!



segunda-feira, 4 de março de 2013

Coluna de Odnagil Esadof, o Repórter Russo radicado no Guarani



EM CABO FRIO:


Sem Prestigio
Um advogado que acompanhou o atual prefeito nos últimos anos anda meio cabisbaixo, é que ele tinha sido nomeado para uma função através da portaria 180 e foi exonerado e nomeado novamente através das portarias 1.787 e 1.788. O motivo da tristeza é que a sua antiga portaria irá para um amigo de um advogado famoso em nossa cidade. Não adianta ser competente, tem que fazer barulho.

Lançamento
Um parente do prefeito de Cabo Frio, que não é seu filho, vem se lançado candidato a deputado estadual em rodas de amigos e seguidores, encontrei uma seguidora do 2º distrito e a mesma falou: É ele em 2014. Só um detalhe: Um dos seus maiores cabos eleitorais pretendia esta vaga. Será que esse cabo vai desistir de novo? Se desistir, vai ter barraco.

Contratos
A contratação temporária é permitida por lei desde que haja uma justificativa. Ao pegar o ônibus do Guarani para o centro, observei vários funcionários de apoio da Guarda Municipal e o vinculo de contrato dos mesmos deveriam se encerrar no final da temporada, ou seja 28/02. Pode estender contrato por mais tempo? Porque não convoca os concursados se ainda existe um concurso em validade?

Comerciantes
Os comerciantes do bairro São Cristovão não estão nem um pouco satisfeitos com as novas mudanças no trânsito que serão implementadas pelo atual prefeito, mas não adianta contestar, pois quem manda é ele. Fique tranquilo, vai dar certo.


ENQUANTO ISSO, EM ADAMARRET...


Pagamento
Na minha terra natal Adamarret, diversos amigos mandaram e-mails sobre os seus pagamentos, pois em sua maior parte vieram errados, depois não querem que eu publique a tabela comparando o nível de escolaridade dos secretários. Isso que é ser competente, não acerta uma.

Pagamento II
Os professores contratados de Adamarret andam dizendo que irão trabalhar 20% a menos que os efetivos. É que os mesmos trabalham a mesma carga horária, mas recebem 20% a menos em seu salário. Essa seria uma boa solução. Mas vou fazer um questionamento: Será que a lei Russa permite que a pessoa que trabalhe no mesmo cargo público tenha Teto diferente? Ou será isso que é ser competente, não acertar uma?

Empreiteiras
Na cidade adamarretiana alguns empreiteiros estão abrindo novas firmas, pois o atual prefeito não admite que firma que trabalhou no governo passado trabalhe no atual. O interessante é que mudam os nomes mas as empresas e os esquemas são os mesmos.
Espião
Na noite de sexta-feira dia 01/03, o atual prefeito de Adamarret pediu a um dos seus seguidores que colocasse dois espiões: Um na rua e outro no canal que banha um clube local, para acompanhar as pessoas que foram ao aniversario do ex-prefeito. As anotações foram feitas, agora é só aguardar as sanções que serão realizadas nas próximas semanas contra as pessoas que compareceram. Isso é que é Democracia.

OBS: Todas as informações veiculadas neste espaço são de responsabilidade do colunista, que pode ser contatado pelo e-mail odnagilesadof@bol.com.br.