sábado, 28 de julho de 2012

Diferente por quê?

Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 28 de julho de 2012

Mantendo o mesmo padrão eleitoral de 20 anos, já que, pelo menos, desde 1992 as eleições de Cabo Frio são polarizadas, as duas principais candidaturas da cidade têm apresentado campanhas diferentes nas ruas da cidade, denotando também duas diferenças de propostas para a governabilidade do município.
 
O candidato que já foi prefeito por 14 anos e disputa o poder na cidade desde os anos 70, tem prometido fazer o que não fez em um governo de quase duas décadas. Com propostas de realidade suspeita e pouca responsabilidade com o eleitor, este candidato não vai às ruas, não bate nas portas das casas dos cidadãos, não desbrava os cantos mais dolorosos da cidade, não faz visitas nem corpo-a-corpo e ainda não fez comícios. Apostou sua única ação pública de campanha em uma caminhada mais próxima a um carnaval fora de época, comparação esta que só peca devido ao número pequeno de participantes e grande de carros e bandeiras – o oposto do movimento micareteiro.
 
O outro candidato tem apresentado propostas concretas e possíveis, estudadas dentro da realidade orçamentária do município. Nunca foi prefeito da cidade e surge como opção de um novo nome dentro da disputa judicial e eleitoral arrastada por 4 anos na política municipal, provocada pelo adversário, preso, ele mesmo, a várias pendências judiciais, com direito a sete contas rejeitadas pelo TCE-RJ.  
 
Esse outro candidato tem apostado no corpo-a-corpo, na visita às casas, às famílias, no andar pelas ruas mais sofridas da cidade, levando sempre uma palavra de consolo e esperança para o cidadão, para a nossa gente. Ele não tem medo de andar de cabeça erguida pelos bairros de Cabo Frio, e realiza esse tipo de ação todos os dias, duas vezes, em diferentes localidade do município, porque entende que é no contato com o povo, é com o coração da gente que se alcança a vitória. Ontem ele foi o primeiro candidato a realizar um comício na cidade, no bairro em que nasceu e no qual vive até hoje, impressionando a cidade pela organização, pela qualidade e pela quantidade de participantes e apoios declarados ao longo do evento.
 
A diferença fica cada vez mais clara. Cabo Frio cansou da megalomania, dos números exagerados, da campanha feita de cima para baixo, desprezando o contato com o povo, o abraço do trabalhador e o beijo da mãe de família. Cabsou da campanha feita com o fígado, do desejo de vingança, do ódio e do rancor. Cabo Frio já cansou dos velhos nomes, dos velhos candidatos, do poder arrastado por quase duas décadas, das mesmas disputas pelo cargo há 4 décadas. Cabo Frio quer amor, quer um novo nome, quer a superação do que é antigo, arcaico, contínuo, das promessas não cumpridas quase debutantes em idade.
 
Um candidato representa o retorno ao passado, a certeza da repetição do que já foi visto e não deu certo, pois, se tivesse dado certo, não teria sido derrotado em 2008. Outro candidato representa a aposta no novo, em quem não tem medo de gente, de rua de povo, no que pode fazer diferente, porque, diferente do adversário, tem projetos para a cidade que nunca foram feitos, já que ele nunca recebeu a oportunidade de fazê-lo como prefeito. A diferença é evidente. Chegou a hora da virada.

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