ESPECIAL ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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domingo, 27 de março de 2011

TALENTO DE CABO FRIO EM REDE NACIONAL


















Neste momento, o artista plástico, mímico, contador de histórias e jongueiro nas horas vagas Jiddu Saldanha está em rede nacional apresentando seu trabalho. Jiddu está presitigando o programa de Ziraldo na TV Brasil.


Cabo Frio é bem maior!

MIGALHAS...


---------- JANIO MENDES, SILAS BENTO, Alfredo Gonçalves e Delma Jardim estiveram presentes ontem no Teatro Municipal para prestigiar a instalação da Comissão dos 200 anos de Teixeira e Sousa e o monólogo "à meia-noite todos os gatos são pardos".


---------- DELMA JARDIM estava perto de Janio, mas pediu licença para ficar mais à frente. Silas chegou depois e recebeu a companhia de Janio. Os dois cochichavam algo misterioso no canto do recinto.


---------- CHICÃO E ÁLEX GARCIA firmaram uma parceria: produziram juntos um panfleto divulgando seus blogs. Enquanto o professor Doutor em História ressalta sua natureza independente, Álex destaca o acompanhamento completo dos processos contra Marquinho Mendes.


---------- NOSSAS CONDOLÊNCIAS pelo falecimento do pai da jornalista Roberta Costa. Nosso abraço de ontem se segue de orações pelos que ficam.


---------- JUNINHO CAJU não esteve presente ontem no Café Bate-Papo, para a tristeza de Moacir Cabral, ávido para ouvir suas poesias declamadas. O produtor cultural verde musgo realizou pequena cirurgia na face, segundo ele, para resolver problemas e ficar mais bonito. Nem todos acreditaram na segunda parte.


---------- EM ARRAIAL DO CABO, o convite de Andinho a Arildo do PV para a Secretaria de Cultura deu bode. Segundo fofocas cabistas, Arildo teria acordado com Melman (o Dr. Henrique) se retirar do cargo meses antes das eleições para apoiar o PDT. Como o acordo "misteriosamente" chegou aos ouvidos de Andinho, o convite foi desfeito.


---------- COMO DIRIA BEZERRA da Silva em sua passagem por Arraial do Cabo, "Melman é Melman; mané é mané"


---------- EM SÃO PEDRO DA ALDEIA, Chumbinho se reúne com Paulo Lobo, Iédio Rosa e Sandra de Badú para criar uma articulação contra Carlindo Filho. Ele poderia vir a Cabo Frio dar um curso aos nossos pré-pré-pré candidatos a Prefeito.


---------- PARTIDOS E GRUPOS já fazem pesquisa de intenções de voto para a prefeitura da cidade. Tive conhecimento de 4 pesquisas, todas com a mesma ordem de preferência, apenas ocm algumas alterações nos percentuais.


---------- SE GOVERNO E OPOSIÇÃO (ÕES) SEGUIREM as pesquisas para escolher seus candidatos, o quadro eleitoral da cidade terá mudanças fortes.


---------- O DEPUTADO JANIO MENDES PROTOCOLOU nesta semana dois projetos de lei, um que inclui a Semana Teixeira e Sousa no calendário oficial de eventos do Estado (permitindo parcerias inclusive financeiras com a Secretaria Estadual de Cultura) e outro que insere o nome de Teixeira e Sousa no Livro dos Heróis do Estado, criado pela Deputada Inês Pandeló (PT).


---------- COM A SAÍDA DE BIDE DA PRESIDÊNCIA do PT, começa a disputa pelo comando do partido na cidade: Chico Lan (filho de Sebastião Lan e atual presidente interino, por ser vice de Bide), José Marcos e José Leandro concorrem.

sábado, 26 de março de 2011

Os dilemas da cultura


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 26 de março de 2011

Por observações, pesquisas e experiência própria, tenho a certeza de que a pasta da cultura é a mais complicada de um governo municipal, especialmente em Cabo Frio. Saúde e Educação têm problemas com verbas, repasses, prestações e favores. Obras, problemas com preços, suas tomadas e licitações. Entretanto, a Cultura mexe com o que há de mais complicado nas relações humanas e políticas: a afetividade e a identidade.

Ao falar de identidade, falo do ser, da essência da própria pasta: afinal, o que deve fazer uma Secretaria de Cultura? Há quem diga que ela deve apenas fomentar atividades e projetos, através de editais, articulações com a iniciativa privada e o próprio orçamento municipal. Há quem diga que esta pasta deve ser, diferentemente da primeira opinião, promotora de eventos, abrindo espaços para os agentes culturais em produções próprias.

Há quem diga ainda – e a ideia federal do Sistema Nacional de Cultura segue essa linha – que as Secretarias municipais de Cultura devem ser criadoras de instituições que agreguem os agentes e promovam as atividades culturais. Nesse caso, o termo gestor cultural, utilizado pelo Ministério da Cultura no trato dos Secretários da pasta homônima, é pertinente: ele, aqui, é um administrador, um organizador de uma estrutura que recebe os indivíduos e, como uma engrenagem, funciona a partir deles. Ele é o gerente de RH dos produtores e agentes culturais de sua jurisdição.

Mas o problema da identidade não está apenas na indefinição do ser de um órgão público de gestão cultural – que, lembremos, não precisa ser apenas uma Secretaria, podendo ser uma Fundação, uma Autarquia, uma Coordenadoria, etc. Falta uma definição identitária, ainda, ao próprio fazer cultura nos municípios. Há alguns anos, pregávamos que o caminho de independência das ações culturais estava na articulação com a iniciativa privada, a fim de que a produção se libertasse das amarras de influências políticas locais. Com o advento do governo Lula, a política cultural passou a trilhar esse caminho, especialmente com a difusão da Lei Rouanet.

Entretanto, hoje, projetos culturais recorrem a empresas municipais para captação de verbas garantidas pela lei, mas esbarram em problemas: algumas empresas, “desconfiam” das intenções políticas dos agentes, não conhecem a legislação, e/ou “desconfiam” da possibilidade de lucros, ainda que, no caso da Lei Rouanet, a reposição dos gastos seja integral.

Por outro lado, as empresas municipais, em sua maioria concessionárias e permissionárias, possuem também suas amarras com o poder público local – algumas sendo mais fiéis aos mesmos poderes do que muitos Secretários. Ou seja: o “sonho” da “isenta” articulação com o capital privado, mais uma vez, esbarra nas teses mais corriqueiras das Ciências Sociais: as instituições são formadas por indivíduos e suas relações pessoais, não por anjos ou criaturas acima da humanidade. Ou seja: o capital privado pode ser mais ou tão corrompido quanto o capital público, por um motivo simples: pessoas são pessoas, e, em algumas cidades, muitas delas, na área pública ou privada, possuem suas relações pessoais com os poderes públicos estabelecidos.

Seja no âmbito da fofoca ou da estrutura política, Cabo Frio é uma cidade pública. O município foi assim estruturado, ao longo de anos, por esquemas de poder que visavam manter sob rédeas a população, em vários sentidos e segmentos. Estamos nos libertando aos poucos.

O afeto é outra questão. O agente cultural, reconhecidamente – embora seja um erro a generalização – é um apaixonado, tenso, ansioso, lutador e sonhador. Seus afetos, sentimentos e interpretações andam sempre à flor da pele. A atual geração de agentes culturais é fruto ou filha da geração que combateu a ditadura militar no Brasil – o embate e a tensão correm nesse sangue. Gestores culturais são, além de administradores de orçamentos e instituições, administradores de pessoas, de egos, de sentimentos e de conflitos pessoais. São administradores de almas. Não é uma missão fácil.

No âmbito da afetividade, a luta por gestões participativas e o aproveitamento da estrutura do Sistema Nacional de Cultura pode ser o caminho para transformar o gestor e o agente cultural em mais do que pacientes ou aprendizes de terapeutas: respectivamente, um administrador de egos competente; e um profissional da ação cultural que mantenha no bolso o amuleto do não deixar de sonhar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O FILHO DO PESCADOR


Iniciaremos nesta segunda-feira mais uma Semana Teixeira e Souza na cidade de Cabo Frio. O evento já se tornou tradição no município por envolver uma das figuras mais famosas de sua história: o escritor Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, cuja obra “O filho do pescador” é a primeira e considerada por muitos a mais importante, datada de 1843.

Independente de toda a discussão sobre tal escrito ter sido o primeiro romance do Brasil, o fato é que a figura de Teixeira e Souza é representativa para a cultura e a história da cidade. Sérgio Caldieri é um dos defensores da tese de que o romance brasileiro, como gênero literário, nasce por estas terras, das mãos do escritor. Em nossa cidade, há alguns anos, vimos debates acerca desta questão surgirem como principal questão sobre o caso.

Não é. Um “primeiro romancista” pode ter nascido em paragens das mais longínquas deste país, em bares ou academias, sem que ninguém o tenha sabido, ou pode também, porque não, ter surgido em Cabo Frio. A questão principal é outra, a meu ver.

Teixeira e Souza, mulato e do interior do estado, por anos teve suas obras invisíveis aos olhos literários dos grandes corredores. O autor faz parte de um rol de outros escritores afrodescendentes do século XIX, como Machado de Assis e Lima Barreto, todos vozes, com mais ou menos volume, contra as injustiças sofridas pela população negra e pobre daquele momento histórico do país, como vemos em “Tardes de um pintor”, escrito pelo cabofriense em 1844.

Mais que isso, Teixeira e Souza é uma voz do interior do estado, como dissemos. Um interior, como no século XIX, ainda marcado pela invisibilidade e esquecimento em muitos aspectos. O processo de interiorização, termo “adorado” pelos analistas de plantão, especialmente no âmbito da política universitária, ainda não tomou um rumo forte e objetivo, inclusive por causa da falta de vontade de muitas prefeituras municipais. Interiorizar, mais do que criar convênios, deve ser o ato de trazer para o interior do Rio de Janeiro as estruturas da capital e fazer com que estas mergulhem nas culturas locais, gerando não só renda, mas modos localmente possíveis de obtê-la.

Assim, a semana de comemoração da vida e obra de Teixeira e Souza deve ser momento de reflexão sobre estes aspectos da nossa cidade e sua relação com o estado do Rio de Janeiro, bem como sobre os debates acerca do lugar da população negra em nossa estrutura social, mais do que um palco de uma discussão, por vezes ufanista, referente a mitos de origem. Outros nomes que renderam homenagens e produziram sobre Teixeira e Souza, por outro lado, também não devem ser esquecidos e omitidos nestas comemorações. A participação do negro na produção cultural de Cabo Frio também deve ser assunto ventilado por esse evento: tocar nas feridas locais é necessário.

O Filho do Pescador, sem dúvida, está acima das disputas na cidade; acima da cidade, também, mas apenas porque traz para ela discussões de todo o país e leva ao estado uma voz da luta negra do interior.

sábado, 12 de março de 2011

REVIRAVOLTA NO CARNAVAL DE CABO FRIO: EU JÁ SABIA


Como adiantei na postagem da quarta-feira, uma das ligações que fiz assim que cheguei a Cabo Frio naquele mesmo dia gerou-me a notícia de que havia um documento que comprovaria fraude no resultado do carnaval da cidade. Realizei, como em geral faço, um comentário comedido, no sentido de esperarmos a denúncia e em seguida a apuração dos fatos, para depois emitirmos opinião. Dito e feito: ontem, sexta-feira, o ex-presidente da Escola e Samba Em Cima da Hora, Felício Batista (FOTO), levou ao conhecimento da Liga das Escolas de Samba de Cabo Frio os papéis que comprovavam a participação dos coordenadores de jurados que julgaram as agremiações cabofrienses junto ao carnavalesco do G.R.E.S. na construção de um enredo em uma escola em São João de Meriti. Como o regulamento do carnaval de Cabo Frio impede esse tipo de relação, o Presidente da Liga João Gomes, junto à sua Diretoria, tomaram a sábia e obrigatória decisão de dar o título para o G.R.E.S. Em Cima da Hora; tirar os pontos do G.R.E.S. Flor da Passagem, deixando-a em último lugar do Grupo Especial; não rebaixar o G.R.E.S. Flor da Passagem; cancelar o rebaixamento do G.R.E.S. Antiga Abissínia; definir que o desfile do Grupo Especial de 2012 terá 9 escolas.

Na semana que vem, a Liga terá n ova reunião e já circula o papo de que será proposto o rebaixamento do G.R.E.S. Flor da Passagem ou seu banimento do carnaval de Cabo Frio ou o banimento da diretoria desta agremiação do mesmo carnaval. Essa decisão mostrará o tamanho do poder do grupo oposicionista dentro da Liga, pois, creio eu, qualquer uma dessas decisões só será aprovada se este grupo conseguir agregar o voto de novas escolas à sua postura.

Ou seja, a partir da reunião de semana que vem, veremos a possibilidade e as chances de vitória do grupo oposicionista na eminente eleição da Liga. Eu dizia há poucos dias que, a este grupo, faltava um nome e faltava apoio de mais escolas para a hora da decisão. Com esta bomba, escolas podem “mudar de lado”e, quem sabe, surja o nome de Felício Batista como candidato para enfrentar, provavelmente, João Félix, na eleição que se aproxima. Felício agora ganha força por ter sido “o cara” que denunciou a corrupção no carnaval de Cabo Frio. Com seu jeito tranqüilo e uma postura equilibrada, pode ser ele o nome que tornará essa eleição menos óbvia.

Quanto ao título da Em Cima da Hora, considero um resultado justo. A Escola trouxe, na minha opinião, o melhor enredo de todo o carnaval, sobre a história da loucura,. E uma comissão de frente, que, brincava eu ontem entre amigos, era tão boa quanto a da Unidos da Tijuca e bem melhor que a da Beija-Flor, escondendo os integrantes sob as saias gigantes de Dona Maria “a Louca”, que abruptamente surgiam na avenida e eram avaliados por psiquiatras ainda mais loucos que eles. Os membros da harmonia da escola vestiam jalecos de psiquiatras ao invés dos tradicionais blusões. A Escola cometeu, a meu ver, apenas dois erros: o samba ficou, como diz Vitor Vidal, capeado, ou seja, as frases são curtas, deixando longos espaços de instrumentos a tocar, dificultando a evolução da escola. Como diria meu amigo Djalma, o samba da escola não tem cadência. O segundo erro, penso, deu-se em um dos carros, que portava uma estrutura metálica para que os componentes por ali se pendurassem como loucos. Essa estrutura também se estendia à frente do carro, atrapalhando em muito a visualização da escultura que o carro levava. Fora isso, me encantei com o desfile da escola, o mais criativo e ousado de todos, ainda que menos técnico. Venceu, portanto, no carnaval de Cabo Frio, a nossa Unidos da Tijuca, o arquétipo da criação e da ousadia, sobre o arquétipo da técnica fria e matemática. Acima de tudo, a honestidade vence a corrupção.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MIGALHAS PÓS-CARNAVALESCAS


---------- APÓS UM CARNAVAL offline, retorno às fumaças da cidade recebendo notícias políticas, carnavalescas, policiais...cabe debatermos.

---------- NUM HOSPITAL SANTA IZABEL com a recepção lotada e um calor infernal, converso com um Policial Militar que me afirma ser extremamente necessária a criação de mais um Batalhão para a Região dos Lagos.

---------- AS OCORRÊNCIAS POLICIAIS foram muitas no carnaval e o efetivo local não dá conta da grande demanda dos momentos de pico nas temporadas.

--------- OS RESULTADOS do carnaval também merecem nossa atenção. Que Beija-Flor e Tijuca iriam disputar o tírulo todos já sabiam, mas que os mais belos desfiles foram da escola tijucana, da Mangueira e da União da Ilha, isso é inegável.

--------- A BEIJA fez um desfile técnico, mas sem criatividade, aliás, como sempre. As notas foram muito estranhas e a diretoria da Mangueira se retirou do local de apuração após receber uma nota 9 do mesmo jurado q ue deu 10 para a escola de Nilópolis.

--------- A ESCOLA NILOPOLITANA não fez um desfile para vencer, mas talvez tenha vencido pela ausência de falhas, mais do que pela criatividade. Diferente do ano passado, dessa vez a técnica fria venceu a criatividade. Paulo Barros afirmou que em 2012 vai fazer o enredo sobre Neguinho da Beija-Flor para ver se sua escola vence...

---------- ALIÁS, FUI E SOU CONTRA União da Ilha, Grande Rio e a (minha) Portela não receberem notas dos jurados. Creio que ficariam entre as primeiras, pois fizeram lindos desfiles.

---------- A UNIÃO DA ILHA, INCLUSIVE, foi a grande vencedora do Estandarte de Ouro, prêmio do Jornal O Globo. Levou o melhor enredo, melhor intérprete e melhor escola.

---------- O GRUPO ESPECIAL não teve rebaixamentos, mas São Clemente e Porto da Pedra, como já era de se esperar, foram as duas escolas com menos pontos. Do Grupo de Acesso A subiu a surpreendete Renascer de Jacarepaguá, que desfila na elite ano que vem.

---------- A RENASCER, escola do meu bairro natal (existe isso?) tem feito um belo trabalho com a comunidade nos últimos anos, promovendo eventos constantes e integrando pagode e samba junto aos moradores da localidade. Parabéns à Diretoria

---------- POR FALAR EM RENASCER, a Renascer de Cabo Frio, presidida por Bárbara, que fez graves denúncias sobre a Liga das Escolas de Samba local, foi vice-campeã do Grupo de Acesso, com um belo desfile sobre o enredo acerca de Zé Pilintra. O abre-alas e a comissão de frente estavam interessantes e o samba também foi muito bom.
---------- AINDA SOBRE O GRUPO DE ACESSO, minha Vermelho e Branco amargou apenas um terceiro lugar...alô presidente Nanade, vamos ou não vamos ???

---------- ALIÁS, AO CHEGAR NA CIDADE, liguei para dois amigos para saber notícias da apuração. Para um, o fato de Flor da Passagem, Em Cima da Hora e Sol a Sol terem ficado no topo, bem como a Abissínia ter caído, era sinal claro de maracutaia no carnaval local. Ele me disse que teria uma denúncia quentíssima, com provas nas mãos, que explodiria nos próximos dias.

---------- OUTRO AMIGO, ENTRETANTO, analisou que as escolas fizeram por merecer seus resultados, inclusive a Abissínia. Cabe lembrar que Cláudio Jotha, presidente desta agremiação, é um dos cotados para ser o candidato de oposição na próxima eleição da Liga. João Felix deve ser o candidato da situação.

---------- NÃO POSSO JULGAR os resultados, não vi os desfiles, apenas os do Rio de Janeiro. Apenas assisto neste momento a reprise do desfile da Renascer de Cabo Frio, com a bateria coordenada pelo meu camarada Pinguim. Penso que toda a acusação deve ser apresentada e analisada com prudência e os méritos (e deméritos) das agremiações precisam ser reconhecidos acima das questões políticas.

--------- EM CABO FRIO, SOBE a União dos Bairros para o Grupo Especial e o Arrastão da GB para o Grupo de Acesso. Parabéns para a presidente Mônica.
---------- NESTA SEGUNDA-FEIRA comemoraremos a volta do mítico, místico e histórico blog do Totonho. O endereço será www.jornaldototonho.com.br. Obrigado senhor.

--------- FECHANDO ESTAS LONGAS MIGALHAS, observo o debate entre Chicão e Clóvis em seus blogs. O clima esquentou!

---------- PARA FINALIZAR MESMO, prestigio meu amigo Fernando Chagas, presidente da Tribal, que me pediu a divulgação da foto do encontro com o Deputado Janio Mendes. Já havia dado nota do assunto em migalhas anteriores meu camarada, e aqui vai a foto abaixo. Aliás, parabéns novamente a Tribal pela garra e pelos grandes eventos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

CICATRIZES CARNAVALESCAS


Nas proximidades do carnaval, recordo-me de um samba de composição de Miltinho e Paulo César Pinheiro, interpretada por Roberta Sá, batizada de “cicatrizes”. Nela, os poetas solicitam à vida uma felicidade, qualquer, que pelo menos dure enquanto é carnaval, numa vida onde a dor domina. Longe de repetir o velho jargão do “povo que sofre, mas que é feliz ao menos no carnaval”, penso nos dois lados do carnaval: um lado político, outro, popular.

Esses lados não necessariamente interagem. Lembro que Roberto Da Matta e José Sávio Leopoldi escreveram seus trabalhos na área da Antropologia em cima da relação entre a estrutura social e a representação simbólica: enquanto os símbolos do carnaval invertem a ordem social brasileira, para aquele, para este, ao contrário, a estrutura do carnaval (em especial os desfiles) confirma a estrutura social: pobres e ricos continuam ocupando postos, respectivamente, menos e mais privilegiados, seja nas arquibancadas e camarotes da Sapucaí, seja nos destaques e demais posições dentro da avenida.

Penso, olhando Cabo Frio, que aqui a nossa relação é entre as configurações políticas e as configurações carnavalescas. A Liga das Escolas de Samba passou e passa por uma crise com acusações de desvio de verba – dizer que a questão é meramente política é cometer um devaneio, mas negar que as atitudes, tanto de ataque quanto de defesa, não possuem participação da atual configuração de disputa dos grupos políticos da cidade, por outro lado, é fechar os olhos à realidade. Há anos, sabemos (especialmente em anos eleitorais municipais) que é costume nas conversas durante ensaios e eventos de carnaval dividir qual escola “está com fulano” ou qual bloco “é de sicrano” para o pleito que se aproxima. Neste ano, cidadãos, que ainda nem pré-candidatos são, já criam seus blocos em belas dunas da cidade, de olho numa pré-pré-propaganda eleitoral, sempre "homenageando" o TRE como um enredo transversal, digamos.

Por outro lado, na hora da folia, do “vamos ver” carnavalesco, as diferenças políticas, que não somem, na verdade se flexibilizam. Agremiações de diferentes “lados” políticos anunciam e apóiam eventos uma das outras. Personalidades “de um lado” prestigiam o desfile "do outro".

A relação direta entre carnaval e política se manifesta esse ano com mais força por causa das proximidades de nova eleição para presidência da Liga das Escolas de Samba. Um campeonato vencido, um belo desfile ou uma demonstração pública de força podem fazer surgir lideranças que agreguem força, algo que falta hoje para esta mesma eleição. Ao que me parece, com poder para este pleito, há ainda apenas um nome, de um só “lado”. A próxima semana pode construir o nome do seu oponente direto.

O advento de uma nova política, que tenha suas preferências, mas que não divida o carnaval e a cultura em dois lados, mas sim que receba apoio e críticas democraticamente divididas e equilibradas, é algo que a cidade precisa. Sonho, em próximos carnavais, quem sabe, ver os debatedores de ensaios de plantão confusos, sem saber “de que lado” estão as agremiações, havendo no governo uma política de apoios e respeitos culturais que independem de articulações, permutas ou apadrinhamentos políticos.

Meu coração se inclina a uma política onde projetos coerentes recebam abraços e beijos, apesar das mágoas, independentemente dos nomes que os escrevem. Mas isso é papo, espero, para próximos carnavais. Neste carnaval, amando e errando, vamos prosseguir a curar cicatrizes, porque as cinzas, quem sabe, venham pelo ar em novos ventos depois da tempestade.

MIGALHAS...


---------- E O VENCEDOR da nossa enquete “séria” para Prefeito de Cabo Frio foi vencida pelo grande Pelinha, o maior ambulante da história de Cabo Frio. Com 32 dos 108 votos computados, o homem da voz potente seria hoje o mandatário maior da cidade.

---------- EM SEGUNDO LUGAR ficou o casal de mendigos gays da Praça Porto Rocha, com 22 votos.

---------- FACURY E FERNANDO CHAGAS eram só sorrisos e elogios na sexta-feira. Motivo? A conversa da Tribal com o Deputado Janio Mendes.

---------- ALIÁS,O DEPUTADO comemorou nova idade no domingo com os familiares. Nesta terça, a Folha dos Lagos estampou as investidas de Janio pela segurança da cidade e região, enquanto o blogueiro Alex Garcia reconhecia a competência, a velocidade e a multipresença do trabalho do pedetista, sem perder sua postura crítica. Parabéns Alex.

---------- OUTRO DEPUTADO, DR. PAULO CÉSAR, anda sendo investigado por escândalo de nível federal, por receber serviços de campanha de uma empresa suspeita de ser fantasma. A investigação segue em fase inicial. É preciso prudência e esperar os resultados antes de tecer acusações e conclusões.

--------- SEGUNDA-FEIRA FOI INAUGURADA a Escola Municipal José Bonifácio no Jardim Peró. Parabéns Zé, você merece.

---------- VINICIUS CANISSO participou de uma festa a fantasia na sexta-feira vestido de Chapolin. O personagem mexicano tem as cores vermelha e amarela, do PSB...

---------- ENCONTREI ONTEM com o professor Paulo Roberto, ex-UVA. Paulo deixou o mundo acadêmico e abriu uma empresa de produção cultural no Rio de Janeiro.

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