quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PROMESSAS DE ANO NOVO


A todos os que nos acompanharam, não acompanharam ou desacompanharam neste espaço...nossa gratidão, porque todo ano é ano de conquista para todos que caminham.

Nesse ano novo, não tratarei o novo como ano, nem o ano como novo – viverei. Não escutarei mais entrevistas repetidas de Prefeitos, com as mesmas lágrimas. Não apostarei na democracia de fóruns, porque o dono da banca do bicho não gosta. Não mostrarei a violência que não tenho e considerarei as minhas evoluções como obrigação de quem ama.

Nesse ano novo, tudo de novo novamente com jeito novo – não acreditarei em boatos provincianos e desconfiarei de verdades alheias oriundas dos livros sagrados, cujas páginas são as línguas do povo. Se o que passou iniciou-se com viagem, este termina com uma – cheia de falhas, amores e memórias. Não magoarei mais a quem amo não magoar. Não irei a terreiros que não me importam. Não confiarei em promessas de campanha.

Nesse novo ano, ano que vem novo quase já, terei menos medo. Desafiarei os tempos e os medos de quem amo, sem grosseria, com o ahimsa indiana. Não roubarei beijos carnavalescos – os terei. Não comprarei casas – as prepararei. Não amarei porque estudo, mas estudarei porque amo. Irei menos ao Rio e mais ao rio. Não acreditarei em choques de ordem nem em crises financeiras. Não me submeterei a fogos de artifício e enganosas promessas de posse. Aprenderei a tocar mais músicas. Escreverei textos mais com a tinta do coração do que com o sangue da revolta ou com as teclas da mente.

Não estacionarei meu carro em vagas impossíveis da cidade – vou a pé. Não ficarei revoltado com o autor da novela, mas com a violência da cidade. Aprenderei a enxergar a preguiça, a indolência e incompetência por detrás da máscara da crise. Não acreditarei que o número de carros com adesivos bonitos equivalha a número de votos. Não colocarei minha confiança na revolta ou na consciência do povo – ele não existe, elas sim. Não crerei que opiniões de jornal mudam o mundo – não convertem nem quem as escreve. Não acreditarei em quem disser que eu não posso – posso tudo que quero e amo, menos o que não amo.

Nesse ano novo que chega novamente ano, antiquadamente novo, eu não vou comemorar aniversário – celebrarei a vida. Não darei festas – as trocarei por um sorriso e sairei com lucros milionários. Não farei anos – apagarei da memória o que nos machuca. Não apostarei no Legislativo. Não confiarei no Executivo. Não enaltecerei o Judiciário. Terei total confiança em Deus – no quarto, em casa e nas esquinas apenas. Não terei medo dos seus sins, nem transformarei minhas ponderações preocupadas em nãos taxativos. Verei qualquer filme e pagarei duas entradas, sem me importar com quem nos rodeia. Irei mais à praia, acolherei mais parentes, beberei mais café, menos cigarros e mais vinhos no lugar de cervejas. Desejarei trocar de inferno, digo, de trabalho. Darei aulas pensando nela, mas não a tratarei como aluna, nem como mestra. Viverei a vida fora da novela. Usarei menos calças e mais batas. Conversarei mais com pescadores e os estudarei menos. Dançarei mais forrós exclusivos. Tirarei mais um sono na rede, com a porta encostada. Pedirei um novo frasco do mesmo perfume. Sentirei sua fragrância na hora das provas. Confessarei as fotos que eu não gostar.

Visitarei amigos que mereçam e negarei visitas inócuas. Cobrarei cópias de vídeos, dedicatórias de livros e mudanças de estado civil, mas com carinhos. Pagarei minhas três dívidas e criarei outras com prazos menores. Rirei dos shows da praia. Desconfiarei de Conselhos e de conselhos. Não baterei palmas para posses e inaugurações de banheiros. Não perderei tanto tempo no twitter. Não escreverei textos sem que ela participe – personagem ou consultora. Não me matarei pela cultura, pela Cultura, nem pelos da cultura, muito menos pelos que a cultuam. Não descansarei nas férias. Continuarei a ser cidadão, mesmo sem me sentir parte da cidade. Continuarei a ser gente, mesmo sem receber respeito. Não aceitarei beijos no meu coração – prefiro amor. Todo ano o mesmo ano novo de novo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal é quase


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 24 de dezembro de 2009.

Natal é quase. É quase férias – enfrentaremos horas de engarrafamento e calor para passar a noite festiva no balneário, mas retornaremos às selvas de pedra para cumprir cinco obsoletos dias de trabalho até o Réveillon – e aqui há mais um quase natalino: o Natal é quase Réveillon. Escritores de artigos de jornais, sempre esquisitos e apaixonados, têm aquela vontade de pôr nestas linhas suas reflexões sobre o ano que passou. Mas ainda é 24, 24 é quase 25, 25 é Natal, e Natal não é fim de ano –é quase.

Quem ler este jornal à tarde, o fará em meio aos preparativos da ceia, ou, para os que não comemoram o Natal, em meio aos preparativos do nada, ou ainda, para os que não comemoram o Natal, mas visitam parentes que o fazem, em meio aos preparativos do quase, porque para eles o Natal também é quase comemorado. Quem ler estas linhas ao pôr-do-sol, imaginará que, na tarde de Natal, a Lua é quase. Queremos que ela chegue – nos fará felizes e representará o amor do sol pela estrela, o desejo da estrela em tornar feliz o sol. Mas, na tarde de Natal, até a Lua é quase – quem sabe em 2010?

O dia 24 é quase Natal, com suas canções natalinas, e canções são quase, sempre. O cantor quase sempre é afinado; os violões quase sempre são coerentes, mas a ouvinte única é sempre apaixonada e o cantor, bem intencionado, a corresponde. As poesias de Natal, por sua vez, são quase canções – falta-lhes a melodia. As canções, por sua vez, são quase sempre revigorantes – falta-lhes o beijo. Mas só às vezes faltam.

A véspera de Natal é quase festa, e como o Natal é quase Réveillon, não custa nada dizer que 2009 também foi quase. 2009 foi todo amor, quase namoro. Foi a espera dos esperados, quase mãos dadas nas ruas, quase nuas, quase separados. Problemas que pareciam solucionáveis foram descobertos como impossíveis – e isso foi bom. Problemas que pareciam impossíveis foram descobertos como solucionáveis – e isso também foi bom. Quem não mais cria em um futuro feliz, esnobou, e já pirueta de patins rumo aos dias de alegria. Quem havia desistido de se encantar com a vida, agora pode vê-la (será que vai dar?) numa tela de cinema – e com direito a pipoca.

24 é quase Natal, como a cidade é quase cidade, e foi assim a história inteira – mas talvez, hoje, ela seja menos quase do que antes. Se de um lado temos quem quer voltar transformando, de forma ilusória, o quase em posse, de outro lado, temos quem quase fez alguma coisa, mas “como faltou dinheiro”, os eventos foram quase eventos; as posses, quase festas; a cidade, quase anárquica – mas agora o choque de ordem chega, junto ao verão. Será possível choque sem energia?

Então, neste dia 24, mesmo antes da meia-noite, comemoremos. Comemoremos tudo que vivemos do Natal passado até este: toda superação, toda irritação que encontra braços confortantes, todo um belo futuro próximo (temporal e fisicamente) nas suas mãos. Comemoremos termos opções e bebermos coragem, mesmo que em gotas. Comemoremos ficar em casa pensando em alguém, mesmo que, nas ruas, as lojas sejam sanatórios lotados. Comemoremos planejando viagens para perto com quem amamos, mesmo que vinhos importados sejam os focos das esquinas. Comemoremos um ano de superações, certezas, dores que curam e amores que descobrem não mais poderem se conter. Comemoremos o ano que chega de mãos dadas com a última esperança. Comemoremos cada dia que aproxima seu sim, que achega o teu “é agora”, que prepara o meu “te ajudo”. Comemoremos, pois o sol de um novo dia vai brilhar, e o Natal que chega, é menos um dia que se espera, mais nosso dia que se aproxima, porque se o amar é quase estar livre e junto, o Natal é quase amar. Estamos quase lá.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O vilão do Natal


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 19 de dezembro de 2009

Os símbolos natalinos têm sua própria história na representação social contemporânea. Como adianta o antropólogo indiano Arjun Appadurai, objetos de troca e venda possuem socialmente características promíscuas, no sentido de mudarem de fase no imaginário popular ao longo do tempo – o bom velhinho já foi visto como santo católico estilizado; herói das crianças e modelo pedagógico para manter o espírito natalino; vilão dos educadores por esconder as mazelas sociais de um Natal consumista. Árvores de natal já foram objetos de admiração e também de crítica a um etnocentrismo europeu, que alocou, nas tradições tropicais, um objeto de clima oposto. Neste Natal de 2009, não há dúvidas que o grande vilão, ex-herói, quiçá anti-herói no nosso imaginário, é o panetone.

Bode expiatório do escândalo no Distrito Federal (a assessoria do Governador José Roberto Arruda justificou o grande dinheiro vivo, recebido em filmagens, como sendo destinado à compra de panetones), a guloseima passou de doce singelo a motivo de piadas; tomou o lugar da pizza como símbolo de impunidade. Não há quem conheça o caso e não dê uma risada de canto de boca ao falar do pão que se tornou mais estrela do que as frutas nas propagandas engraçadinhas do Hortifruti.

Como no caso do Distrito Federal, a história de criação do panetone tem várias versões suspeitas. Um padeiro chamado Toni, o Duque de Milão, chamado Visconti e um certo Ughetto recebem a responsabilidade da autoria da invenção – como no processo da capital, todo mundo tem culpa e ninguém é culpado. O que há em comum entre as versões é que todas defendem o surgimento da iguaria na região da Lombardia, em Milão, norte da Itália, oposta ao Sul, peninsular, onde se localiza a região da Sicília, tradicionalmente nascedouro da Máfia Italiana – nada a ver com a piedosa turma do Arruda.

Segundo uma das versões, a palavra surge para designar o “pão do Toni”, já que o significado deste teria ficado diretamente ligado ao seu criador. Por aqui acontece diferente, já que o atual Governador do Distrito Federal, enquanto Senador, fraudou o painel eletrônico, mas anos depois foi eleito para o cargo que atualmente ocupa – parece que, neste caso, e o eleitorado não fez ligação entre criador e criatura

Com formato de uma cúpula de Igreja, à época, para agradar ao catolicismo dominante, o panetone de Brasília representa na mesa do consumidor, neste ano, a cúpula dos poderes micro e macro-corruptores e corruptíveis; a falta de inteligência nas mentiras políticas, que tornam-se “piadas de salão”; ou, como dizia Clara Nunes, o canto que deveria ser um canto de alegria, mas que soa apenas como um soluçar de dor.

Por aqui, nessas bandas cabofrienses, o panetone também possui o simbolismo da piada política e da impunidade, mas, neste ano, deve habitar menos a mesa do trabalhador, especialmente a grande parte vinculada temporariamente ao poder público. Iludidos com promessas contratuais, não são poucos os cidadãos que passarão seu Natal desempregados ou com parcas quantias no bolso. Num município onde a maioria, direta ou indiretamente, encontra-se ligada a uma estrutura de governo, a enigmática crise financeira, que na verdade é administrativa, faz faltar frutas no panetone do trabalhador, perdido numa cidade cujo passado político recente o oprimiu e censurou, e cujo presente o abandona. Mas vamos esquecer tudo isso, afinal, Natal e Reveillon são vendidos como pão e circo, circo e pão – desta vez, sem frutas cristalizadas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Migalhas - Twitter, blogs e outras tecnologias


---------- O curso de história da Universidade Veiga de Almeida acaba de lançar seu blog, o "Quem Faz História": www.quemfazhistoria.blogspot.com No espaço, artigos apresentados no último Congresso de História da Região dos Lagos e listagem das apresentações de monografia, além de outras informações do curso.

---------- Pelo twitter, companheiros avisam onde estão as blitz na cidade de Cabo Frio. Os informantes mais exatos tem sido Alexis Malabi e Flávio Rosa.

---------- A turma de Búzios anda animada com o Twitter. Alé do Prefeito Mirinho Braga, Carlinhos Gonçalves, Jânio Mendes e Allan Câmara não desgrudam do instrumento.

---------- A bruxa anda solta em São Pedro da Aldeia. Depois da muretinha da alegria, dos banheiros da Câmara (inaugurados com pompa e fogos) e do retorno sombrio da Autoviação Salineira, uma senhora foi atropelada por um ônibus da 1001 na rodoviária da cidade e faleceu hoje.

---------- Além de Bernardo Ariston, o Senador Cristovam Buarque tem narrado pelo twitter sua viagem a Europa. Enquanto Ariston foi a Copenhague, Buarque foi à sinistra Chernobyl...

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Migalhas diversas...


---------- O Prefeito de São Pedro da Aldeia, Carlindo Filho, sob a acusação de má prestação dos serviços, revogou a concessão pública à Viação Aldeense, recolocando a Autoviação Salineira liminarmente por 180 dias para realizar os serviços de passageiros. Claro que é uma jogada para colocar o município, definitivamente, de volta nos braços da empresa que cobra uma das passagens mais caras do país, mas corta o cabelo da galera da periferia de graça!

---------- Ao colocar a guarda municipal para apreender os ônibus desautorizados da Aldeense, a prefeitura de São Pedro mostra uma coragem que não teve ao retirar sorrateiramente a placa com o astronômico valor da obra da “muretinha da alegria”.

---------- Enquanto isso, o Jornal Record Rio, às 19h de hoje, noticiou na TV os protestos dos moradores de São Pedro diante dos buracos e maus-tratos com as vias da cidade: pneus queimados, barricadas, e até um boneco de Judas, representando o Prefeito Carlindo Filho, foi incendiado como protesto no bairro vinhateiro e na Estrada dos Passageiros.

---------- Onde estava a Guarda Municipal nesse momento?

---------- Os alairzistas estão animados: os processos contra o atual Prefeito de Cabo Frio se afunilam, a cassação já foi decidida pelo TRE, cabendo recurso porém. O boato de que páginas do processo foram arrancadas cresce na cidade e ainda vai dar o que falar...

---------- Rick Vallen e D’Black serão as atrações do Reveillon cabofriense.

---------- Enquanto isso, Búzios apresenta show de Maria Gadu sexta-feira na Praça Santos Dumont...

---------- O Deputado Federal Bernardo Ariston tem passado pelo Twitter notícias de sua estadia em Copenhague. Sua participação deve estar sendo tão produtiva quanto a própria conferência...

---------- A prefeitura de Cabo Frio anuncia para agosto de 2010 a implantação do primeiro Restaurante Popular.

---------- Esses dias, em Niterói, resolvi desembolsar um real e tomar o café da manhã com a galera que freqüenta uma dessas unidades, mantida pelo Governo do Estado, em frente às Barcas. Objetivando mais conhecer a realidade dos freqüentadores do que propriamente alimentar-me, lucrei bons papos e um desjejum relativamente bom.

---------- Se a estrutura do Restaurante municipal for semelhante à Estadual, tem tudo para dar certo, com um pouco mais de manteiga no pão e menos água no café com leite da rapaziada trabalhadora...

---------- O convênio com o Banco de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome será uma saída para que praticamente não haja gastos da Prefeitura com o fornecimento dos alimentos.

---------- O PDT de Cabo Frio agora ensaia entrar na onda do Twitter...
---------- Bom resto de semana a todos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Migalhas culturais...


---------- Fábio Emecê esclarece, em artigo publicado no blog do Totonho, os motivos da assinatura do manifesto contra superintendência de Igualdade Racial da Secretaria de Cultura pela Juventude Negra N'atividade. Muito bom.

---------- Tem sido prática corriqueira na área culural da cidade as tentativas de desestabilização, derrubada e golpe, fruto do "trabalho" de grupos e pessoas que ficaram de fora do poder ou na periferia dele. Não querem o melhor para a cidade ou a gestão democrática, mas ocupar o poder para serem gestores, simplesmente. O discurso é bonito, mas não engana a mais ninguém, a não ser aos integrantes do G.R.E.S. Inocentes de Cabo Frio.

---------- A situação da cidade se reflete bem na pomposa posse de João Félix na Subsecretaria de Cultura. Com tão poucos atrativos políticos, até posse de subsecretário tem que virar festa, exatamente como fez Toninho Branco quando prefeito em Búzios, ao inaugurar com grande alarde um simples banheiro público.

---------- O jornal Completo, por sua vez, cita que, com João Felix, "o povo toma posse". Há quem afirme no mesmo jornal que "depois de Lula e Obama, João Félix é o povo no poder". Gente, menos...bem menos...quanto sensacionalismo...quanta carência...
---------- Aliás, quem é o povo?

---------- Registre-se que as críticas aqui não são dirigidas ao novo Subsecretário. Não o conheço, mas acredito que tenha boas intenções e possa fazer um bom trabalho. O problema está no espetáculo montado pela representação social e jornalística (mesmo que seja de um jornal só), que deseja passar uma mensagem parcial, pessoal e intencional, ao mesmo tempo em que pretende desviar o foco de alguma realidade decadente...

---------- No mais...uma boa semana para todos...


sábado, 12 de dezembro de 2009

Viver a vida no Balneário


Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 12 de dezembro e no jornal virtual Área 22 (www.area22.com.br) em 11 de dezembro de 2009.

Temos visto crescer na cidade movimentos de indignação com a Rede Globo, devido à associação feita entre a cidade de Cabo Frio e a violência, na novela ”Viver a Vida”, de autoria de Manoel Carlos. Enquanto Búzios é apresentada como porto turístico de qualidade, Cabo Frio é tratada como refúgio de meliantes e violência.

Recentemente, a ACIA – Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio – dirigiu carta à empresa televisiva, repudiando a posição do autor da novela. Ação semelhante realizou recentemente um radialista local, ao conclamar a população a fazer o mesmo. As atitudes mostram um relativo sentimento de amor à cidade, muito positivo, mas poderiam ser vistas de ângulo diferente: por que o autor da novela possui essa representação tão oposta sobre duas cidades tão próximas?

Não parece sensato acreditar que essas representações do autor de “Viver a Vida” sejam arbitrárias, preconceituosas ou frutos do acaso. Nós, moradores, talvez não tenhamos a noção do retrato que as duas cidades possuem fora dos limites do nosso município. Esse retrato, por sua vez, não está sendo influenciado pela novela: parece que é a realidade violenta do nosso município, invisível para alguns, que, ao contrário, influencia a opinião do autor. Prova disso é que recente pesquisa feita pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Observatório das Favelas, Unicef e a UERJ, apontou Cabo Frio como a 16º entre 267 cidades brasileiras com o mais alto índice de homicídios na adolescência. Segundo o coordenador técnico de estudo, Ignácio Cano, professor da UERJ, há três municípios do estado do Rio em situação ainda pior do que a capital: Caxias, Itaboraí e Cabo Frio. Ainda segundo o relatório, se a forma de combater a violência não mudar nos próximos sete anos, só em Cabo Frio , 121 jovens não deverão completar os 19 anos. Reportagem sobre a pesquisa foi publicada em 24/07/2009, no Portal In360, da Rede Inter TV.

O comércio, por sua vez, também sofre com uma cidade que possui a identidade violenta. Prova disso é que a própria ACIA, em maio desse ano, organizou movimento de fechamento de portas dos comerciantes locais, que foram às ruas, em protesto contra a violência que sofrem.

Em maio de 2008, por sua vez, explodiu na cidade a violência homofóbica: cinco homicídios em poucos dias despertaram o movimento LGBT para protestos e manifestos.

O Jornal do Brasil, um dos maiores do país, registrou em 23 de novembro de 2008, reportagem nas páginas A2 e A3 – portanto, páginas de destaque do periódico – tratando da alta do uso e comércio de crack nos balneários cariocas, tendo como destaque Cabo Frio. O então delegado Rodrigo Santoro declarou ao jornal que 80% dos homicídios da cidade são oriundos do tráfico. Segundo o ISP – Instituto de Segurança Pública, Cabo Frio teve 49 furtos de carro a mais no primeiro semestre de 2008 do que no mesmo período em 2007, e 50 roubos a mais empreendidos contra transeuntes. 1428 pedras de crack foram apreendidas na região no ano passado, a maioria em Cabo Frio.

Interessante perceber que a Rede Globo tem realizado várias injustiças com reportagens tendenciosas há vários anos, e a população local, com exceções, cala-se. Aumentos abusivos de tarifas de ônibus em Cabo Frio são vistos com passividade, mas a imagem da cidade refletida externamente causa revolta. O problema da “imagem violenta” da cidade é um problema interno, não externo. A associação da cidade ao crime deveria gerar revolta da população com as autoridades, já que, pelo que acabamos de demonstrar, “Viver a Vida” apenas tem colocado nas telas nacionais a realidade estatística e social da nossa cidade, da qual, diante de todo o país, “somos os últimos a saber”, nós, o G.R.E.S. “Inocentes de Cabo Frio”.

Sem falar na gritante diferença de qualidade entre as estratégias turísticas de Búzios e Cabo Frio, enquanto a revolta for com o longínquo PROJAC, as fontes reais do problema ficarão imóveis e inalteradas por essas bandas. Se Búzios está a “Viver a Vida”, Cabo Frio parece ter caído numa “Cama de Gato”. Há possibilidades de escapar dela, mas teremos que arrebentar os barbantes, pois como diz Gonzaguinha “cama de gato/olha a garra dele/melhor se cuidar/no campo do adversário é bom jogar com muita calma procurando pela brecha pra poder ganhar”.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Festival de Rock Humanitário chega à quarta edição


Apesar de totalmente desprezado pela grande mídia, o festival de rock humanitário chega em 2009 a sua quarta edição. Já consolidado como o maior festival de rock não comercial do estado do Rio de Janeiro, o evento, que também se caracteriza por ser o maior festival de rock de cunho beneficente do país, mistura, durante um dia inteiro, diversos estilos de rock pesado, com bandas novas e veteranas dividindo o mesmo palco.

Nas três edições anteriores, que ocorreram em Cabo Frio, o festival humanitário arrecadou cerca de 30 toneladas de alimentos não perecíveis, que foram distribuídas a centenas de famílias carentes de Cabo Frio.

A quarta edição do festival ocorrerá desta vez em Arraial do Cabo no dia 19 deste mês, no Parque Público. O festival tem apoio da prefeitura daquele município, e contará com a presença de mais de 20 bandas nacionais. Dentre as principais atrações do festival deste ano estarão as veteranas bandas Korzus, Tuatha de Dannan, Garotos Podres e Cólera.

Mais informações sobre o festival podem ser encontradas no site do festival (http://www.rockhumanitário.com/)

Ariana Rodrigues
Assessora de Comunicação do Festival de Rock Humanitário
(22) 9926.1593
(22) 2643.5876
(22) 8804.6847

Mais Migalhas...


---------- A crise municipal – que não parece ser financeira, mas administrativa – fez até o SINDICAF (Sindicato dos Funcionários Públicos de Cabo Frio) reaparecer. São os milagres do Natal.

---------- O SINDICAF prepara para amanhã uma paralisação das Guardas Municipal e Marítima do município devido às recentes demissões e perdas salariais. Tentaram falar ontem com algum representante do Governo, mas ninguém apareceu.

---------- Boa parte das 700 demissões impostas pelo Ministério Público à Prefeitura foram de Guardas Municipais.

---------- O movimento sucede a também paralisação dos profissionais da educação de 24 de novembro, coordenada pelo SEPE – Sindicato dos Profissionais de Educação.

----------- Será que estão faltando frutas no panetone do trabalhador municipal?

----------- Enquanto isso, o Sindicato dos Funcionários do Poder Legislativo de Cabo Frio ainda aguarda a publicação do Ministério do Trabalho.

---------- A Câmara Municipal de Cabo Frio aprovou por unanimidade na sessão da última terça-feira, dia 8 de dezembro, o projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal de Cabo Frio nº 001/2009, que dispõe sobre emenda aditiva ao artigo 217 da Lei Orgânica Municipal. De autoria dos vereadores Aires Bessa e Acyr Rocha, o projeto de emenda tem como objetivo a manutenção das vagas nas instituições de ensino médio da rede pública municipal. Assim, a secretaria municipal de Educação continua responsável pelas turmas secundárias do Colégio Municipal Rui Barbosa, das escolas Elza Maria Santa Rosa Bernardo (Jardim Esperança) e Marli Capp (Segundo Distrito).

---------- Abaixo, ótimo artigo do companheiro Jonathas, Presidente do Conselho Municipal de Combate às Drogas.

DROGAS E SOCIEDADE; O FENÔMENO CRACK.

Há algumas questões que precisam ser melhores esclarecidas no que tange a relação drogas e sociedade. Uma questão seria perceber o que ocorreu com o termo “droga” (palavra que hoje é atribuída a substâncias capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central), que tem origem no árabe e no holandês antigo, significa “seco”, ou, “folha seca”, referência as especiarias da época do mercantilismo. O açúcar e o tabaco são exemplos, ambos eram tratados como drogas no período mercantilista, mas havia muitos outros produtos que recebiam esta nomenclatura.
Atualmente este termo, devido a larga difusão midiática e sua relação com o atual modelo de mercado ilícito o qual chamamos comumente de tráfico de drogas, vem ganhando uma vida própria. É como se a droga fosse o sujeito histórico, que tivesse vida em si, isto é, falamos dela como se nos referíssemos a alguém. As próprias campanhas de prevenção e combate “as drogas” direcionam suas ações usando este tipo de conotação; Diga não as drogas! As drogas podem matar você! Drogas, inimigas da sociedade! Etc.

Ao atribuir as drogas esta pessoalidade, cometemos um equívoco significativo, ocultamos o verdadeiro responsável pelos danos advindos do uso indevido das mais variadas substâncias; o homem. As drogas não são seres dotadas de inteligência, quando o termo droga foi cunhado inicialmente, era para designar espécies de plantas específicas, mas que, na maioria das vezes, para torná-la viável ao uso humano, necessitava da intervenção do mesmo. Como era o caso do tabaco.

Cabe esclarecer ainda que historicamente as políticas proibicionistas são relativamente novas. Com o advento da revolução industrial, a sociedade se deparou com a produção sintética de drogas, já o capitalismo se encarregou de transformar tudo em mercadoria. As drogas passaram a ser produzidas em laboratórios e inicialmente usadas para fins medicinais (como foi o caso da morfina, cocaína, LSD), a classe médica aos poucos foi percebendo os malefícios de algumas dessas substâncias e seus efeitos colaterais. Criaram-se então as restrições ao uso de determinadas substâncias e a sociedade do início do século XX viu as drogas serem divididas em lícitas e ilícitas, os critérios que definiram quais deveriam permanecer lícitas e quais deveriam ser ilícitas até hoje carece de explicações mais claras.

Dito isto, cabe ainda alguns esclarecimentos especificamente sobre o crack, droga que está em evidência. A primeira coisa a fazer é perguntar por que uma substância que vem sendo consumida a um pouco mais de uma década no Brasil, só agora ganha repercussão nacional em todos os veículos de comunicação? Seria por que o mercado do crack já atingiu a classe média? O consumo do crack iniciou-se no Brasil na década de 90, na cidade de São Paulo, aos poucos seu comércio foi proliferando para o sul do país e para o estado de Minas Gerais. Na cidade do Rio de Janeiro, o tráfico devido a alguma organização criminal na época, deteve por algum período a entrada do crack. Com o tempo, devido as prisões de grandes traficantes e a fragmentação das facções, a organização criminal do Rio de Janeiro foi se desarticulando, os novos “chefes” do tráfico compreenderam que seus “postos” eram provisórios, logo, o crack, passa a ser percebido com um produto viável.

A dependência do crack é semelhante a da heroína, embora sua ação seja mais rápida e a duração dos seus efeitos também. A compulsividade e a crise de abstinência são de um modo geral potencialmente fortes, o tratamento requer na maioria dos casos a intervenção medicamentosa (geralmente ansiolíticos, antidepressivos e anticonvulsivantes). Os efeitos colaterais são muitos; problemas respiratórios, perda de apetite; paranóia, depressão, dentre outros. O perfil de usuários de crack segundo as pesquisas, apontam para uma população masculina (embora os casos de uso por mulheres venham aumentando gradativamente), geralmente jovens, sem laços com o trabalho e com pouca perspectiva de vida. Os usuários de crack costumam abdicar do uso de outras drogas, o uso misto é percebido apenas em pequena parcela dos usuários, a população de rua, integralmente fragilizada, é a mais afetada diretamente com a epidemia do crack.

A experiência européia com a heroína pode nos servir para lidar com este fenômeno, que não se assemelha a qualquer tipo de substância em uso no Brasil. Embora as políticas públicas européias apresentem variações de um país para outro, de um modo geral, o tratamento da dependência de heroína é semelhante na maioria deles. O tratamento consiste na ação conjunta do uso de metadona e buprenorfina associado a psicoterapia e terapias de grupo.

Outra possibilidade é a prática de políticas públicas voltadas para a redução de danos, Portugal, nosso velho colonizador, pode ser um exemplo no que tange a inovação de políticas públicas sobre drogas. No ano de 2001 o país resolveu cancelar todas as sanções sobe usuários e dependentes, o foco das políticas passou a ser prevenção e tratamento, repressão apenas ao narcotráfico. Os críticos disseram que Lisboa iria se tornar um “paraíso para os usuários de drogas”, mas não foi o que aconteceu, em 2006 um relatório oficial colocou Portugal como um dos países europeus com o menor índice de consumo em vários tipos de drogas. (Veja: "Drug Decriminalization in Portugal: Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies," by Glenn Greenwald, White Paper, April 2, 2009. Cato Institute.)

Não defendo uma descriminalização sintomática e imediata do Brasil, mas o fato é que o modelo que adotamos há anos, com o foco na repressão tem sido até aqui, assim como nos EUA e outros países que o imitam, pífio. Os EUA representam 5% da população mundial e detêm 25% da população carcerária do mundo, estes dados por si só indicam que a cadeia é o grande remédio norte-americano. Defendo, portanto, mudanças na estrutura e nas bases, defendo uma revisão dos conceitos que leve em consideração a prevenção e o tratamento como prioridades das políticas públicas, por meio de programas de prevenção permanentes nas escolas e uma rede de atenção psicossocial a usuários e dependentes em cada município. Defendo que a questão das drogas esteja presente nos programas municipais de governo e nas ações públicas, defendo a proliferação de equipes multidisciplinares e a participação popular nas discussões sobre o tema.
Nossos usuários de Crack (ou qualquer outra droga) não podem ser tratados como lixo humano, o primeiro passo é tratar com dignidade estes indivíduos, descriminalizá-los e dar a eles a oportunidade da mudança e isto só se faz mudando a estratégia.
Jonatas C. de Carvalho
Presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas em Cabo Frio.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MIGALHAS...


---------- Tem candidato ao concurso de Cabo Frio dizendo que foi designado para fazer a prova em Búzios. É para ajudar cidadãos de outros municípios a conseguirem vagas aqui??

---------- Há um adesivo que já circula pela cidade: “o careca vem aí”. Alguém arrisca palpite?

---------- O Deputado Federal Bernardo Ariston tem travado duelos significativos pelo Twitter.

---------- O Presidente da Câmara Alfredo Gonçalves achou a placa da obra da Casa Legislativa grande demais. Será?

---------- E o Panetone virou mesmo o grande vilão do Natal.

---------- A funcionária Margareth da Câmara Municipal foi aprovadíssima na sua defesa de mestrado em Políticas Públicas na UERJ. Parabéns.

---------- Patrícia Amorim eleita presidente do Flamengo. Que beleza.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

(Muitos) Pingos de chuva

Publicado no Jornal Folha dos Lagos em 5 de dezembro de 2009.


Roberto da Matta, um dos maiores antropólogos brasileiros, afirma que, na pesquisa científica, o pesquisador deve estar preparado para os “pingos de chuva que caem do céu sem que o queiramos”. A idéia é valorizar os dados que surgem da realidade social como surpresas, em geral, desviando o foco inicial do trabalho.

Os pingos de chuva não são, entretanto, privilégio da pesquisa etnográfica. Nossa sociedade brasileira, bem como sua versão reduzida em Cabo Frio, não escapam a essa reflexão. Pingos de chuva não nos faltam, especialmente nesses dias em que muitos deles invadem nossas ruas (que o diga o Parque Burle e o Manoel Corrêa) alagando as vias nas quais os Royalties não chegaram – supondo que eles tenham chegado a algum lugar.

Além desses pingos de chuva reais que nos assolam (e também aos catarinenses e paulistas), temos os pingos de chuva sociais e políticos – as boas surpresas que alteram os planos anteriormente estabelecidos. O Fórum dos Conselhos Comunitários de Segurança da Região dos Lagos, realizado ontem, surpreende positivamente o silêncio que vigorava até então, em relação aos casos extremos de violência na cidade nos últimos tempos. Esperamos que tenha dado frutos. O “mensalão” do DEM no Distrito Federal e do PSDB em Minas Gerais foi uma boa surpresa (será que foi surpresa?) para as expectativas petistas de manutenção do poder federal, ao estender o mar de lama antiético à oposição. Obviamente, não foi “surpresa” quanto a esquemas fraudulentos que rondam as administrações públicas do país, com duas exceções – surpreendeu o volume de dinheiro envolvido e a distribuição do esquema por variadas secretarias municipais e diferentes partidos políticos, algo talvez “inédito” nas apostilas do crime governamental brasileiro.

A instalação da CPI das sentenças judiciais eleitorais, presidida na ALERJ pelo Deputado Paulo Ramos (PDT) também foi outro pingo de chuva que caiu do céu sem que muitos prefeitos do Estado quisessem – esperamos que o instrumento não termine em pizza e sirva para averiguar suspeitas absolvições.

Na área eleitoral, para 2010, não deveremos ter tantos pingos assim – o quadro parece meio que definido, mas é possível ainda que um ou dois pingos, na área de candidaturas federais, caiam na nossa cidade, isso sem falar nos pingos falsos – quem tentou negar candidatura para “surpreender”, não surpreendeu: nem o pingo caiu, nem a população caiu na conversa. No mais, “surpresa” não é palavra que rime com nada nas especulações para 2010.

Entre pingos e pingos de chuva, reais ou sociais, vamos caminhando, ora alagados, ora enxutos, mas quase sempre com nossos guarda-chuvas furados. O que regozija é ver alguns que, até então, acreditavam num verão de rachar, surpresos com os pingos que caem do céu – terão que substituir a sunga e os óculos de sol pela capa de chuva, se quiserem se proteger, ou pelo rodo, se quiserem trabalhar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dia Nacional do Samba


Salve Paulinho, Noel, Adoniran, Cartola e meus mestres João Nogueira e Candeia. Salve a minha Portela querida e cada boteco que faz ecoar essa voz insistente. Salve cada batucada de fundo de quintal e cada esquina de cavacos. "O samba é o grito de gol, o berro que julga o juiz, o eco da voz de quem fala, o orgulho de quem é feliz" (João Nogueira).

Em homenagem, uma composição cabofriense:


Malandro Sincero

Música: Duca ( Eduardo Silbert )
Letra: Beth Michel

Tenho tres unhas compridas pra arranhar o violão,
E as outras sete roidas pela solidão.
Tenho uma pé chato - e comprido
Que deforma o sapato e anda sempre doído,
No meu andar de gaiato.

Tenho fôlego de gato prá cantar e prá beber,
Na vida fácil eu me bato,
Porém sem me exceder.
Minha barriga aumenta a cada dia que passa,
Ficou por baixo? Aguenta - quilos de amor e cachaça!

Esse negócio de beleza é conversa fiada,
Veja só como essa nêga olha prá mim
Toda assanhada!
Tô mal vestido, tô suado, encardido e sem dinheiro,
Mas ela não sai do meu lado...
Eu estou contente com meu cheiro.

Tenho um sorriso com tres dentes da frente cariados.
Mas eu sigo indiferente -
A gente come é pelos lados!
Me recuso a ter zêlo, tá tudo caro prá xuxú...
Que se dane o meu cabelo!
Se eu não ganho pro xampu.

Tá pela hora da morte - a vida; todo mundo diz.
Mas eu sou um nêgo de sorte,
Pois sou senhor do meu nariz.
Se acaso eu me atraso e a minha nêga chora,
Eu digo: - " Não crie caso, oh nêga!
Não faça hora..."

Comigo não, tem disso não! Eu só tô preso a um violão,
Que um chapa meu me emprestou
Há um ano atrás - por distração.
Problema dele, se deu bobeira
E caiu na asneira de confiar...
Pois não se cheira flor, que não é prá se cheirar!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MIGALHAS


---------- O empresário Milton Roberto, do Restaurante Tia Maluca, é o novo "reforço" do PDT de Cabo Frio. Filiado há anos, colocou-se à disposição do Partido "para a militância" nesta segunda-feira.

---------- Milton junta-se a Bebeto Cardoso, Fábio Lemos e Cristóvão na ala do empresariado pedetista. Será que vai dar samba?

---------- João Neto, ex-assessor do ex-Vereador Valcy Rodrigues, também entrou para o time pedetista.

---------- No Governo cabofriense, pintam conversas para a criação de um novo Conselho Municipal.

---------- Rodolfo Leite não tornou-se, como pensado, novamente subprefeito do Jardim Esperança, mas sim de São Cristóvão. Para o lugar de Delma Jardim vai Carlos Augusto, o "Cagu", ex-transporte.

---------- Da Deputada Cidinha Campos no Twitter: "Depois dessa, ARRUDA nem atrás da orelha!"

---------- Totonho lembra muito bem - o prefeito buziano Mirinho Braga anda fortemente pelo Twitter, pergunta, escreve e responde todas as noites. Disputa a intensidade das conversas com Clóvis Eduardo, Alexis Malabi, Mangueira e Allan Câmara.
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